Em Araçuaí (MG), a emoção das estudantes que cantaram para o ex-presidente

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Patrícia Adriely para os Jornalistas Livres

Há duas semanas, quando a estudante do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) Jordana Alves Vieira, de 15 anos, recebeu um convite para se juntar a um coral da cidade e cantar para o ex-presidente Lula durante sua visita ao campus, ela sentiu um grande frio na barriga. Quando a estudante Stephany Dourado, de 17 anos, contou para o pai sobre a oportunidade, ele não conteve a empolgação de saber que a filha iria cantar para o ex-presidente. Já o coração de Stefany Pinheiro Magalhães, de 13 anos, integrante do Coral Araras Grandes, acelerou quando ela recebeu a notícia.

Elas e outros jovens se organizaram entre os horários vagos das aulas para treinar a música “Do Brasil”, do cantor Vander Lee. “Escolhemos ela porque a canção representa bem a nossa região”, afirmou Stephany Dourado. As jovens meninas também contaram que aceitaram o convite para homenagear o ex-presidente pelas ações realizadas no seu governo.

Lula chegou ao campus no dia 26 de outubro, em seu quarto dia de caravana por Minas Gerais. Lá, ele falou sobre a importância dos investimentos em educação no Brasil nos últimos 13 anos e ouviu os depoimentos dos alunos que tiveram suas vidas. Quando o pequeno coral cantou, o ex-presidente ouviu atentamente. Ao final, deu um aplauso caloroso e tirou fotos com as meninas. Stefany Pinheiro resumiu o momento com uma palavra: “Foi único”.
O ex-presidente também visitou o campus do IFNMG em Salinas. Lá, o estudante Pablo Arruda, de 15 anos, faz o ensino médio e o curso técnico de agropecuária. Nascido em São João do Paraíso, cidade a 236km de Araçuaí, ele vive no alojamento do campus e visita a família nos feriados e férias escolares.

“Meus pais me deram a opção de estudar por lá ou vir e ter um ensino melhor. Então, decidi me mudar. Às vezes, a saudade aperta, mas eu sei que o estudo é algo bom para mim. O campus é muito bom. Tem alojamento e refeitório, tudo gratuito”, relatou.

Ao sair do Instituto, Lula ainda fez uma passagem rápida ao centro de Salinas para um ato. Uma multidão, composta por caravanas de cidades da região, o aguardava ansiosamente. Uma das pessoas que viajaram para ouvi-lo foi Diane dos Santos, de 17 anos, participante do Movimento Levante Popular da Juventude. “Vim de Araçuaí e queremos mostrar que o jovem está com o Lula, pois suas propostas são as que mais atraem os jovens”, afirmou.
Arlindo Pinheiro Ribeiro, de 66 anos, é morador de Salinas e ressaltou a importância do governo Lula na formação educacional das pessoas com menores condições. “Minas filha se forma agora no final do ano em Biblioteconomia. Antes isso não seria possível, pois só filho de poderoso que fazia faculdade”.

Recepções especiais

Fotos: Mídia Ninja

No caminho entre Araçuaí e Salinas, diversas aldeias indígenas da região aguardavam a passagem de Lula num local próximo à cidade de Coronel Murta. Lá, os índios benzeram o ex-presidente, repetindo um ritual que já foi realizado há cerca de 30 anos.

Em Rubelita, a parada foi na casa de uma das mais de 500 famílias da região agraciadas com sistema de cisternas para captação de água da chuva. O lado de fora da residência estava repleta de pessoas para ver e ouvir o ex-presidente. Na porta da casa, Elpídia Neta Pessoa, moradora do local, estava ansiosa ao lado de uma mesa de café, biscoitos e bolo, preparada por ela especialmente para Lula. “Nós somos muito agradecidos. Antes a gente tinha que caminhar até o rio para buscar água. A cisterna facilitou muito a nossa vida. Usamos a água para cozinhar e tomar banho”, contou.

No finalzinho do dia, às 21 horas, Lula conversou com mais uma multidão que o aguardava na cidade de Francisco Sá. Geraldo Neves, de 29 anos, chegou bem cedo para ficar na grade em frente ao palco. “Estou aqui desde às 15h. Fiz isso porque eu amo o presidente, ele foi o melhor. Ele melhorou a economia, saúde e educação”. Já Raquel Hevelin Soares, de 30 anos, aguardava desde às 19 horas. “O Lula ajudou a população carente e aqueles que não viam luz ao fim do túnel. Na minha família, todos eram desempregados Hoje eles têm emprego, faculdade e casa”.

Ao final da fala de Lula, o público deu as mãos, enquanto tocava a música “Amigos para Sempre”, demonstrando como a relação entre Lula e o povo é algo vai além de gratidão. É cumplicidade.

A cobertura da caravana “Lula pelo Brasil” é realizada por meio da parceria entre Brasil de Fato, Mídia Ninja e Jornalistas Livres.

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