Deu no bicho, um mosquito foi eleito prefeito de Vila Velha

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Por Dirce Waltrick do Amarante*

Votamos mal, é fato: entre um ser irracional e um racional, muitas vezes escolhemos o primeiro. Quanta coisa a Cacareco, rinoceronte fêmea carioca (garota propaganda do zoológico do Rio de Janeiro que se mudou para São Paulo), poderia ter feito se fosse empossada como vereadora da capital paulista lá em 1959? Certamente não poria a parentada toda no gabinete, mesmo porque um rinoceronte já enche a sala da Câmara Municipal… Cabe lembrar ainda que os rinocerontes fazem “parte do grupo dos cinco grandes mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem”, segundo a Wikipédia. De modo que são seres incorruptíveis.

Em 1987, um bicho, um mosquito, foi eleito prefeito de Vila Velha, mas a Justiça Eleitoral anulou os votos de forma antidemocrática e empossou o candidato Magno Pires, do Partido dos Trabalhadores, que havia ficado em segundo lugar.

Em 1988, tivemos outra oportunidade e, novamente, batemos na trave: macaco Tião perdeu as eleições para Marcello Alencar, que depois se tornou um tucano, o único animal ainda inconfiável atualmente.

Em 2022, ponho fé na candidatura da ema, que se impõe com elegância, diferentemente da naja que, acuada, destila veneno e perde a pose. Precisamos de governantes mais equilibrados.

*Dirce Waltrick é professora do Curso de Artes Cênicas da UFSC e está apostando tudo na ema.

Veja mais Até quando o voto será um ato de vingança?  Por que insistimos em subestimar Bolsonaro?

 

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