O código de barras do arco nacional

o sacrifício dos inocentes

Teve um dia que índio encontrou o preto, o preto viu o índio.

Penso que todos pensavam em fugir, rebelar, vingar. Sei lá qual verbo põe-se em momentos assim, mas deu música, deu dança, sei bem.

O manto sobre o corpo, um índio, um preto, um branco obrigando, magia e segredo das plantas e bichos nas matas. A cada segundo um enredo, erro, açoite ou segredo, destino.

Essa terra é encanto e busca. A luta, a política e uma gente que persiste.

                                                                                                                                       As forças encantadas à frente da educação escolar indígena, no Pólo-Nazário, Povo Kambiwá. Arcoverde-PE

Qual é o teorema do presidente, pergunto, onde está o mapa da mina?

Quando jovem me lembro que toda tarde parecia azul. Hoje, mais velha interestelar, vejo nuvens aceleradas da tempestade, vento forte que lambe à toa o vespertino, o voto, a ideologia em comando.

Há fraude? Há fake? 

O inusitado imediato ao vivo se faz.

Presidente da mesa a rasgar cédulas.

Candidato à presidência da casa a renunciar.

Dias difíceis a primeira quarentena de 2019. Há lama, há chuva, cirurgias de intestinos e a morte de futuros craques, tão jovens meninos. E todos os dias morrem em meu país.

O povo triste e sedento quer entender conceitos novos e palavras como previdência, fascismo, delação premiada.

País século 21, Tupã que vence em validade nas promessas.

Tupã,  o supercomputador.

É isso o teorema do presidente, vê índio na lavoura como pedra no caminho da grade do trator. E índio quer a caneta de pena da justiça.

A lei.

Maculelê.

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