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Alckmin e reitor da USP rifam a Universidade, Hospital Universitário e o atendimento à população do Butantã

Movimento Butantã na Luta lançou um abaixo-assinado subscrito por 60 mil pessoas inconformadas com o fechamento de hospital público de referência
Governo Alckmin e reitor da Universidade de São Paulo (USP), uma das maiores universidades e instituição de ensino de excelência do país, estão rifando a Universidade, o Hospital Universitário (HU) e o atendimento à saúde da população do Butantã, uma região que abrange cerca de 450 mil habitantes que deveria ser atendida por este único hospital público de toda a região.
O Pronto-Socorro Infantil já está fechado, o atendimento em pronto-socorro para adultos está reduzido, e a população da região não conta mais com o atendimento a várias especialidades médicas.
Nesta sexta-feira, 2, houve uma manifestação dos moradores da região, funcionários que estão com condições mínimas de trabalho, alunos prejudicados em sua formação profissional e usuários do HU, lideranças de movimentos sociais, professores, lideranças políticas e militantes, indignados com o fechamento e sucateamento do hospital.
A manifestação começou no portão 3, seguiu em passeata pela Avenida Corifeu de Azevedo Marques, entrou pelo portão 2, vizinho à favela São Remo, que dá acesso direto ao Hospital Universitário, e seguiu para a reitoria para entregar ao reitor da Universidade o abaixo-assinado subscrito por 60 mil pessoas inconformadas com o fechamento deste importantíssimo hospital público de referência, e único, para atendimento a toda a população da região que tem direito à assistência integral à saúde e com dignidade, conforme estabelecido pela Constituição de 1988.
O abaixo-assinado foi fruto de amplo processo de discussão e de mobilização popular junto a várias comunidades, especialmente pobres e periféricas da região.
Há que se considerar ainda que além dos prejuízos para a população, O HU é um centro de pesquisa e de formação acadêmica de profissionais de várias áreas de atuação. Dos 92 cursos existentes na USP, cerca de 50% deles tinham no HU um centro de pesquisa, formação e de especialização profissional.
Fomos informados que nenhuma providência foi adotada pelo reitor anterior, que inclusive promoveu um Plano de Demissão Voluntária (PDV), ampliando o sucateamento do hospital, o mesmo ocorrendo com o atual reitor, que recebeu R$ 48 milhões para recuperação do HU por meio de emenda parlamentar recente, mas não adotou qualquer providência para recuperação da instituição.

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