Poema do desterro

Por Cidinha da Silva

ilustração Joana Brasileiro

Os dias de abril vão acabando com a gente

17 em 2016

04 em 2018

E outro ainda virá neste mesmo ano

Para lembrar o abaixo de tudo a que nos relegam.

Para que gargalhem as hienas, abutres  e vermes

Não aguento mais o dia seguinte

Não tenho mais coração

Arrancaram-no com o Power-point  da desfaçatez

As balas do ódio

O  jejum manipulador de mentes

A colheita das provas necessárias à condenação política

Os twittes dos milicos ameaçadores em cadeia nacional

Não me peçam um coração para refazer o mundo

Só tenho flecha

Machado

Alforje e cabaça

Chamem os Orixás  à Terra

À guerra e seus infindáveis começos

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2 comentários:
  • Valdeck Almeida de Jesus
    5 abril 2018 at 16:45
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    Perfeito! É cansativo e desumano esse processo de matar sonhos e democracias!

  • Maria Antonia Cardoso
    5 abril 2018 at 21:14
    Comente

    Cidinha querida, os orixás estão na terra conosco há muito tempo. Tanto tempo, que não nos deixam quebrar. Somos filhos de raízes fortes, que envergam mas, não quebram. Precisamos é continuar honrando os que nos deram vida nestas terras, os que com seu sangue e suor lavaram essa terra pro agronegocio de hoje. Por eles devemos seguir lutando. Não esqueçamos Marielle, o assassinato politico el março, 14 de 2018 e agora, o preso politico, Presidente Lula e Dilma, Presidenta cassada, a primeira mulher. Presente sempre. Abraços, Maria Antonia.

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