Helio Carlos Mello

  • As cartas dos Povos Indígenas ao Brasil.

    por  Suzane Lima Costa – Instituto de Letras, Departamento de Letras Vernáculas. Universidade Federal da Bahia. Salvador/ Bahía, Brasil. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é...
  • Dos gafanhotos e formigas.

    Darcy Ribeiro foge do túmulo. É o fim dos tempos. Hamilton Mourão assassina, numa fala só,  Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior. Voa Milton Santos, voa Ianni, tudo acha saída, acredita a poesia. Mas mortos são mortos, mais ameaçam os vivos. Desde Drummond sabemos das...
  • LAMENTO E GRATIDÃO.

    É domingo na avenida. Entre faixas de pedestres há lamento, gratidão, paixões ou indiferenças.   Cientistas brasileiros, estudantes e bolsistas protestam contra ameaça de corte nas bolsas de pesquisa anunciadas pelo governo enfadonho desse perverso momento. Como avatares, Hare Krishnas rompem a maresia dos escapamentos, colorem receios, encantam os...
  • TIRANDO DO BAÚ

    Por Marcos Pereira Rufino, antropólogo.- Setembro de 2000 As eleições no Brasil – como todo evento multifacetado, misto de festa, acordo, combate e ritual – mobiliza os veículos de informação também pelo anedotário que produz. Curiosamente, a presença crescente dos índios no processo eleitoral nos é transmitida exatamente neste...
  • NUNCA VI O PAÍS TÃO INDECENTE.

    Há presos políticos, vacinas em declínio, a volta da fome, centenas de milhares de homens e mulheres nos presídios, intervenção militar no Rio, milhões morando em calçadas país afora, novos povos indígenas isolados e condenados, destruição de rios e florestas. Nos ronda o caos. Sob os Arcos da Lapa,...
  • Morre o último modernista baiano.

    Morre o artista plástico Mário Cravo Júnior, o último modernista baiano, aos 95 anos. Mario Cravo Júnior foi pai do brilhante fotógrafo Mario Cravo Neto, falecido em 2009, cujo trabalho tem importância fundamental na fotografia brasileira. Obras de pai e filho se encontram no desvelamento de um país interior,...
  • DAQUELES QUE PARTEM NA LUA VERMELHA.

    A ordem das árvores altera os passarinhos? questiona canção na rádio durante a noite da grande lua. Ropndo, velho velho Suyá, Kĩsêdjê, morreu na lua de sangue, partiu durante o mais longo eclipse lunar do século. Mesmo com o sol entre seus beiços preferiu uma noite de lua inédita...
  • PEIXE FRESCO COM FARINHA FINA.

    Há uma flor, fruto aprimorado pelas etnias xinguanas, o pequi, que prenuncia a fartura da vida em equilíbrio. Coisas lindas se anunciam nesta época. Crianças correm atrás de flores como se fossem borboletas, brinquedos e brincadeiras inventam-se na época da flor de pequi. O olhar às vezes fala de...
  • FINA ESTAMPA DA BOA MESA.

    Davi morreu, não venceu a batalha, morreu pelos hábitos da boca. Davi fazia pastéis tradicionais da Serra do Roncador, sua massa de farinha crua e caldos, recheios de carnes e a fritura fina em óleo quente. Em 16 anos de frequentes presenças no Mato Grosso e sua Canarana do...
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