Povo nas ruas dá um chega-pra-lá no golpe

Por Agatha Azevedo - Foto de capa de Gustavo Miranda

Mal se via o asfalto das avenidas Augusto de Lima e João Pinheiro quando, às 17h30, o ato pela democracia e contra o golpe saiu da Praça Afonso Arinos parra ter sua apoteose na Praça da Estação. Depois do comício das Diretas Já e da visita do papa, Belo Horizonte nunca tinha visto tanta gente nas ruas. Mas agora o grito da multidão era outro e bastante afinado: “Não vai ter golpe”. Em defesa do estado de direito democrático e contra a manipulação da mídia, não faltaram também gritos de “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

photo_2016-03-19_12-35-08Foto por Lucas d’Ambrosio / Jornalistas Livres

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Foto: Gustavo Miranda/ Jornalistas Livres

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Kerison Lopes, fez questão de acentuar que os “trabalhadores da imprensa” defendem a democracia e não podem ser confundidos com seus patrões. “O que a televisão fala é o pensamento da família Marinho. Os trabalhadores são outra coisa e estão aqui para dizer que não vai ter golpe”, disse.

O clima alegre e pacífico da manifestação seguiu até as 22h30, quando o músico Gabriel Guedes encerrou o show apresentado logo após o ato político encerrado na Praça da Estação. Flávio Renegado, Vander Lee , Celso Adolfo, Pedro Morais, Ana Cristina, Coletivo Negra, Tiago Delegado, Sérgio Pererê, entre dezenas de artistas que fizeram questão de participar do ato, marcaram presença na noite em defesa da democracia.

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Foto: Coletivo Área de Serviço

O número de participantes superou as expectativas: cerca de 60 mil pessoas, entre as quais sindicalistas, representantes de movimentos sociais e artistas diversos. A presidente da CUT, Beatriz Cerqueira, comemorou o sucesso do ato e afirmou que o povo na rua é a única forma de o povo combater o golpe, e adiantou que a partir de ontem o movimento sindical estará de plantão para ir às ruas tão logo os trabalhadores sejam convocados para a luta pela democracia.

O ato, que começou diante da Faculdade de Direito da UFMG, se encerrou na Praça da Estação com o show Canto da Democracia, o manifesto da cultura pró-democracia, ornamentado por bandeiras vermelhas, bandeiras do Brasil e muitas faixas dos manifestantes alusivas ao nosso momento político, em defesa do governo Dilma e de Lula.

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Foto: Lucas Bois/ Jornalistas Livres

O ex-presidente foi lembrado nos discursos e no refrão “Lula guerreiro do povo brasileiro”. Bastante festejado ao chegar à Avenida Afonso Pena, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, discursou mais tarde em cima do carro de som estacionado na Praça da Estação, representando a presidenta Dilma e o Ex-presidente Lula no ato.

Na linha de frente da passeata, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os jornalistas marcaram presença com as faixas “Jornalistas contra o golpe”. Os organizadores afirmam que representantes de 853 municípios mineiros estavam representados, e entre petroleiros, artistas, metroviários, professores, estudantes e muitos outros grupos, a seriedade da festa da democracia se fazia presente e pautava as próximas lutas que acontecerão em todo o país durante este período de instabilidade política.

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Fotos: Mídia NINJA e Isis Medeiros/ Jornalistas Livres

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Nicole Marinho/ Jornalistas Livres

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Fotos: Maxwell Vilela/Jornalistas Livres

Enfim, o ato do dia 18 em Belo Horizonte, assim como no Brasil inteiro, foi um verdadeiro Basta àqueles que querem impor novo golpe político no país, desrespeitando a democracia e a vontade do povo depositada nas urnas. Foi também um aquecimento para o ato programado para o próximo dia 31, com ênfase em Brasília.

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Geanini Hackbardt /MST MG

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2 comentários:
  • Povo nas ruas dá um chega-pra-lá …
    19 março 2016 at 15:31
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    […] Mal se via o asfalto das avenidas Augusto de Lima e João Pinheiro quando, às 17h30, o ato pela democracia e contra o golpe saiu da Praça Afonso Arinos parra ter sua apoteose na Praça da Estação. Depois do comício das Diretas Já e da visita do papa, Belo Horizonte nunca tinha visto tanta gente nas ruas. Mas agora o grito da multidão era outro e bastante afinado: “Não vai ter golpe”. Em defesa do estado de direito democrático e contra a manipulação da mídia, não faltaram também gritos de “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. Foto por Lucas d’Ambrosio / Jornalistas Livres O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Kerison Lopes, fez questão de acentuar que os …  […]

  • Vilma
    15 junho 2018 at 5:46
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    Reclamam, reclamam mas assistem a rede globo.e simples:Não assistam.

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