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O desgoverno Dória e o sofrimento do povo paulistano

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O Governo Dória fez um desmonte – leia-se extermínio – na Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial do Município de São Paulo (SMPIR).

Pior ainda: acabou com uma Secretaria que atendia o povo negro sem discutir com as pessoas interessadas e a sociedade civil, mostrando total desprezo à causa das negras e negros, maioria da população.

No inicio de sua gestão, usou instalação de telas para esconder moradores de rua e tirou o leite das crianças carentes.

Cada dia que passa ele apaga mais ciclofaixas, sem esquecer que o senhor prefeito adora um cinza – pois apagou grafites históricos da cidade.

E o que falar da crueldade em tentar empurrar goela abaixo a ideia de dar resto de comida (farinata) para estudantes e famílias humildes?

Existe um desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) e o caso mais grave recentemente é a febre amarela. Incrível que diante da epidemia mais séria da historia do país, o prefeito não vem a publico falar o que realmente acontece e qual a causa do problema, já propondo solução. Então, a omissão só gera cada dia mais um pânico na cidade. Uma vergonha!

Vale lembrar também os cortes e congelamentos de serviços públicos, inclusive da Cultura. A Secretaria da Cultura agoniza em São Paulo, respira por aparelhos nesta administração, que vem prejudicando diversos programas como: o Fomento à Periferia, Prêmio Zé Renato, Fomento ao Circo, Fomento ao Teatro, Fomento à Dança, Programa VAI, artistas em gerais e quem deseja contribuir pela cultura da cidade.

Sobre privatização, cabe a pergunta ao prefeito: por que esta ânsia em privatizar a cidade inteira de forma estranha e ainda não bem explicada?

João Dória congelou de um lado, porém aumentou as arrecadações. O prefeito mais brincou de reality show nas redes sociais e viajou pelo Brasil e mundo do que zelou pela cidade. E por falar em zeladoria, da tal Cidade Linda só sobra hoje sujeira e buracos nas ruas.

Em relação às doações dos amigos empresários, hoje tem menos de 10% do prometido. Porém, a prefeitura sempre fala que está dentro do combinado. Ou seja, onde estão os valores reais? Se tem quase 20 vezes menos que o prometido, ou está guardado ou não existe.

E ainda se gasta mal o que tem aumentando os gastos. Ou seja, mentiu que iria ter muito dinheiro, o que não se confirmou. E ainda gasta mal o que tem.

Lembrando que sua “gestão” teve problemas internos, o que acarretou em trocas e problemas com as Prefeituras Regionais. E agora João Dória deseja mexer na aposentaria dos servidores municipais.

Por isso, o dia 19 é de suma importância. Não apenas pelos servidores, e sim contra um governo que a cada dia torna São Paulo em um lugar pior para se morar e viver.

Não contente, o João “trabalhador” pensa em outras possibilidades políticas. Cabe à população mostrar ao “Prefeito Cosplay” o que os munícipes estão dizendo: Não! Chega! Basta!

Confira abaixo uma entrevista com Sérgio Antiqueira, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep):

Quem é o Sergio? E qual entidade representa?

Sérgio Antiqueira – Meu nome é Sérgio Antiqueira, Presidente do Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo). Sou diretor de escola na Prefeitura de São Paulo, lotado em Centro de Educação Infantil (CEI). Entrei na Prefeitura em 1998 pelo concurso quando o cargo era de Diretor de Equipamento Social e as Creches pertenciam à Assistência Social.
O Dória gosta de servidor publico?
Sérgio Antiqueira – O Prefeito João Doria demonstrou já no seu primeiro ano de mandato, não ter interesse em investir nos serviços públicos que a população tanto precisa. Quis desmontar as farmácias nas UBSs, reduziu remédios, fechou unidades e reduziu horários de atendimento. Parou a construção de Hospitais e CEUs. Reduziu o transporte escolar e a merenda e queria colocar ração para a população de rua e para as crianças. Quer fechar bibliotecas, acabou com equipamentos culturais e quer vender o Centro Cultural Vergueiro. Desmontou os programas de assistência social. Quer vender os cemitérios. Não fez uma chamada de AGPPs, pessoal administrativo com quadro extremamente defasado e sem os quais os serviços na prefeitura ficam absolutamente precários. E pretende extinguir o quadro de Agentes de Apoio (nível operacional) hoje já amplamente terceirizado. Cortou mais de 3 bilhões em saúde e educação até metade do ano, afirmando que havia um déficit na Prefeitura, mas desmentido pela imprensa que revelou que Doria mantinha em caixa 11 bilhões para investir nos serviços que São Paulo tanto precisa. Iniciou o ano eleitoral com mais de 6,5 bilhões em caixa. Essa falta de compromisso com os serviços, além do reajuste de 0,01%, já seria o suficiente para demonstrar o desapreço com os trabalhadores que fazem os serviços funcionarem, às duras penas, sem condições de trabalho, com pessoal insuficiente. Mas para fechar 2017, Doria enviou em 18 de dezembro um projeto de lei que pretende aumentar os descontos previdenciários de 11% hoje e que poderiam chegar próximos a 19% para algumas categorias, e taxando até aposentados com salários baixos que hoje são isentos. E mesmo assim, esse projeto se aprovado irá quebrar a previdência dos servidores atuais.
O que é o Sampaprev?
Sérgio Antiqueira – Sampaprev seria um órgão gestor de previdência complementar para futuros servidores que ganham acima do teto do INSS (R$ 5.645,80). A proposta apresentada por Haddad foi retirada da Câmara após pressão dos servidores e das entidades, mas reapresentada no final do seu mandato (dez/2016), descumprindo o negociado. O PL 621/2016 de Haddad foi totalmente reformulado por Doria, deixando de ser o PL do Sampaprev, que já era ruim, para se tornar o que chamamos de PL do Extermínio, pois quebrará definitivamente nosso Iprem e servirá como mais desculpas para acabar com o funcionalismo municipal. Nesse novo projeto de Doria que corta salário de servidores, a previdência complementar também é imposta aos futuros servidores, reduzindo ainda mais o caixa do Iprem. A diferença é que a contribuição máxima do governo foi reduzida de 8,5% para 7,5% e a Prefeitura não é obrigada a constituir o Sampaprev podendo a previdência complementar ser gerida por órgãos de outros entes, como o SPPREV do governo Alckmin.
O Iprem ja emprestou dinheiro para servidor, por que hoje esta quebrado? Como chegou a isso?
Sérgio Antiqueira – Até 2005 o Iprem servia para gestar apenas pensões por falecimento de servidores. Contribuíamos 3% e o governo 2%. As aposentadorias eram pagas integralmente pelo tesouro municipal. Como o Iprem era superavitário, os governos como os de Maluf e Pitta, usavam o dinheiro do Iprem como empréstimos para o caixa da Prefeitura que aplicava no mercado financeiro. Com a reforma previdenciária de 2003 aplicada em 2005, passamos a contribuir 11%, o que diziam que tornaria o Iprem sustentável. O Governo Serra além de não colocar nenhum aporte inicial para o Caixa não pagou o que devia ao Iprem, dizendo que a dívida seria abatida pelos aportes futuros, ou seja, aquilo que a Prefeitura tem a obrigação de complementar às contribuições dos servidores e da prefeitura, para garantir o pagamento das aposentadorias e pensões, direito dos servidores que construíram e mantiveram os serviços públicos por uma vida toda.
O governo justifica que deve mexer na previdência por qual motivo?
Sérgio Antiqueira – O governo chama o dinheiro que complementa para garantir as aposentadorias e pensões de déficit. Sua justificativa é que em 2025 o gasto com pessoal chegaria a 60%. As projeções utilizadas pelo governo são uma farsa. De 2005 a 2017, diferentemente do que o governo quis que todos acreditassem, a proporção de gasto com pessoal foi reduzida. Gastava-se 38% da Receita Corrente Líquida em 2005, em 2017 a Prefeitura gastou apenas 35%. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal o Executivo pode gastar até 54%. Estamos muito longe dos limites previstos, e São Paulo não tem problemas financeiros. O governo fez uma projeção até 2025 como se o gasto com servidores ativos e aposentados fossem crescer entre 10% e 11% ao ano, sendo que de 2016 para 2017 cresceu apenas 3,6% (crescimento vegetativo da folha). Enquanto isso projetou crescimento da receita de 5% ao ano até 2025, sendo que só no último ano, em relação a 2016, a Receita Corrente Líquida da cidade cresceu 10%. Ou seja, não é o gasto com ativos e aposentados o problema. 
Houveram reuniões com o governo? E o que saíram dessas reuniões?
Sérgio Antiqueira – O governo Doria fez reuniões com as entidades sindicais ao longo de 2017 para discutir a previdência. Mas apenas mostrou projeções catastróficas e um estudo atuarial para os próximos 75 anos, questionado na própria Câmara. A proposta limitava-se à previdência complementar (antiga proposta de SAMPAPREV). E mesmo quando questionado, o governo nunca confirmou se faria aumento de alíquotas, alíquota complementar ou segregação de massas e nem apresentou os temas para debate. Disse ainda que apresentaria o projeto quando o encaminhasse à Câmara. Nada disso foi feito. Quando perguntado pelo Sindsep se haveria disposição de apresentar os números de gastos com Organizações Sociais (para onde vão grande parte dos recursos que serviriam à reposição de pessoal e de contribuições), o governo se negou explicitamente.
O que é o PL do Extermínio? Quem é prejudicado por esse projeto?

 Sérgio Antiqueira – Além de aumentar para até 19% as alíquotas atuais e taxar aposentados isentos, o PL permite que a Prefeitura reduza a sua contribuição patronal atual de 22% hoje para 14%. Ou seja, os servidores passariam a assumir os encargos do governo com seu próprio salário. É confisco, corte de salário. O caixa do Iprem vem diminuindo porque o governo não faz concursos para suprir as vagas que vão surgindo. De 2009 a 2017 a Prefeitura que tinha 132 mil servidores na ativa passou a ter 122 mil, portanto, 10 mil servidores a menos. Esses dados são do próprio governo. Com esse repasse de obrigações do governo para os servidores (aumentado a contribuição do servidor e reduzindo da prefeitura), não haverá aumento de caixa. E se isso não bastasse, o novo projeto de Doria pretende segregar massas. Ou seja, os atuais servidores ativos, aposentados e pensionistas vão ficar segregados em um caixa à parte dentro do Iprem (FINAN) em que não receberá nunca mais a contribuição dos futuros servidores que ingressarem por concurso. Esses futuros servidores ficarão em outro fundo chamado FUNPREV. É o dinheiro deles que servirá à capitalização por instituições financeiras.Com o aumento de aposentados e redução de ativos sem reposição da contribuição de novos servidores o FINAN cada vez exigirá um volume maior de aporte da Prefeitura e servirá de desculpas para congelamentos salariais como já aconteceu em vários entes federativos. Nesses casos, além de não poder reajustar mais, fica proibido o concurso, ou o pedido de novos adicionais como quinquênio e sexta-parte, e ficam impedidos os servidores de progredirem, promoverem ou evoluírem na carreira. É o fim do funcionalismo municipal na cidade.

Por que é importante o Ato do dia 19 de fevereiro no centro de São Paulo? Que horas e onde vai ser? 

Sérgio Antiqueira – O Sindsep já realizou um ato na Câmara, articulando a unidade com inúmeras entidades, no dia 1º de fevereiro. Serviu de alerta aos vereadores, mas dia 19 será ainda mais importante. É dia de demonstrarmos a Doria que não aceitamos confisco de nossos salários e que vamos lutar para defender nossos direitos e nosso futuro. Estamos chamando para o ato/assembleia às 13 horas na Praça do Patriarca, na esquina com a Rua São Bento e Quitando, em frente ao Sindsep. Temos que manifestar contra Doria, demonstrando nossa indignação para construir um calendário unificado com todo o funcionalismo municipal para a construção de uma greve, se necessário. Temos a palavra de ordem: Se botar para votar, São Paulo vai parar! 

Por que foi escolhida essa data, do dia 19?

Sérgio Antiqueira – Dia 19 foi escolhido pela categoria em assembleia desde 17 de janeiro. Essa é a data proposta pela CUT e pelas centrais sindicais como um Dia Nacional de Luta, Mobilizações e Paralisações contra a reforma da Previdência proposta por Temer. Estamos sendo atacados tanto pelo governo municipal, quanto pelo Federal. Doria quer que paguemos mais e Temer que trabalhemos mais, até morrer. Ambos se demonstraram parceiros no ataque aos direitos e ao funcionalismo. Por isso às 17 horas também haverá ato na Avenida Paulista.  
Por que o governo Doria deseja a todo custo passar este projeto de lei?
Sérgio Antiqueira – As maiores interessadas nesse projeto são as instituições financeiras. Não é a toa que, segundo o governo, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) “doou” estudos sobre a previdência dos servidores. São os nossos dados nas mãos de banqueiros. A página inicial do site da entidade tem uma enorme propaganda em defesa da reforma da previdência de Temer. Se a reforma de Temer passasse, os bancos teriam a garantia de manutenção dos recursos da união para pagamento de juros e títulos da dívida pública que consome metade do orçamento arrecadado por impostos.  Por outro lado, a reforma iria fazer com que os mais pobres morressem sem se aposentar (muitas regiões do país e da cidade a expectativa de vida é inferior aos 65 anos), e os com alguma renda melhor procurariam os bancos para comprar planos de previdência (direitos se tornam mercadorias). Da mesma forma, as instituições financeiras estão de olho no dinheiro dos servidores de São Paulo. Pelo Projeto de Dória, além do dinheiro da previdência complementar (gerida pelo Sampaprev ou por outro órgão), toda a contribuição dos futuros servidores sobre os vencimentos e subsídios abaixo do teto do INSS, podem ser aplicados no mercado financeiro, garantindo o lucro de bancos. Em 2017, o Itaú fechou o ano com 24 bilhões de lucro líquido. E ainda ganhou de Temer um perdão de mais 25 bilhões de Reais em dívida com a Receita Federal. Para o Santander, o perdão da dívida foi de 338 milhões. Itaú e Santander devem juntos para a Prefeitura de São Paulo mais de 6 bilhões de Reais, o que equivale a mais do que 11% da receita da cidade. Mas Dória prefere repassar a conta aos servidores.

Internacional

IRÃ: A GUERRA DAS CRIANÇAS

Irã se prepara para receber 20 milhões de peregrinos nas cerimônias de despedida do aiatolá Khamenei, que se iniciam na próxima sexta-feira (3)

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O Irã se prepara para uma colossal manifestação de unidade nacional a ser realizada durante as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, que se iniciarão na próxima sexta-feira (3), quatro meses depois de seu assassinato, no dia 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra mais recente dos Estados Unidos e Israel contra o país persa. Há quatro meses, o presidente Donald Trump anunciava seu principal objetivo: derrubar a teocracia xiita, que governa o Irã desde a revolução islâmica de 1979, e se apossar das suas imensas reservas petrolíferas nacionais. Quatro meses depois, o Irã segue insubmisso já que logrou impor duras derrotas à coalizão EUA-Israel. E é nesse quadro, tendo conquistado um acordo de paz ainda frágil, que o Irã se organiza para receber estimados 20 milhões de peregrinos nas cerimônias fúnebres que homenagearão Ali Khamenei.

Uma pequena amostra desses preparativos foi o que os observadores brasileiros puderam testemunhar na noite de ontem, sob lua cheia e temperatura de 34 graus Celsius. Em uma praça no norte da capital Teerã, todas as noites desde o assassinato do dia 28 de fevereiro, se reúnem iranianos — a maioria deles praticantes da fé xiita — para homenagear o aiatolá Ali Khamenei, as 168 meninas com idades entre 7 e 12 anos, mortas por bombardeio americano no mesmo dia na escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã, e centenas de outras vítimas da guerra.

A delegação brasileira está hospedada em um hotel localizado a aproximadamente cem metros de um prédio que foi destruído por um bombardeio. As ruínas são visíveis. O clima nas ruas é de calma, mas de luto evidente. As cerimônias noturnas reúnem centenas de pessoas — e, em algumas cidades, milhares. Em Teerã, cidade de 10 milhões de habitantes, essas manifestações ocorrem simultaneamente em várias praças, espalhadas por vários bairros. Os participantes cantam, empunham bandeiras do Irã e choram abertamente. É impressionante o envolvimento das crianças iranianas nessas cerimônias.

O assassinato das 168 meninas na escola de Minab, gerou uma mobilização expressiva entre o público infantil. Na praça onde estive, crianças participavam da cerimônia: agitavam bandeiras, brincavam e cantavam músicas em homenagem às colegas mortas e ao líder supremo morto. “Podia ser eu”, disse um menino de 15 anos à reportagem, depois de sair com uma miniatura do drone Shahed-136, fabricado no Irã, arma de guerra “revolucionária”, segundo o comandante Robinson Farinazzo, da Marinha brasileira. Com um custo estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, o Shahed conseguiu confundir os sistemas de defesa dos EUA e esteve envolvido na derrubada de aeronaves norte-americanas e no ataque a navios cargueiros que se aventuraram pelo estreito de Ormuz, controlado pelo Irã. Cada miniatura do Shahed, impresso em 3D, e vendida na praça, saía pelo equivalente a US$ 3, mesmo preço da miniatura do míssil Fattah-1, outra jóia do arsenal iraniano, um míssil “hipersônico” que viaja em direção ao seu alvo a uma velocidade cinco vezes maior do que a velocidade do som (cerca, 6.100 km/hora). Os meninos adoram.

Segundo a organização do enterro, o corpo do aiatolá Khamenei, em caixão fechado, deixará Teerã nos próximos dias e percorrerá cidades do Irã e do Iraque (Najaf e Karbala), onde se encontram santuários sagrados do islamismo. O enterro ocorrerá no local que ele determinou em testamento.

Segundo a agência de notícias iraniana Fars, uma cerimônia de homenagem para líderes estrangeiros e autoridades de alto escalão está prevista para 3 de julho em Teerã. Cerimônias públicas de despedida estão marcadas para os dias 4 e 5 de julho no Imam Khomeini Mosalla, na capital. Uma procissão fúnebre em Teerã está agendada para 6 de julho. Outras cerimônias estão programadas para 7 de julho em Qom, 8 de julho em Najaf e Karbala, e 9 de julho em Mashhad, cidade no nordeste do Irã, terra natal de Khamenei. Ele será sepultado no Santuário do Imam Reza, um dos locais mais sagrados do Islã xiita.

Em tempo: estou usando véu, em sinal de respeito aos preceitos religiosos xiitas. Também me visto de forma respeitosa em relação dos preceitos religiosos quando compareço a cerimônias católicas, evangélicas, judaicas ou do candomblé.  Mas, andando pela cidade de Teerã, vi muitas (muitas mesmo) mulheres sem véu. Trata-se de um sinal evidente de distensão da norma.

Por Laura Capriglione é enviada especial a Teerã, para a TVT e Jornalistas Livres

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Geral

O caso Mariana Ferrer, por Honoré de Balzac

Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.

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O caso Mariana Ferrer por Honoré de Balzac

Por Dirce Waltrick do Amarante*

Quando o escritor francês Honoré de Balzac teve acesso ao vídeo da audiência de Mariana Ferrer, ele decidiu escrever o Código dos homens honestos, isso nos idos de 1875, mas só agora estou tornando públicas suas palavras, que estavam sob segredo de justiça.  

Em uma análise bastante rigorosa, Balzac lembra, em primeiro lugar, que sabemos perfeitamente bem que “em princípio, ficou estabelecido que a justiça seria para todos, mas […]” . A tradução é de Léa Novaes, pois Balzac tinha dificuldade em escrever em português.

Dito isso, ele fala da figura do procurador. Em tempos idos, diz Balzac, os procuradores “levavam tão a sério o interesse de um cliente que chegavam a morrer por eles”. Além disso, eles “nunca frequentavam a sociedade”, e se a frequentassem eram vistos como “monstros”, mas hoje, “hoje tudo está monetarizado: já não se diz que Fulano foi nomeado procurador-geral, vai defender os interesses de sua província […]. Não, nada disso; o senhor Fulano acaba de conquistar um belo posto, procurador-geral, o que equivale a honorários de vinte mil francos […]”.

Balzac ia falar da figura do juiz e do defensor público, mas depois de tudo que assistiu ficou sem as palavras justas para descrevê-los.

Então, o escritor francês decidiu se debruçar sobre o papel do advogado, que “frequenta bailes, festas […] despreza tudo o que não é elegante”. E, diz Balzac, “Justiça seja feita aos advogados […]! São os decanos, os chefes, os santos, os deuses da arte de fazer fortuna com rapidez e com uma sagacidade que os torna merecedores de muitos elogios”.

Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.

Não citei na íntegra o texto do Balzac, porque foram esses os únicos fragmentos aos quais tive acesso, os outros foram apagados.  

*Formada em Direito, em 1992, na Universidade Federal de Santa Catarina

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Geral

O show de Trump: renovação ou cancelamento?

A eleição nos EUA e o destino da democracia na condição atualista

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Nos EUA voto popular não significa vitória. Biden terá mais votos do que Trump e ainda assim o resultado da eleição continuará indefinido por algum tempo. Apesar dos descalabros que marcaram a gestão Trump antes e durante a pandemia, o seu desempenho na atual corrida eleitoral será muito forte.

Mateus Pereira, Valdei Araujo e Walderez Ramalho, professores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em Mariana, MG

A disputa está sendo muito mais acirrada do que era inicialmente previsto pela maior parte dos institutos de pesquisa e da mídia americana, embora a cautela e o medo nunca deixaram de estar presentes. Sob esse ponto de vista, as eleições deste ano são como uma repetição do que vimos em 2016, ainda que o resultado possa ser a derrota eleitoral para Trump. Em 2016 foram os democratas que denunciaram a interferência russa, agora é o presidente-agitador que se apressa em questionar a legitimidade do pleito, sem mostrar nenhuma prova. Sabemos que no ambiente do atualismo provas têm como base apenas convicções.

Um sistema eleitoral que sobreviveu por séculos, sem grandes mudanças, pode ter se tornado obsoleto desde a eleição de Bush, em 2000. Um lembrete do possível declínio da democracia americana: das últimas oito eleições presidenciais desde 1992, os democratas venceram no voto popular as últimas sete, mas em apenas quatro ocasiões ganharam o colégio eleitoral e fizeram o presidente.

Acreditamos que as eleições nos EUA são um exemplo do confronto entre duas estratégias e duas concepções sobre fazer política: de um lado, Trump e sua promessa de eterna atualização da atualidade em modo nostálgico; e Biden, com sua aposta moderada no cansaço na agitação atualista que seu adversário republicano encarna e radicaliza, e a retomada da política em moldes liberais. Essa retomada é feita sem uma crítica efetiva ao modelo neoliberal abraçado pela cúpula do partido democrata. Uma aposta radical, como Sanders, teria se saído melhor? É difícil dizer, mas tudo leva a crer que não, tendo em vista o complicado xadrez do voto estado a estado.

A escolha entre as duas estratégias/concepções se mostrou muito mais difícil e apertada do que se imaginava. A tal “onda azul” anunciada por parte da imprensa estadunidense esteve longe de acontecer. De fato, Trump se mostrou eleitoralmente muito mais forte do que os analistas supunham. Considerando que esta não é a primeira vez que os institutos de pesquisa falharam em captar esse movimento no eleitorado americano, e considerando também que fenômeno semelhante ocorreu no Brasil em 2018, coloca-se a questão de saber se as tradicionais pesquisas de opinião tornaram-se de alguma forma obsoletas em um mundo atualista. Esse quadro muda pouco, mesmo com uma  eventual vitória de Biden ou pior, com uma inconveniente reeleição de Trump.

São vários fatores que devem ser considerados para avaliar essa questão. Os próprios institutos se apressaram a ensaiar algumas explicações ao público. O diretor da Trafalgar Group, Robert Cahaly, afirmou que muitos eleitores “esconderam”, como já havia acontecido, sua preferência por Trump por algum receio ou constrangimento social.[1] Não podemos desconsiderar algum tipo de boicote/sabotagem dos eleitores republicanos, já que na retórica do trumpismo as pesquisas de opinião fazem parte da mídia vendida. Outros recorreram à justificativa de que as pesquisas anteriores representavam apenas fotografias do momento específico em que as entrevistas foram feitas, e não o que se poderia esperar na eleição propriamente dita. Isso poderia ter sido de fato observado pela tendência de redução da vantagem de Biden nos últimos 15 dias. Afinal, o episódio da contaminação de Trump e sua rápida recuperação pode ter tido um saldo positivo, ao menos na mobilização de sua base, como já havíamos especulado em coluna anterior.

Aceite-se ou não essas justificativas, fato é que os institutos de pesquisa sairão dessas eleições com sua credibilidade e imagem pública mais arranhadas, sobretudo diante das especificidades do sistema eleitoral americano. Como afirmamos, muitos fatores concorrem para esse desgaste. Um deles está relacionado à condição atualista que caracteriza o nosso presente e como cada um dos candidatos se coloca frente a tal condição.

Trump é um político bastante sintonizado com o ambiente da comunicação atualista onde as provas dispensam comprovação factual. Seja nas redes sociais, seja em seus concorridos comícios, o presidente se revela um comunicador difícil de ser batido. Dentre os aspectos associados à condição atualista, destacamos a intensidade e velocidade sem precedentes do fluxo de notícias, em detrimento dos protocolos de verificação e checagem da informação veiculada. Esse ambiente infodêmico[2] é particularmente fértil para a produção de desinformação e sua disseminação como misinformação.[3] Além das informações imprecisas, para não dizer apenas falsas, que a infodemia trumpista ajuda a difundir, é preciso levar em consideração a agitação/ativação que produz. É como se a oposição se agitasse confusamente e a base trumpista se ativasse a cada um de seus comentários polêmicos. Assim, o uso constante das redes sociais para disseminar fake news ou comentários faz com que, seja de modo positivo ou negativo, o presidente esteja sempre no foco da mídia. O acúmulo de notícias sobre suas falas ou atos inconsequentes faz com que seja difícil recuperar qual foi o absurdo dito ou feito na semana anterior. Na condição atualista há um valor excepcional em estar mais atualizado (e exposto) que o seu adversário. 

Ainda assim, a manipulação das fake news como ferramenta política supõe uma linguagem organizada para se tornar eficaz. Essa afirmação pode soar chocante à primeira vista: como podemos atribuir coerência a um discurso fundamentado em desinformação e que frequentemente e sem o menor pudor afirma hoje o contrário do que disse ontem, como o exemplo do uso de máscaras na pandemia?[4] O ponto aqui é que a condição atualista coloca muitos obstáculos para que o passado, mesmo o mais recente, seja trazido à reflexão. Assim, quando confrontados com suas próprias contradições, políticos atualistas como Trump e Bolsonaro simplesmente atualizam suas narrativas e afirmações quando as anteriores se tornam insustentáveis. Com muita frequência, os seus discursos mudam em função da conveniência da atualidade, sem a mínima necessidade de se prestar conta da contradição com o que eles mesmos diziam no dia anterior.

Essa estrutura atualista do discurso político só se torna eficaz, porém, no interior de uma linguagem organizada e facilmente identificável pelo público que a compartilha, no interior de uma condição material de reorganização do mundo do trabalho e do capital. A crise de 2008, concentração de renda, neoliberalismo, capitalismo de vigilância e a formação do atual “precariado” são elementos, dentre outros, fundamentais para entender a emergência de líderes que governam e são eleitos por pequenas maiorias mobilizadas pela historicidade e ideologia atualista. Só assim podemos entender a força de Trump na eleição independente do resultado final, ainda que sua derrota  interesse a todos os democratas do mundo.

Trump lança mão de artifícios retóricos quando confrontado com suas afirmações evidentemente baseadas em mentiras e contradições, de tal maneira que ele consegue, mesmo em tais situações, transmitir e reforçar o código entre o seu público. O código se estrutura em uma lógica antagonista, na qual o portador é sempre vítima de perseguição por parte do establishment e da imprensa vendida para a “esquerda corrupta” ou as corporações globalistas.

O ponto principal a ser considerado é que para ser politicamente eficaz não é necessário que o código seja compartilhado por todos; mas que seja continuamente ativado junto aqueles que já o compartilham. Por mais que esteja sustentado em desinformações, o fato é que o código é bastante poderoso na ativação de afetos políticos centrais como o medo, ódio e ansiedade, vetores de forte engajamento e agitação política que Trump e Bolsonaro sabem tão bem promover.

O sucesso dessa estratégia se coaduna com a popularização das redes sociais e dos smartphones, bem como das novas tecnologias de processamento de dados manipulados para fins políticos. Nesse contexto, tornou-se possível criar e difundir mensagens sob medida para cada tipo de público, cada indivíduo ou grupo formula suas próprias percepções sobre o mundo a partir de narrativas (códigos) que não mais precisam ser expostos publicamente a todos para serem eficazes. Após alguns reconhecimentos iniciais, os algoritmos se encarregam de abastecer-nos das notícias que nos mobilizam, sempre com o mesmo teor e formato. Reforça-se, assim, o fenômeno das “bolhas”.[5] Esses códigos podem circular de forma subterrânea, de tal modo que o que parece absurdo e chocante para uns, é perfeitamente aceitável e normalizado para outros.

Esse ambiente de circulação de notícias e códigos é condizente com a ordem atualista de nosso tempo e, ao nosso ver, é um fator importante a ser considerado no desempenho surpreendente de Trump nestas eleições. E um dos preços a se pagar para tal sucesso é a radicalização do clima de agitação que tem marcado a nossa época. Esse quadro tem resultado inclusive em distúrbios psicológicos cada vez mais comuns, como o “transtorno do estresse eleitoral”, que segundo estimativas afeta sete em cada dez cidadãos estadunidenses.[6]

Os políticos atualistas claramente não se importam em pagar esse preço, na verdade eles têm lucrado com isso. Mas, ao fim e ao cabo, eles não podem evitar completamente os efeitos colaterais de suas apostas. Agitação e dispersão geram também cansaço no eleitorado. Biden e os democratas tomaram esse efeito como vetor de suas estratégias para estas eleições. Frente à irrefreável agitação de Trump, Biden se vendeu como a opção mais “centrista”, de moderação e convergência. A divergência entre as duas estratégias foi mais uma vez demonstrada logo após o fechamento da votação: enquanto Trump se apressou em declarar-se vencedor e dizer que irá judicializar a eleição em caso de derrota, Biden classificou tal postura como “ultrajante” e pregou calma aos seus apoiadores[7].

Mesmo que a vitória do democrata seja confirmada, é inegável que o preço desse lance foi bastante alto. A imprensa americana noticiou como parcelas importantes do eleitorado negro, que o próprio Biden afirmou ser “a chave para a vitória”, relataram estarem pouco motivados a votarem no candidato democrata.[8] O mesmo ocorreu entre parte do eleitorado hispânico, em especial na Flórida e no Texas. O conservadorismo nos costumes, a adesão a denominações evangélicas que tem crescido entre hispânicos e a tradição anticomunista dos cubanos, e agora também venezuelanos, na Flórida, são fenômenos a serem considerados. Enquanto fechamos essa coluna Trump ainda lidera na Pensilvânia, estado no qual o operariado branco migrou dos democratas para o trumpismo. No último debate, Biden acabou por reconhecer que teria que acabar com a exploração do altamente poluente gás de xisto, o que foi imediatamente explorado por Trump: “Eis uma declaração importante”, ironizou o presidente. Caso perca por margem apertada na Pensilvânia, onde os trabalhadores dessa indústria são amplamente sensíveis ao tema, talvez essa declaração tenha custado a eleição.

Para entender melhor essas flutuações teríamos que fazer algo pouco praticado durante a campanha, uma avaliação retrospectiva fundada em boa informação acerca das políticas públicas implementadas por democratas e republicanos, em especial nos governos Obama e Trump. O apoio ao republicano não é apenas resultado da mágica da comunicação, deriva também da tibieza das políticas democratas e dos acertos de Trump. Reforma do sistema criminal, política externa menos intervencionista, foco na economia e na criação de empregos, com bons resultados, ao menos até a pandemia.

A decisão das eleições primárias do Partido Democrata em nomear um candidato “centrista” para concorrer nessas eleições – ao contrário de uma opção mais radical do populismo de esquerda como Bernie Sanders – foi importante para unificar o partido (em especial o seu establishment) e angariar o apoio do eleitorado “cansado” da agitação radicalizada. Por outro lado, a figura moderada de Biden não se mostrou capaz de promover um grau de engajamento e mobilização do público à altura do seu adversário agitador, nem está claro ainda se seu discurso de união nacional conseguiu atrair eleitores de Trump. Essa diferença é importante em um contexto onde o voto não é obrigatório e, no caso particular das eleições deste ano, ainda mais desencorajado pela pandemia do coronavírus.

Mesmo assim, a moderação pode ter sido eficaz para para derrotar a agitação, mas não para desativá-la. E ainda não podemos assegurar como os EUA sairá dessas eleições, pois Trump continua sendo quem é. Há ainda o risco de o agitador perder e não aceitar sair, e as consequências disso poderão ser catastróficas. E mesmo que ele saia, o trumpismo – o negacionismo, o anti-esquerdismo, o desejo de retorno a um passado glorioso e mítico – ainda permanecerá em parcelas consideráveis da população.

O que tudo isso ensina para o campo democrático brasileiro, que tem de enfrentar a sua própria versão de agitador atualista? Desde o início da votação nos EUA, Bolsonaro disparou freneticamente uma série de tweets ressoando as alegações infundadas de seu ídolo sobre as eleições serem “fraudadas” a favor dos democratas, o que seria um risco para a “liberdade” e para o Brasil. Afinal, nosso agitador atualista tupiniquim sabe bem que a permanência de Trump é uma força de sustentação fundamental para ele. As relações entre EUA e Brasil deixaram de ser uma relação entre Estados, mas sim uma relação de “amizade” (leia-se emulação e, do nosso ponto de vista, subserviência) entre os chefes de turno da Casa Branca e do Palácio do Planalto.

Assim, e seguindo o estilo atualista de fazer política, Bolsonaro ressoa as afirmações sem fundamento de Trump, sem se preocupar com a veracidade e desprezando o princípio diplomático básico da impessoalidade. Mas Bolsonaro também tem seu próprio código “alternativo”, cujo enfrentamento é a tarefa prioritária das forças democráticas no Brasil, que deverá avaliar e tomar suas próprias escolhas para vencer o confronto. Assim como o trumpismo, nos Estados Unidos, o bolsonarismo é um fenômeno que não necessariamente depende da permanência de Bolsonaro no poder: ele mobiliza parcelas consideráveis da população através de seus discursos, que defendem o conservadorismo nos costumes, o liberalismo na economia, a luta contra “o sistema”, a religião e a admiração pelo militarismo.

Será que a aposta moderada e centrista será suficiente para derrotar o bolsonarismo aqui? Mesmo que por pouco? Ou, em nosso contexto particular, faz-se necessário redobrar a aposta na radicalização pela via da esquerda? Mesmo que a vitória de Biden seja confirmada, ainda não está claro qual das duas vias parece a mais indicada para o Brasil. Enfim, tudo indica um destino trágico da democracia liberal de “pequenas maiorias” em tempos de agitação atualista. Sem negar a nossa atual realidade, cabe a nós pensar e imaginar alternativas, por mais difícil que pareça ser em nosso atual nevoeiro e impregnados por uma sensação de asfixia. Além disso, a lentidão com que a apuração avança em alguns estados decisivos promete nos deixar hipnotizados pelos mapas eleitorais na expectativa da atualização decisiva.

(*) Mateus Pereira e Valdei Araujo escreveram o Almanaque da Covid-19: 150 dias para não esquecer ou o encontro do presidente fake e um vírus real com Mayra Marques. Ambos são professores de História na Universidade Federal de Ouro Preto, em Mariana (MG). Também são autores do livro Atualismo 1.0: como a ideia de atualização mudou o século XXI e organizadores de Do Fake ao Fato: (des)atualizando Bolsonaro, com Bruna Klem. Walderez Ramalho é doutorando em História na mesma instituição. Agradecemos à Márcia Motta e ao grupo Proprietas pelo apoio e interlocução nesse projeto.


[1] https://noticias.uol.com.br/colunas/thais-oyama/2020/11/04/o-eleitor-oculto-de-trump-e-o-novo-erro-dos-institutos-de-pesquisa.htm

[2] PEREIRA, Mateus; MARQUES, Mayra; ARAUJO, Valdei. Almanaque da COVID-19: 150 dias para não esquecer, ou a história do encontro entre um presidente fake e um vírus real. Vitória: Editora Milfontes, 2020.

[3] Usamos aqui um neologismo para dar conta da diferença que em inglês é mais clara entre a produção deliberada de notícias falsas (disinformation) e sua disseminação involuntária (misinformation).

[4] https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/07/20/trump-muda-discurso-e-agora-diz-que-usar-mascara-e-patriotico.htm

[5] EMPOLI, Giuliano Da. Os engenheiros do caos: como as fake news, as teorias da conspiração e os algorítimos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. São Paulo: Vestígio, 2019.

[6] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/10/quase-sete-em-cada-dez-americanos-relatam-transtorno-do-estresse-eleitoral.shtml

[7] https://br.noticias.yahoo.com/em-pronunciamentos-biden-prega-calma-e-trump-faz-acusacao-de-roubo-065922289.html

[8] https://www.aljazeera.com/news/2020/9/12/biden-battles-trump-lack-of-enthusiasm-among-black-voters

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