Fernando Hideo: Farsa da Lava Jato e a opção de não “melindrar” o ex-presidente FHC

A seletividade da Lava Jato e a opção de alguns estão acima da lei

Do face do o professor Fernando Hideo – advogado e professor de Direito Penal

Sempre que pensarem na operação lava jato, lembrem-se que se trata de uma farsa encenada para dar aparência de legalidade a uma perseguição ideológica.

Semana passada, FHC disse que as críticas a Sérgio Moro após a divulgação das mensagens eram “tempestade em copo d’água”. Estariam no mesmo barco? Hoje, descobrimos que Sérgio Moro protegia FHC de qualquer exposição, mesmo sobre coisas velhas e sem importância que a turma do MPF estaria manipulando para fingir imparcialidade.

No episódio FHC (a série produzida pelo The Intercept Brasil parece que vai longe), os protagonistas da lava jato entrarão para a história como um juiz que desejava não melindrar o político tucano (para não perder seu “apoio importante”) e procuradores preocupados em disparar balas de festim contra o político tucano (para fingir imparcialidade, mas sem exagerar na dose para que os argumentos de defesa de FHC não comprometam o ataque a Lula).

As mensagens divulgadas hoje pelo The Intercept deixam claro quem são as personagens responsáveis por essa inquisição dissimulada:

1. O JUIZ QUE PRECISA DE APOIO TUCANO
Sérgio Moro não estava interessado em provas ou no combate à corrupção. Sua preocupação era não “melindrar” o ex-presidente FHC. O político tucano seria, em suas palavras, “alguém cujo apoio seria importante”.

2. O PROCURADOR QUE PRECISA PASSAR RECADO DE IMPARCIALIDADE
Deltan Dallagnol não estava interessado em apurar os fatos. Sua preocupação era divulgar coisas velhas e irrelevantes sobre FHC, que provavelmente estavam prescritas (ou seja, ao final não dariam em nada), com o propósito de “passar recado de imparcialidade”.

3. A FORÇA TAREFA QUE NÃO PODE EXAGERAR NO FINGIMENTO
Nas palavras do procurador Diogo, eis a grande preocupação em fingir que perseguiam FHC: “Mas será q não será argumento pra defesa da lils dizendo q eh a prova q não era corrupção?”. Deltan responde: “Será pior fazer PIC [Procedimento Investigatório Criminal], BA [Busca e apreensão] e depois denunciar só PT por não haver prova.”. Ou seja, não podiam exagerar nas balas de festim disparadas contra FHC para não atrapalhar a real perseguição contra Lula.

* * *

Até quando seguiremos naturalizando a inquisição dissimulada desse processo penal de exceção ?

Categorias
Destaquesvazajato
Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta