A involução das intenções

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Sinto apenas um poder nefasto, bem configurado na Educação, e seus primos Meio Ambiente, Relações Internacionais e a goiaba da Damares, que nem sei a pasta que usa na alquimia insana de meios poderes, mas o nefasto nesse momento é tudo e cada qual, ocupando seu cargo de ministro. Até Tereza Cristina, nome tão bonito, pouco sabe de si.

Executo pesquisa rápida, pois instantâneo é tudo hoje em dia ao clic, e logo vejo a lista de todos os ministros na história da Educação desse país.

Ocorre-me a imagem da involução da espécie, não que isso signifique, em tal cronologia, crítica ou glória das corcundas que se mostrem em alegoria, mas o fim da linha é sim o fim da alvorada, magia, esperança ou glória da educação, e seu nome é Velez, coisa estranha de pronunciar.

Ate (em grego: Ἄτη, transl.: Átē, lit. “ruína”, “insensatez”, “engano”), na mitologia grega, é a deusa da fatalidade, personificação das ações irreflexivas e suas consequências. Tipicamente, faz referência aos erros cometidos tanto pelos mortais como pelos deuses, normalmente devido a sua companheira Hybris, o excesso de orgulho, que lhes levam a perdição ou a morte. Até vive nos montes, é uma deusa alada. Pousa na cabeça dos mortais sem que eles percebam, alertando-os de suas desatenção, sendo assim um divindade considerada sábia.

Fico pensando em Darcy Ribeiro, o povo brasileiro, e esse triste fim do Ministério.

Gente assim educadora, que de tão ampla não se pode nomear nesse momento, por todo respeito que há, pois o nefasto come, engole, vomita e defeca.

Sei que essas noites terão um fim, e o ciclo retomará seu destino, e a educação terá seu dia de prumo e ritmo, mas como dói.

imagens por Helio Carlos Mello©

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crônica
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