Cidinha da Silva | Jornalistas Livres

Cidinha da Silva é prosadora e dramaturga. Autora de 11 livros de literatura entre crônicas para adultos, conto e romance para crianças e adolescentes. Destaca-se no conjunto de escritoras e escritores negros de sua geração editorial, por dedicar-se à crônica, gênero amplo e diverso que traduz pela palavra o cotidiano vivido. Seu livro mais recente é #Parem de nos matar! (Ijumaa, 2016). Organizou duas obras fundamentais sobre as relações raciais contemporâneas no Brasil: Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras (Summus, 2003), um dos dez primeiros livros sobre as ações afirmativas como estratégia de superação das desigualdades raciais, publicados no país. O segundo, Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (FCP, 2014), obra de referência na temática.
  • Navalha na carne negra: três escolas de teatro negro em cena

    No FIT – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto 2018, durante a mesa Vozes da Diáspora, uma das atividades formativas, argumentei que o teatro negro é uma vertente do teatro brasileiro que se apresentou dessa forma pela primeira vez no TEN – Teatro Experimental do...
  • Os selos e as bolsas

    Aquele era o dia de ir aos correios postar livros autografados na hora do almoço, para encontrar os guichês vazios. Naquele bairro todo mundo era envolvido com o comércio on line e as duas agências postais ficavam lotadas à tarde, principalmente a não terceirizada que aceitava pagamento feito por...
  • Mazza Edições, 37 anos de vida! Viva!

    Uma editora negra comemora 37 anos de vida no coração das alterosas. Viva! Os tambores de Minas estão em festa. É notícia digna de manchete, pelo menos no jornal diário que escrevo. Sabe lá o que é manter uma empresa ao longo de 37 anos de turbulência econômica, afora...
  • O padre pop

    A moça cheia de destreza burla a segurança desatenta e se joga nos braços do padre-galã. Chora desesperada. Ele a consola. A cabeça dela recosta-se no peito malhado do padre e umedece a camisa feita sob medida para destacar o peitoral maior. A música está terminando e ele precisa...
  • Geledés: 30 anos de História!

    Poema do desterro Os dias de abril vão acabando com a gente 17 em 2016 04 em 2018 07 em 2018 Dias que lembram o abaixo de tudo a que nos relegam. Para que gargalhem as hienas, abutres  e vermes Não aguento mais o dia seguinte Não tenho mais coração...
  • Lara, o seu laraiá é lindo!

    Ela é do Império, não é da Portela; frequenta a Vila, mas mora em Madureira. É uma dama, uma estrela, tremenda partideira, anunciou Marthinho da Vila antes de chamar Dona Ivone Lara ao palco.  É por isso que a gente se lembra também de Dona Jovelina Pérola Negra:  Deixa comigo /...
  • Lula maior, mais forte, mais verdadeiro e inocente!

    “A morte de um combatente não pára uma revolução. Os poderosos podem matar duas, três rosas, mas não podem impedir a chegada da primavera”. Assim Lula encerrou o discurso antológico, no qual comunicou ao mundo a decisão de cumprir o mandado de prisão expedido de maneira atípica, em caráter...
  • Poema do desterro

    Os dias de abril vão acabando com a gente 17 em 2016 04 em 2018 E outro ainda virá neste mesmo ano Para lembrar o abaixo de tudo a que nos relegam. Para que gargalhem as hienas, abutres  e vermes Não aguento mais o dia seguinte Não tenho mais coração...
  • Cuidemos de nossas meninas

    Dez mulheres procuraram a Delegacia da Mulher de Florianópolis para denunciar assédio sexual e moral praticado por professor de História da Universidade Estadual de Santa Catarina, UDESC . Uma dessas acusações é de estupro, que teria ocorrido na casa do denunciado no município de Palhoça, fora, portanto, do espaço...