Abreu presidente

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O Brasil, de fato é um país surpreendente. Meu presidente.

De repente, invade sem medo de ser feliz e justo como são os espelhos, a face, a cara da gente, e diz: mando aqui, sou presidente.

Descente, limpo, bebe, fuma, abraça.

No país de brasileiros, quiçá não caibam mais as hipocrisias da grande mídia, é livre a informação do ofício de ser um OFICIAL, palavra confusa, que em meu presidente Abreu traz toda alegria e entendimento dos dias, a notícia que aspira.

Meu presidente talvez tenha feito sim, de repente, o que muitos de nós pensávamos há dias, mal dormidos em noites seguidas e longas, indignações que insistem, entre sonhos, mentem aos ouvidos, às vistas, na rede de comentários de outros capitães.

Mente quem diz que dormiu bem em 2019, tudo assusta nas insônias desse momento.

Os meus inimigos estão no poder, recordo-me Cazuza cantando. E ele insiste, afirma sempre nas rádios que ouço. O poder de Abreu é o poder da arte, que novamente invade o terreno comum dos homens em pleno dia internacional das mulheres.

É isso que espanta  e dá cor ao êxtase desse momento de dor. Mas gentileza gera gentileza, dizem os sábios das ruas, e o presidente Abreu está sendo gentil com quem, em escândalo, ouve desmandos, anoitece insone.

O que me encanta é que, em seus ciclos, a arte novamente incide, cunha, acotovela, tramela, ocupa seu espaço. O país de meu presidente Abreu é um abrir de cenas.

Tudo é possível quando não se apequena a poesia desses dias de açoite ou culpa, guarda a razão a arte. A vida e seus quereres, poder e prazer.

A liberdade é um susto bom. A arte é guia.

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crônica
Um comentário
  • Berenice Angélica
    9 março 2019 at 20:30
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    Zé de Abreu, meu presidente, Lula livre

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