Família de um dos jovens mortos em Paraisópolis refuta versão de pisoteamento no massacre

Conversamos com um das famílias de vítima da violência policial em Paraisópolis, zona sul de SP

A meia com vestígios de sangue

Katia Passos e Lucas Martins, Jornalistas Livres

Fotos: Lucas Martins

Estivemos no Instituto Médico Legal, mais próximo ao massacre de Paraisópolis e lá encontramos os familiares de Denys Henrique Quirino da Silva, de 16 anos, uma das vítimas da violência da polícia de São Paulo, na madrugada de sábado para domingo (1) no baile.

Após reconhecerem o corpo de Denys, os irmãos do jovem nos mostraram suas roupas: uma calça jeans suja de barro nos joelhos e de sangue próximo do cós; além de uma meia com vestígios de um material que parecia sangue. Não há marcas de pisadas de calçados nas peças.

Por isso, a família refuta a versão de morte por pisoteamento. Eles acreditam realmente que Denys, assim como os outros oito jovens morreram espancados pela polícia. Os vídeos que circulam pelas redes sociais da “operação” policial mostram diversos momentos de espancamento.

Conversamos reservadamente com a mão do rapaz, Dona Cristina, que mesmo inconsolável encontrou forças para exprimir o desejo de lutar para encontrar e punir os responsáveis pela tragédia.

Denys está sendo velado desde o início da manhã desta segunda (2) e o enterro ocorrerá às 14h, no Cemitério do Chora Menino, em Santana. Após a cerimônia, Denys será enterrado no Cemitério do Cachoerinha.

Assista a entrevista que realizamos com os irmãos na noite deste domingo (2), na porta do IML

Um dos irmãos de Denys sendo consolado por amigos

#AoViVo

Voltamos direto do Instituto Médico Legal da zona sul.
Conversamos com uma das famílias que identificou agora o corpo do jovem Denys Henrique, 16 anos. Ele participava do baile funk realizado na madrugada deste sábado na favela do Paraisópolis.

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