Menino morto levou soco violento de segurança do Habib’s, diz testemunha.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Não era para ser assim! Mas, novamente, temos notícia de uma morte de um jovem pobre. Novamente, percebemos a empresa, os seguranças e a polícia de um lado. Do outro, estão as testemunhas e os familiares.

Os policiais militares que atenderam ao chamado do domingo no Habib’s, que culminou com a morte de um garoto de 13 anos, dispensaram o testemunho de Sílvia, no dia da morte de João Victor Souza de Carvalho. A testemunha afirmou ter apontado, aos policiais, os funcionários do Habib’s que agrediram o menim no. Eles, no entanto, a dispensaram dizendo que ela não servia como testemunha por ser “noia” e catadora de matérias recicláveis. Ela insistiu e depôs na quarta.

Sílvia Helena Croti, 59 anos, vendia balas em frente ao Habib’s, quando percebeu que o menino corria pela rua, perseguido por dois funcionários do Habib’s: o gerente, magro e alto, e o segurança, gordo, de estatura mediana e moreno. Sílvia afirmou, ao delegado Antonio Celso Berna Peduti, que viu o momento em que o menino foi alcançado e que “o segurança pegou João Victor pelo pescoço e desferiu um violento soco contra sua cabeça”. Sílvia se aproximou, viu espuma na boca do menino, chegou a pedir uma colher para tentar destravar a língua do menino, mas percebeu que ele já estava inconsciente.

Os funcionários do Habib’s, por seu turno, disseram que João Victor estava importunando os clientes com um pedaço de madeira e que ameaçava quebrar os vidros da loja. Quando foram repreendê-lo, João Victor saiu correndo e teve um mal súbito, afirmam.

Em nota, a Rede Habib’s afirma que “a polícia foi acionada, assim que verificaram que a conduta do menor estava incontrolável, ameaçando o patrimônio físico da loja e dos clientes”. Impossível deixar de registrar que o menino nasceu em 16/07/2003 e tinha, portanto, 13 anos.

“Se os PMs tivessem levado a testemunha para a delegacia no dia e ela tivesse reconhecido os agressores, eles poderiam ter sido presos em flagrante”, afirma Dr. Ariel de Castro Alves, que assessora a família. Além disso, ressalta que os fatos ocorreram às 19hs do dia 26 – domingo, que o registro ocorreu apenas às 4 da manhã do dia 27 e que as investigações se iniciaram 3 dias depois. “Apurações de possíveis homicídios não podem ficar paradas em razão de feriados. Já deu tempo do Habib’s sumir com as imagens, ou editá-las”, pondera Dr. Ariel.

Os familiares farão uma manifestação amanhã (2/3), às 19hs, na frente do Habib’s da av. Itaberaba.

Veja a matéria da TVT sobre essa tragédia.

Nota
1 Testemunho de Sílvia Helena Croti

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

>