Último acampamento do MTST em Brasília resiste a ação de desocupação

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As famílias do acampamento Maria da Penha do MTST, em Planaltina-DF resistem. A polícia militar se encontra no local para começar um processo de reintegração de posse do acampamento.

A assessoria jurídica do movimento afirma que não há comprovação do dono do terreno e denuncia várias ilegalidades no processo.

Reclamam também que a presença do Estado ocorra não somente com mecanismos de repressão, mas também com os de proteção à população, como o Conselho Tutelar (várias crianças moram no local), o corpo de bombeiros e ambulâncias.
487 famílias vivem no acampamento, que começou há cerca de 9 meses. Nesse tempo, foram construídas, por exemplo, escola e horta pelas famílias. As famílias do acampamento Maria da Penha Resiste, o MTST e todos aliados dizem que irão resistir à ação. Este é o último acampamento do MTST existente no Distrito Federal.

Veja nota do MTST divulgada hoje cedo sobre esta ocupação:

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST vem a público denunciar o processo de reintegração de posse previsto para o dia 4 de maio às 8hs, do acampamento Maria da Penha Resiste, em Planaltina/DF
Denunciamos o descaso do GDF em não efetivar a política pública e romper diversos acordos com o MTST até o momento, fazendo com que o déficit habitacional cresça.
Denunciamos também o senhor Juracy da tesoura de ouro, pré candidato a vereador em águas lindas de Goiás, que entrou com o pedido de reintegração de posse mesmo sem comprovar que é o dono da área que estava há mais de 10 anos sem utilidade.

Denunciamos o judiciário que mal analisou documentos e não exigiu efetiva comprovação de posse da área.
Nestes 9 meses o MTST criou escola, ciranda para criancas, hortas e um novo sentido de vida para mais de 400 famílias.

Agora, o descaso do GDF, a ganância do Juracy da tesoura de ouro e a insensibilidade da justiça querem destruir tudo isto.
As famílias do acampamento Maria da Penha Resiste, o MTST e todos aliados informam que irão resistir a esta ação e que continuarão lutando pela justiça social e pelo direito a moradia.
Enquanto morar for um privilégio, ocupar será um direito

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