Missa de Domingo de Ramos, vira ato pelas vítimas da favela do Cimento

Em São Paulo, no bairro da Móoca, caminhada e missa chamam atenção para as vítimas do incêndio, que continuam em risco.

Foto Douglas Mendes

Domingo, 14 de abril de 2019, o Padre Julio Lancellotti junto com representantes da Comunidade do Cimento, de Movimentos de Moradia, e do Movimento de Povo de Rua, fizeram uma caminhada da Capela São Miguel à capela da faculdade São Judas Tadeu, onde foi feita uma missa do Domingo de Ramos, em homenagem aos moradores da favela do Cimento, que foram vitimas de um incêndio, poucas horas antes da reintegração de posse do terreno da favela, no dia 23/03.

Algumas famílias, sem ter para onde ir, alojaram-se em um galpão na Rua do Hipódromo, o ato também chama atenção para a data determinada para reintegração de posse do galpão ocupado, no dia 23/04, um mês após o incêndio que matou um homem e que dificultou a vida já sofrida de dezenas de famílias.

A Comunidade do Cimento estava instalada às margens da Avenida Radial Leste, no entorno e abaixo do Viaduto Bresser, até a Avenida Pires do Rio, na Móoca, abrigava cerca de 215 famílias. O Incêndio ocorreu de maneira “misteriosa”, depois da chegada da GCM, CLIQUE AQUI para saber mais.

O ato continuou até a favela do Cimento onde foi plantada um árvore em homenagem ao morador que morreu em decorrência das queimaduras em 70% do seu corpo.

O ato foi chamado de Árvore da Resistência Popular – Comunidade do Cimento, e teve também o apoio do grupo Muda Móoca e de representantes das Igrejas Batistas da região.

Aqui imagens do incêndio que atingiu a favela do Cimento:

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