O pavilhão da comida de verdade

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Meio índio, meio ambiente, nunca pensei que berinjelas, bananas, cenouras ou verduras verdes e tenras seriam munições contra a falsa vontade de governos em alimentar o povo. Eleitos e impunes ofereceram farinhas, mas o povo quer comida.

O alimento invade a praça e grita contra os que plantam fome. O Banquetaço surgiu como uma reação e resposta ao apresentador de tv, que tornou-se prefeito da metrópole de São Paulo, em 2017, e queria dar ração aos estudantes e população carente das ruas da cidade.

O movimento nacionalizou-se e em sua terceira edição ocupou mais de 40 cidades. Porto Alegre, São Paulo, João Pessoa, Brasília e Goiânia, entre tantas, defendendo o direito humano à alimentação saudável.

Pratos foram preparados com produtos orgânicos e chefs voluntários e lúcidos, comida de verdade vinda da  roça e mãos que colhem, viabilizando reflexões sobre políticas alimentares. Banquetes públicos mostram-se uma grande bandeira e armamento contra o alimento fake, industrializado, de baixa qualidade.

O banquete público também brada contra a  medida provisória de Jair Bolsonaro, que retira do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) a atribuição de propor diretrizes e prioridades da política e do plano nacional de segurança alimentar e nutricional. O Consea foi criado em 1994, na época do governo Itamar Franco, a partir de demandas da Sociedade Civil, com o objetivo de ajudar na formulação e o monitoramento de políticas relacionadas à saúde, alimentação e nutrição.

Responsável por tirar o Brasil do mapa da fome, em 2014, o Conselho Nacional foi praticamente extinto no primeiro dia de governo do presidente.

Enfim, deram bananas para os governantes. Viva a laranja doce e legítima dos que não querem só comida.

*imagens por Vanessa Haquim©, vídeo de Emílio Rodriguez©

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

Democracia ou morte!

Por João Bacellar Um grande slogan vale por uma bomba atômica. Uma grande epígrafe move montanhas. Um grande epíteto faz o papel de uma coroa

>