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As marés andam incertas. O mar lamenta, move letras na palavra amar, armar, arma.

Como tiro na fronte já não me distraio diante da televisão. Durante noites de pandemia e seus dígitos há xingamentos e baixo calão. Nestes momentos falta ar, o pulso.

Coração e pulmão das águas definem a vida em minhas margens, dançam, batem ondas, vai ou não vai, coisas que desassossegam o cérebro da nação em nós.

Cairá como uma sombra exemplar, pífia, vácua, a imagem do mestre caduco que alucina a seita no poder desse momento. Para quê usar de tanta educação entre inimigos, beija-flor, diz a canção. Mal educada é a dor que não dói. 

Quão tempo passageiro, tal tempestade que invade, ventania.  Voraz acidente deixa mortos, arremedos, falsas respostas e cruel impressão. Vejo um céu de urubus em sábados de recesso, nevoeiro no elo do horizonte para poesia ou filosofia.  É tempo de cabeças fora do lugar, tempo de injúrias,  perfídia, maledicências.

Vôo de ave negra.

As coisas são assim. Mesmo que raro ouro na areia, digo, amar é como  flor em  favela ou num canto de aldeia. Não desiluda-se, brota, resiste, há abrigo, dá sempre semente a planta e vai como reza ao vento. 

Todo dia, nessas manhãs, bate em meu coração pensamento são e espinha ereta, por mais que doa e fique borocochô meu lado cidadão, em dias assim.

Deus encarnado e ciência, pura Constituição, ilumina, artesã. Juram mentiras, não creia, mais vale o verso.

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