O sítio, por Dirce Waltrick do Amarante

Edward Hopper

Por Dirce Waltrick do Amarante*

 

Quase dois meses sem sair de um apartamento de 30 metros quadrados, com duas janelas minúsculas que dão para os fundos prédio do lado, vejo no Instagram fotos de uma amiga a céu aberto, rodeada de flores, de árvores… ! Em tempos de pandemia, ela se refugiara num sítio.

Amiga solidária, quando se deu conta da pequena cela em que me encontrava e sabendo dos cuidados que havia tomado até então, convidou-me para passar o restante da temporada “pandêmica” em sua casa.

Ah, mas que alegria! Arrumei as malas, desliguei geladeira, dei as plantas para a vizinha cuidar …

Foi então que me percebi que não tinha o endereço, o qual ela, rapidamente, me enviou pelo WhatsApp: “Rua Pinheiros, 109. Atibaia”.

Religuei a geladeira, desfiz as malas e recuperei as plantas. A vista da minha cela nem é tão ruim assim, virando bem a cabeça à esquerda dava para ver uma nesguinha do mar.

 

*Tentando pensar em algo para colocar aqui.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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