O Nobel Alternativo e os povos indígenas do Brasil

 

O líder indígena Yanomami, Davi Kopenawa, e a Hutakara Associação Yanomami, foram laureados com o Right Livelihood Award 2019, em Estocolmo, Suécia. O prêmio, conhecido como o Nobel Alternativo, foi-lhes concedido pela determinação corajosa em proteger as florestas e a biodiversidade da Amazônia, e as terras e a cultura dos povos indígenas.

 

Davi comentou estar muito feliz em receber o prêmio, vem na hora certa e é uma demonstração de confiança em mim e na Assossiação Hutakara e em todos aqueles que defendem a floresta e o planeta Terra. O prêmio me dá forças para continuar a luta para defender a alma da floresta amazônica. Nós, os povos do planeta, precisamos preservar nossa herança cultural, como Omane ( o Criador) ensinou a viver bem, cuidando de nossa terra, para que gerações futuras continuem a usá-la, concluiu.

 

 

Os diretores da Hutakara, em reunião com Gate Gilmore, Alta Comissária Adjunta para Direitos Humanos, no escritório da ONU, em Genebra, comunicaram denúncias de garimpo ilegal e contaminação por mercúrio na Terra Indígena Yanomami, e o desflorestamento da Amazônia por não indígenas.

Animatou Haidar e Davi Kopenawa durante a premiação.

Além de Davi, o Nobel Alternativo, em sua quadragésima edição, em 2019 também premiou Animatou Haidar ,  por sua firme ação não-violenta, apesar da prisão e tortura, em busca de justiça e autodeterminação para o povo do Saara Ocidental. Guo Jianmei, por seu trabalho pioneiro e persistente na garantia dos direitos das mulheres na China e Greta Thunberg, Suécia, por inspirar e ampliar demandas políticas por ações urgentes que reflita fatos científicos do desequilíbrio do clima no planeta.

Cerca de 120 índios formam com seus corpos a expressão ‘Fora Garimpo’, na Terra Indígena Yanomâmi, – Victor Moriyama©

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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