Sobrevivente desconfiou de vistorias de técnicos

CRIME DA VALE - Antes da barragem romper em Brumadinho, havia constante movimentação de técnicos fazendo medições na área

Em entrevista à TV Sete, de Brumadinho, Maria Aparecida diz que desconfiava da estranha movimentação de técnicos fazendo vistorias em torno da barragem da Mina do Feijão, da Vale, na vila de Córrego do Feijão, município de Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. Ela mora a poucos quilômetros da empresa e trabalhava num sítio vizinho da Pousada Nova Estância, a menos de dois quilômetros da portaria da Vale. A pousada foi totalmente encoberta pela lama com cerca de 12 pessoas dentro.

Uma troca de e-mails entre profissionais da Vale, da Tüv Süd e da Tec Wise, outra empresa contratada, revelou que a mineradora soube de problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes do rompimento da barragem, conforme informa neste domingo, 10, o G1. As mensagens foram identificadas pela Polícia Federal, que colheu depoimentos de dois engenheiros da consultora alemã que eram responsáveis pelos laudos. Presos em 29 de janeiro, André Yassuda e Makoto Mamba deixaram o presídio nessa quinta-feira,7.

Nesta entrevista, Maria Aparecida conta também os momentos aterrorizantes que passou e o esforço que fez para se salvar junto com a filha de nove anos. Segundo ela, esta foi uma tragédia era anunciada. Confira:

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