MUITOS SÃO OS CANTOS

Borboletas com plumas invadem o eixo do poder entre as asas. Pensou o urbanista que um dia a esplanada, em sua junção, estaria entre barracas ocupando o plano? O Acampamento Terra Livre se faz piloto nesse momento e a grande aldeia se instala entre poderes.

A Carta Magna de 5 de outubro de 1988, em seus artigos 231 e 232, reconhece o direito dos povos originários, o direito à identidade cultural própria e diferenciada, bem como seus direitos às terras tradicionalmente ocupadas.

A atual gestão do governo, ilegítimo e anti-indígena de Michel Temer, evidencia cada vez mais distantes os direitos assegurados. Inúmeras medidas administrativas, jurídicas e políticas que visam desmontar instituições como a Fundação Nacional do Índio, desanimam e torna alerta todos, mas sempre rejuvenescidos quando a resistência é necessária.

Some-se à tantas ameaças a volta da visão tutelar do Estado,a negação do direito de acesso à justiça, práticas de violência e racismo, bem como o uso irresponsável de recursos naturais em nome da modernização do país.

E no entanto os indígenas cantam. As mulheres se adornam e os anciões vigiam.

Brasília, terra livre.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

Fontes, Falas e Alas

A disputa de narrativas e da opinião pública entre a ala militar, a ala ideológica e as dissidências pela direita e extrema direita no Brasil

Na medula do verbo

Na medula do verbo

Hoje, o Café com Muriçoca traz a recomendação de leitura da obra “Na medula do verbo”, de Michel Yakini-Iman.