Deputado do NOVO aproveita coronavírus para defender mensalidade na USP

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O deputado Daniel José (NOVO-SP) aproveitou a notícia de que pesquisadores da USP produziram um respirador,  mais barato que a maior parte das máquinas disponíveis para atender as vítimas do coronavírus (COVID19), e defendeu cobranças de mensalidade na instituição pública.

Daniel já falou que na rede estadual de ensino médio existem professores bêbados e faz parte do conselho consultivo da Universidade de São Paulo representando a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) desde julho do ano passado.

O deputado, que assumiu o cargo na Alesp em 2019, coloca como uma das principais defesas de seu mandato a educação. Desde que foi empossado ele tem defendido bandeiras de controle fiscal e pautas liberais, como a reforma previdenciária estadual e reformas tributárias.

Em artigo, postado em suas redes sociais após a menção do respirador criado na universidade, são colocadas formas de “Modernizar Financiamento Da USP”, no qual ele defende “cobrança de mensalidades para quem tem condições de pagar” e “aproximação do setor privado dos departamentos de pesquisas”.

Deputado do NOVO aproveita coronavírus para defender mensalidade na USP
Postagem em rede social na qual que defende a cobrança

Neste artigo não há definição dos quais seriam os critérios para definir o que é “condições de pagar”. A universidade já mantém relações com empresas privadas para financiar pesquisas que podem ser realizada por meio das faculdades, institutos e outros órgãos da Universidade, como a
Agência USP de Inovação.

O próprio respirador que o deputado elogiou teve uma fase de testes realizada com parcerias entre a universidade, setores de pesquisa público e privado na FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation.

Respiradores

O projeto, que já viralizou na internet, de respirador pulmonar chamado de “Inspire” pode ser construído em algumas horas e tem a estimativa de custar R$1.000,00.

Ele já passou por testes e está sendo encaminhado para aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O dispositivo foi desenvolvido por pesquisadores da Escola Politécnica (Poli).

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