Cinco anos do Massacre de estudantes de Ayotzinapa, no México

Por Luiza Robart e Adriano Diogo

Encontro de Omar Velasques e o Anarcoletivo e Batalha de Paraisópolis. Foto de Luiza Robart.

43 desaparecidos.
Um caso que clama por justiça!

Em 26 de setembro de 2014, alunos da Escola Normal Rural de Ayotzinapa, encaminhavam-se para a tradicional Marcha de 2 de Outubro, que reúne anualmente estudantes de todo o país na Cidade do México, quando seus ônibus sofreram emboscadas policiais que resultaram em três mortos e quarenta e três desaparecidos. Até hoje, o caso continua sem esclarecimentos e as famílias lutam por justiça.

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Na semana passada, Omar García Velásquez, sobrevivente do massacre de Ayotzinapa, esteve no Brasil e concedeu entrevista para Adriano Diogo, dos Jornalistas Livres.

O porta-voz do Movimento 43 veio ao Brasil a convite da Escola Comum, para encontro com estudantes e instituições ligadas aos Direitos Humanos, com a missão de denunciar a ausência de justiça no caso dos desaparecidos, mortos e feridos no massacre daquela noite.

A visita de Omar ao Brasil, às vésperas do quinto ano do massacre, teve o objetivo de ampliar a rede de denúncias e promover encontros com estudantes, autoridades e instituições. Um desses encontros ocorreu na Favela de Paraisópolis, onde estudantes e jovens dos coletivos Batalha do Paraisópolis e Anarcoletiva traçaram paralelos comuns às realidades vivenciadas pela população brasileira, constantemente vitimada por ações truculentas das polícias.

Em sua luta por justiça e construção de redes de solidariedade, o porta-voz do Movimento 43 já participou de fóruns e conferências no México e em mais 15 países. Entre as turnês internacionais organizadas pelo Movimento 43, destacam-se a Caravana 43 realizada em março de 2015, em 50 cidades nos Estados Unidos e a Euro Caravana, que percorreu 18 cidades em 11 países europeus, entre abril e maio de 2015.

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