Depois de ato contra invasão da PM na Favela do Moinho, policiais voltam a atacar

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Por Karina Iliescu e Lucas Martins

Moradores da favela do Moinho, próximo do Bom Retiro na região central de São Paulo, realizaram hoje mais cedo um ato após intervenções da PM na comunidade nos últimos dias e prisões de moradores.

Um morador contou o que ocorreu “Eles estão desde a semana passada entrando na favela, a BAEP. Eles estão praticando opressão na comunidade, nos barracos de moradores que nao têm nada com o que eles dizem que estão vindo buscar. Teve moradores forjados, teve moradores agredidos. Hoje teve um pequeno confronto porque eles forjaram 3 meninos e a população desceu pra acompanhar até a frente da favela. Eles saíram da favela tacando bomba, dando tiro de borracha”.

Após o ato, vídeos de um pelotão da polícia militar atirando bombas e balas de borracha começaram a circular nas redes. Relatos de moradores contam que polícias cercam a comunidade desde as oito da manhã.

“Em meio ao Coronavírus a Favela que menos recebe apoio é o Moinho. O fundão da Favela praticamente não tem apoio. Nos adianta entregar 50 cestas e fazer ‘auê’. A Favela tem cerca de 6 mil pessoas e tudo o que o Dória quer é tirar a comunidade de lá pra dar à especulação imobiliária” contou Luiza Rotbart organizadora de grupo de voluntários da favela do moinho.

Outro morador confirma que a PM agiu de forma truculenta dentro da comunidade “hoje levaram 2 pessoas presas pra fora da comunidade. Dentro da viatura eles estavam agredindo, falando que iam matar, querendo informação. Aí a população se revoltou e foram no sentido da viatura, aí os policiais foram embora. A população não conformada, foram pra ponte Engenheiro Gurgel na Rio Branco e tentaram parar o transito em forma de manifestação. Chegou a tropa de choque, a força tática, aí começou o confronto”.

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