Presidente Bolso recebe presentão de aniversário

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Por José Roberto Torero *

Diário, meu querido, que presente de aniversário!

Essa prisão do Temer não podia ter vindo em melhor hora.

Segundo o Ibope, meu ibopo tinha baixado 15 pontos, o Maia tinha desancado o Moro e a Lava-Jato tinha feito aquela besteira dos 2,5 bilhões… Pra nós três, encaixou que nem dedo no nariz!

Claro que uns vão dizer que a prisão foi abuso de autoridade. Mas o pessoal da Lava-Jato já nem liga pra isso. Eles são que nem o 007: têm licença para matar. Matar reputações, kkkkk!

Eu vi agora no Face que tem uma turma escrevendo #temerlivre, só pra tirar sarro do #lulalivre. Isso é ótimo, porque diz que os dois são a mesma coisa. E, se eles são a mesma coisa, o diferente é quem? Sou eu, pô, o honestão!

Dizem que o Moreira Franco até tentou escapar num carro, mas foi pego. Coitado do Gato Angorá. Acho que ele tem esse apelido porque tem cabelo branco e porque passa de colo em colo. Kkkkkk!

O outro apelido dele é “genro do genro”, porque é casado com a neta do Getúlio Vargas. Opa! Então o Rodrigo Maia, que é casado com a filha do Moreira, é o “genro do genro do genro”? Tem família que eu vou te contar…

Falando no Maia, o estranho é que, na hora da prisão do Temer, ele e o Gilmar Mendes estavam tendo uma reunião fora da agenda. Boa coisa não deviam estar tramando. Será que vão declarar guerra à Lava-Jato?

E será que o Rodrigo Maia vai tentar se vingar de mim, atrasando a reforma da Previdência? Ou vai ficar com medo de ser o próximo da fila?

Se for esperto, o Maia vai abaixar o facho. Senão a Lava-Jato pega ele também. Ainda mais que já tem delação contando que ele tem coisa com a Odebrecht e com a OAS.

Por mim, estou tranquilão. O Moro é meu cão de guarda. E os garotos da Lava-Jato são os filhotes dele. Uns filhotes que mordem doído. E só as canelas certas.

Ah, Diário, estou tão contente que até vontade de cantar. “Répi bãrsidei to me…”

@DiariodoBolso

*José Roberto Torero é autor de livros, como “O Chalaça”, vencedor do Prêmio Jabuti de 1995. Além disso, escreveu roteiros para cinema e tevê, como em Retrato Falado para Rede Globo do Brasil. Também foi colunista de Esportes da Folha de S. Paulo entre 1998 e 2012.

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