Dia da Independência da Venezuela celebra Simón Bolívar em Paris

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Cercado pelo czar Alexandre III, por Churchill e o sanguinário rei belga, lá está a estátua de Simón Bolívar, libertador das Américas, símbolo da luta anti-imperialista, de como é importante que os países latino-americanos estejam unidos para o melhor desenvolvimento de todos. Assim como a Venezuela na atualidade, essa pobre estátua está cercada de imperialistas. Não é o único símbolo desse guerreiro americano por Paris, que também tem direito a um boulevard, uma estação de metrô, uma rua. Muito mais do que em qualquer cidade brasileira, não? 

  

Ontem foi o aniversário de independência da Venezuela, e enquanto no Brasil nós quase tivemos uma invasão fascista à embaixada, aqui em Paris houve uma pequena celebração embaixo dessa estátua pela manhã, que contou com a presença de embaixadores de outros países em luta, como de Palestina e Cuba, que deixaram flores embaixo da estátua ao final da celebração. 

Essa estátua é um símbolo da liberdade latino americana: foi dada de presente pelas embaixadas da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Panamá à Paris, e colocada pela cidade em um local nobre, ao lado da ponte construída pelo czar Alexandre III, no Sena. Do outro lado da ponte temos o Ministério das Relações Exteriores, diversas embaixadas e mesmo a Assembleia Nacional, que é o equivalente ao nosso Congresso Nacional. 

A inscrição na estátua diz: nascido em Caracas em 24 de julho de 1783, ele liberará a América como jurou, ele quis a independência para que ela (a América Latina) fosse a casa da humanidade e glória da raça latina. Ele foi um cidadão do mundo, amigo da cultura francesa.  

Enquanto conversava com o doutor em América Latina, o sociólogo Jean Jacques Kourliandsky, ele explicou que Simón Bolívar era realmente próximo da França, tendo vivido dois anos em Paris durante a Revolução Francesa, estando presente na coroação de Napoleão, e tendo tido até uma amante francesa, com a qual se correspondeu até sua morte.

 

Quando perguntado sobre a importância de fazer essa celebração próximo à essa estátua, o embaixador respondeu que ‘é preciso referendar a luta contra a ordem colonial, contra o império’, e Simón Bolívar é um símbolo dessa luta que até hoje a Venezuela trava com bravura. Venezuela Libre! 

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