Mais recentes: crônica

  • HEMERA, A INSANA

    Seria grandioso se de fato pudéssemos ver o que se passa entre tanta gente, que nos mitos, fazem de si sua cultura. Lutamos por quem? Noite dessas, recente, deitava eu na rede em busca do sono, na grande aldeia Kalapalo, em grande e sábio comando do cacique Tafukumã, líder...
  • DA CEGUEIRA

    O olhar. Ah, ver, atitude do desvelar, de mito, do entender pelas imagens. Nem tão lógica, óbvia ou clarividente. Ver não é coisa tão mecânica na mente de gente, as interfaces, neurônios, sinapses, recompensas, … A peste. Ver?  Onde se quer, destinos, preferências, verbos. Cego me labirinto, me anoiteço....
  • A PIRÂMIDE SOCIAL E A INVERSÃO DO SONHO

    É voto. Nasci na geração onde optar carecia, os de 64. Tão boa a adolescência nos anos 80, fora juventude nos 90. Tantas novidades e conquistas, mal conhecia conceitos assim. Tão amplo se anunciavam os vazios de cidadania e seus preenchimentos. Árdua abertura e reluzente democracia descobri já com...
  • COM QUE ROUPA EU VOU

    Andei muitos dias pelas serras, do mar às montanhas frias da Mantiqueira, em isolamento voluntário tal índio fugidio, sem rede, sem fake, tudo tão visual e tátil. Cantos lindos, diversos, tão real a tolerância entre as mentes que habitam antigos sertões. Tantos se ajudam, crescem em suas limitações e...
  • 2 PESOS, UMA MEDIDA

    2 pesos, uma medida. Fui pagar a cachaça do dia, o homem do balcão me questionou, onde o senhor pegou o valor? You don’t know me Bet you’ll never get to know me You don’t know me at all Nem sei, a cana já desceu, dois pesos. Como pagar...
  • UM TREM PARA AS ESTRELAS, OS ÚLTIMOS HOMENS DA TERRA

    São nove horas da manhã, corro o olhar para não desistir. Todo dia é dia de índio, me atropela a ciência em manhã na metrópole. De súbito cruzo gente nativa na via, cortando meu asfalto, minhas faixas. Gente isolada, de recente contato, de repente na rua da cidade. Faz...
  • AS FORMAS QUE A VIDA TOMA E O QUE SE COME

    Banhava-me na lagoa, céu azul em riste e observava uma abelha presa na membrana d’água, que por descuido no voo, era agora presa fácil para uns pequenos peixes, alevinos de grandes espécies, que me beliscavam também, em uma limpeza gratuita de pele. Abelha é bicho de respeito, pois não...
  • A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

    Índios me falam coisas graves, me contam seus assombros e temores. Os animais estão revoltos, dizem. É a onça, é o peixe, são as aves e suas árvores. É tempo de vigiar, descubro. Não estou só entre matas, cerrados e campos, pois os homens são muitos, assim como infinitas...
  • O TRIBALISMO, LUGAR SEGURO, SEM FIM

    Corri tantos riscos que creio no amor. Afinal, no começo era o ovo e sobre ele a bunda de Deus. É a vontade que determina e seus afagos. Tudo tem seu canto, seu lugar e hora. Vou comprar um macacão  e me tingir de graxa para ver se você volta...
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