Assassinato político gera protesto neste domingo em Balneário Camboriú
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7 anos atrásem
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Raquel Wandelli

Bolsonarista que agrediu idoso até a morte por ódio político foi preso em flagrante e solto dois dias depois para responder em liberdade
Cresce em todo o país a indignação contra o primeiro crime de ódio político com morte praticado em Santa Catarina por um bolsonarista que na quarta-feira (27) espancou o idoso Antônio Carlos Rodrigues Furtado até a morte em Balneário Camboriú. A revolta aumentou sobretudo depois da soltura do assassino, Fábio Leandro Schlindwein, 44, que havia sido preso em flagrante, na presença de várias testemunhas, e passou a responder processo por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Na sexta-feira (29), ele foi surpreendentemente solto pelo juiz responsável, por apresentar “bons antecedentes”, apesar dos requintes de crueldade do assassinato registrados no Boletim de Ocorrência e confirmados pelos próprios policiais demonstrarem o seu comportamento violento e perigoso. Na página do juiz, há uma postagem comparando a disputa entre Bolsonaro e “Luladrão” à luta entre Cristo e Barrabás.
Hoje, às 16 horas, partidos de oposição, entidades democráticas e população local que não concorda com a intolerância fascista realizam um protesto na Praça Tamandaré, na avenida Atlântica em Balneário Camboriú. O ato é promovido por lideranças de partidos de oposição local (PDT, PT, PSoL), com adesão de militantes de toda a região do Vale do Itajái e Grande Florianópolis. Caravanas com ônibus fretados e caronas solidárias estão sendo organizadas durante todo o final de semana, com apoio do PT, sigla à qual a vítima estava filiada desde setembro deste ano, depois de um período de filiação ao PDT. No dia seguinte à noite do crime, a Comissão Executiva Nacional do PT emitiu nota em que classifica a morte do filiado de “barbárie” e “fascismo”.

Postagem do acusado de homicídio do idoso nas vésperas das eleições para presidente do Brasil, anunciando que eliminaria as “amizades esquerdistas que apoiam o comunismo e o grau de gênero nas escolas”.
Na quarta-feira (27), na avenida Alvin Bauer, centro de Balneário Camboriú, o apoiador de Bolsonaro espancou a socos e pontapés o idoso Antônio Carlos Rodrigues Furtado, de 61 anos, até a morte após uma discussão política. Segundo B.O. realizado pela polícia, Fábio Leandro estava “muito alterado e proferindo palavras impróprias de cunho ofensivo”, quando começou a agredir o idoso. Antônio Carlos se afastou do local após as primeiras agressões, mas o acusado foi ao seu encalce, derrubou-o no chão e continuou a espancá-lo já caído e indefeso. O boletim relata que a vítima conseguiu se levantar e pedir para o agressor parar porque estava machucado, mas foi ignorado. Em seguida, teve uma parada cardíaca no local, constatada pela equipe do SAMU, que prestou atendimento à vítima ainda com vida e confirmou o óbito no local.
Depois de espancar o idoso com ele já caído e na frente de muitas pessoas, o assassino ligou para a polícia dizendo que estava sendo ameaçado. Quando a polícia chegou, testemunhas desmentiram o bolsonarista, que foi preso em flagrante. O acusado trabalhava num estacionamento próximo ao local do crime. Antônio Carlos era um militante de esquerda tradicional na cidade e ultimamente estava desempregado e enfrentando dificuldades financeiras.
Leia o que diz o relatório da polícia no Boletim de Ocorrência:
“Foi apurado por meio das testemunhas BSRR e JOR que trabalham na empresa Gringa Top 10 e que no momento dos fatos estavam na janela da loja. Relataram que visualizaram da janela uma discussão entre um masculino de camiseta rosa, chamado FABIO LEANDRO SCHLINDWEIN que trabalha em um estacionamento em frente e um masculino de mais idade. Relataram que o masculino de rosa estava muito alterado e que estava xingado muito o senhor. Relataram ainda que o senhor deu uma afastada, mas ainda sim continuou a discussão. Relataram que o senhor foi para calçada e que em seguida o autor começou agredir a vítima com socos e ponta pés. Momento que a vítima caiu ao chão, no entanto o autor continuou com as agressões com socos e chutes. Ademais, o autor jogou um bolsa com ferramentas na vítima ainda caída ao chão dizendo “viu, viu que ti falei pra sair daqui”. Relataram ainda que em seguida a vítima levantou e disse para o autor “parar de bater que estou machucado”, neste momento a vítima começou a recolher suas coisas, no entanto caiu novamente ao chão desta vez desacordado”.
PROTESTO: IMPUNIDADE DO ASSASSINO PODE ENCORAJAR NOVOS CRIMES

Antônio Carlos, 61 anos, se afastou do agressor, que continuou a persegui-lo e a torturá-lo. Implorou para que ele parasse, mas foi espancado até a morte
O “ato de repúdio contra o fascismo e em solidariedade ao companheiro assassinado por ser petista”, como o protesto está sendo convocado pela Tenda Lula Livre, ligada ao PT em Florianópolis, é cercado de grande tensão. Num cenário onde a população votou em peso no candidato que apregoou durante a campanha eleitoral o extermínio armado “da petralhada”, os ânimos se acirram contra a repercussão nacional desse crime bárbaro . “Ele coloca em evidência as ameaças contra a democracia e a vida insufladas pela intolerência fascista numa região que é berço da colonização europeia e se considera modelo de civilização”, acentua Zorahia Vargas, organizadora da caravana que sai hoje ao meio-dia, do antigo Terminal Cidade de Florianópolis, com recursos dos próprios militantes.
Outras lideranças se manifestam com muita preocupação sobre a falta de rigor do juiz: “Não podemos deixar passar impune este crime gravíssimo porque o ódio político encorajado pelo presidente tende a causar outras vítimas, a matar mais inocentes e a inviabilizar a sociedade civil”, acrescenta Margareth Sandrini. “Nós temos obrigação de reagir com muita firmeza e vigor porque essa violência insuflada pelo bolsonarismo pode instaurar uma onda de extermínio incontrolável no país e levar a uma situação de barbárie em que a mera existência de um opositor é justificativa para mata-lo”, argumenta o professor William Meister, ex-militante do PSoL, que foi demitido pela prefeitura bolsonarista de uma escola pública em Itapema, município vizinho, por ter apresentado um poema sobre a tortura na semana alusiva ao aniversário do golpe militar de 64.
CONTRADIÇÕES DA POLÍCIA E LIBERAÇÃO DO CRIMINOSO CAUSAM APREENSÃO

Fábio Lemos foi solto por bons antecedentes, segundo o juiz, embora tenha sido preso em flagrante por assassinato com requintes de crueldade, segundo a polícia
A guerra provocada pela repercussão do crime pode ser medida nas redes sociais. Os comentários se dividem entre os que manifestam sua indignação contra o assassinato e a liberação de Fábio Lemos Schlindwein, preso em flagrante como autor do crime, e os que se limitam a defender o presidente Bolsonaro do que chamam de “uso político” do crime, embora o próprio acusado tenha no seu depoimento à polícia alegado divergência política. Alguns bolsonaristas chegam a defender o acusado, dando motivos diversos para o assassinato e outros até culpam a vítima e o PT pelo crime.
O relatório divulgado pela Polícia Militar sobre o caso afirma que Furtado e o agressor discutiram por motivo político. Nas redes sociais, o acusado se apresenta como bolsonarista e, em publicações pré-eleições para presidente, avisou que eliminaria todos os petistas, comunistas e esquerdistas de suas redes sociais. O relato da PM diz que, segundo o agressor, o desentendimento começou porque Furtado, que era militante de esquerda e filiado ao PT, “veio conversar com ele sobre política”. Ambos se alteraram e as agressões iniciaram, diz o relato
As contradições nos depoimentos dos advogados do acusado, Fábio Leandro, e a decisão do juiz estão gerando muita apreensão entre os militantes de esquerda e de entidades democráticas que temem pela condução política do caso. Schlindwein, foi liberado pela Justiça em audiência de custódia na sexta-feira (29). O juiz Roque Cerutti, da 1ª Vara Criminal, entendeu que, embora haja “fortes indícios” de que a conduta de Schlindwein tenha causado a morte da vítima, ele tem bons antecedentes e, por isso, não se justifica a prisão preventiva.

Postagem na página do juiz Roque Cerutti
No entanto, o delegado Aderlan Camargo, responsável pelo caso, afastou a hipótese. Afirmou, na quinta-feira (28), ao jornal local Página 3, que testemunhas ouvidas na delegacia disseram que a discussão teria sido motivada “por uma dívida”, mas não entrou em detalhes. Segundo ele, o agressor teria apresentado versões conflitantes à PM. Diante das contradições, o PDT, partido ao qual o militante assassinado foi filiado até fevereiro deste ano, designou o advogado Alex Casado para acompanhar as investigações.
Os Jornalistas Livres apuraram, na página do Facebook do juiz Roque Cerutti, uma publicação autorizada por ele, que compara a relação entre Cristo contra Barrabás, com a de Bolsonaro contra o “Luladrão”. A postagem, assinada por Antônio Pardi, um bolsonarista inflamado, avisa que o PT já existia no tempo de Cristo e que mesmo assim “teve quem escolhesse Barrabás”. Balneário Camboriú é uma região assediada por políticos bolsonaristas que apregoam o uso de armas e o ódio contra Lula e o PT, como o empresário Luciano Hang, proprietário das Lojas Havan e a deputada estadual Ana Caroline Campagnollo, que embora sendo de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, fez no município a sua base eleitoral.
TENDA LULA LIVRE
Florianópolis e Palhoça-SC
Ônibus Para Balneário Camboriú – domingo dia 1 de dezembro.
ATO NA PRAÇA TAMANDARÉ, NA AVENIDA ATLÂNTICA EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ ÀS 16H.
ATO DE REPÚDIO contra o fascismo e em solaridariedade ao nosso companheiro assassinado por ser petista, por espancamento, Antonio Carlos Rodrigues Furtado, 61 anos
1- Saída 1 de dezembro, domingo, às 12 horas, do Terminal Velho Cidade de Florianópolis*
Retorno dia 1 de dezembro, logo após o ATO
2- Caso você queira participar da viagem, mande seu NOME COMPLETO; RG com o ORGÃO EXPEDIDOR/ EMISSOR; TELEFONE
3- Para criança ou para menores de idade:
carteira de identidade ou se não tiver, certidão de nascimento;
4- Enviar os dados para o telefone e Watts de Luana 48 99981 4755
Zoraia 48 98411 4760 Que são responsáveis em fazer a lista
5- Compartilhe, divulgue, ajude, contribua
6- Se você puder ajudar deposite para pagar as passagens das pessoas das OCUPAÇÕES:
Se você não pode ir, adote um militante
BANCO DO BRASIL
AG: 5201-9
C/C 729879- X ou substitui o X pelo zero (0)
CPF 221432119-53
Margarete Sandrini
Envie o comprovante para o watts: 48 996482960
Os ônibus serão pagos com a contribuição de cada de trinta reais (30,00) que poderá ser depositado na conta acima ou na hora do Embarque.
#LulaLivre

NOTA DO PT: VIOLÊNCIA FASCISTA FAZ MAIS UMA VÍTIMA NO BRASIL
Antônio Carlos Rodrigues Furtado, de 61 anos, morreu de parada cardíaca, após ser espancado, quarta-feira (27), por Fábio Leandro Schwindlein, de 44 anos, em Balneário Camboriú (SC).
Não foi um crime qualquer, dentre tantos nas cidades brasileiras. Ocorreu à luz do dia, numa avenida movimentada. A vítima era um conhecido militante do PT. O assassino, um bolsonarista declarado. O motivo torpe: intolerância política.
Antônio Carlos foi agredido a socos e pontapés, mesmo depois de cair ao chão e implorar que Fábio Schwindlein parasse de bater, segundo depoimento de testemunhas à Polícia Militar. O bolsonorarista, de porte atlético, gritava ofensas contra o idoso e contra a esquerda enquanto espancava sua vítima.
O nome disso é barbárie; o sobrenome, fascismo.
O ódio e a violência do criminoso de Camboriú moveram o assassino de Moa do Katendê, em Salvador, em 2018.
Ódio e violência estimulados pela impunidade dos assassinos de Marielle e Anderson, no Rio; do sindicalista Carlos Cabral Pereira em Rio Maria (PA); do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, em Bom Jesus da Serra (MA).
Ódio e violência que se voltam contra quem se levanta em defesa da liberdade, da democracia, dos direitos dos trabalhadores e dos oprimidos numa sociedade predominantemente machista, racista, intolerante.
Ódio e violência disseminados com método nas redes sociais, em escala industrial, por agentes do governo de extrema-direita, seus líderes, ideólogos e propagandistas, pelo núcleo familiar do próprio chefe do governo.
Disseminados e estimulados pelo discurso de um governante incapaz de conviver com a diversidade, a liberdade de pensamento e manifestação, com a própria democracia. Que se relaciona com milicianos, defende torturadores e já ameaçou metralhar os adversários.
Ódio e intolerância colocados em prática, todos os dias, por um governo que libera a posse e porte de armas indiscriminadamente, que lança as Forças Armadas contra manifestações pacíficas, persegue os artistas e criminaliza a Universidade.
Não faltam exemplos na história da humanidade para alertar sobre os riscos que estamos correndo. Os alvos já foram os judeus, os protestantes, os estrangeiros, os negros, os comunistas. A vítima sempre foi a liberdade.
A intolerância política, em suas mais diversas formas, alimenta-se do silêncio e da omissão da sociedade quando não nos reconhecemos em cada vítima de seus crimes.
Não podemos nos calar, ou não teremos mais voz.
O Partido dos Trabalhadores está solidário aos familiares e amigos do companheiro Antônio Carlos Furtado.
O PT exige que a lei seja aplicada com rigor contra o assassino de Antônio Carlos e os autores de todos os crimes políticos que vêm ocorrendo sob o governo de extrema-direita.
O PT conclama brasileiros e brasileiras, de todos os partidos, credos e origens, a denunciar e reagir aos ataques contra a liberdade, a democracia e a civilização.
Não à intolerância, ao ódio, à violência, à barbárie.
O Brasil quer paz, justiça e democracia.
Comissão Executiva Nacional do PT
Brasília, 28 de novembro de 2019
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Internacional
IRÃ: A GUERRA DAS CRIANÇAS
Irã se prepara para receber 20 milhões de peregrinos nas cerimônias de despedida do aiatolá Khamenei, que se iniciam na próxima sexta-feira (3)
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6 dias atrásem
02/07/26
Assassinato de 168 meninas, além do aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia dos bombardeios americanos-sionistas contra o Irã, mobiliza o país persa e engaja as crianças
O Irã se prepara para uma colossal manifestação de unidade nacional a ser realizada durante as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, que se iniciarão na próxima sexta-feira (3), quatro meses depois de seu assassinato, no dia 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra mais recente dos Estados Unidos e Israel contra o país persa. Há quatro meses, o presidente Donald Trump anunciava seu principal objetivo: derrubar a teocracia xiita, que governa o Irã desde a revolução islâmica de 1979, e se apossar das suas imensas reservas petrolíferas nacionais. Quatro meses depois, o Irã segue insubmisso já que logrou impor duras derrotas à coalizão EUA-Israel. E é nesse quadro, tendo conquistado um acordo de paz ainda frágil, que o Irã se organiza para receber estimados 20 milhões de peregrinos nas cerimônias fúnebres que homenagearão Ali Khamenei.
Uma pequena amostra desses preparativos foi o que os observadores brasileiros puderam testemunhar na noite de ontem, sob lua cheia e temperatura de 34 graus Celsius. Em uma praça no norte da capital Teerã, todas as noites desde o assassinato do dia 28 de fevereiro, se reúnem iranianos — a maioria deles praticantes da fé xiita — para homenagear o aiatolá Ali Khamenei, as 168 meninas com idades entre 7 e 12 anos, mortas por bombardeio americano no mesmo dia na escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã, e centenas de outras vítimas da guerra.
A delegação brasileira está hospedada em um hotel localizado a aproximadamente cem metros de um prédio que foi destruído por um bombardeio. As ruínas são visíveis. O clima nas ruas é de calma, mas de luto evidente. As cerimônias noturnas reúnem centenas de pessoas — e, em algumas cidades, milhares. Em Teerã, cidade de 10 milhões de habitantes, essas manifestações ocorrem simultaneamente em várias praças, espalhadas por vários bairros. Os participantes cantam, empunham bandeiras do Irã e choram abertamente. É impressionante o envolvimento das crianças iranianas nessas cerimônias.




O assassinato das 168 meninas na escola de Minab, gerou uma mobilização expressiva entre o público infantil. Na praça onde estive, crianças participavam da cerimônia: agitavam bandeiras, brincavam e cantavam músicas em homenagem às colegas mortas e ao líder supremo morto. “Podia ser eu”, disse um menino de 15 anos à reportagem, depois de sair com uma miniatura do drone Shahed-136, fabricado no Irã, arma de guerra “revolucionária”, segundo o comandante Robinson Farinazzo, da Marinha brasileira. Com um custo estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, o Shahed conseguiu confundir os sistemas de defesa dos EUA e esteve envolvido na derrubada de aeronaves norte-americanas e no ataque a navios cargueiros que se aventuraram pelo estreito de Ormuz, controlado pelo Irã. Cada miniatura do Shahed, impresso em 3D, e vendida na praça, saía pelo equivalente a US$ 3, mesmo preço da miniatura do míssil Fattah-1, outra jóia do arsenal iraniano, um míssil “hipersônico” que viaja em direção ao seu alvo a uma velocidade cinco vezes maior do que a velocidade do som (cerca, 6.100 km/hora). Os meninos adoram.
Segundo a organização do enterro, o corpo do aiatolá Khamenei, em caixão fechado, deixará Teerã nos próximos dias e percorrerá cidades do Irã e do Iraque (Najaf e Karbala), onde se encontram santuários sagrados do islamismo. O enterro ocorrerá no local que ele determinou em testamento.
Segundo a agência de notícias iraniana Fars, uma cerimônia de homenagem para líderes estrangeiros e autoridades de alto escalão está prevista para 3 de julho em Teerã. Cerimônias públicas de despedida estão marcadas para os dias 4 e 5 de julho no Imam Khomeini Mosalla, na capital. Uma procissão fúnebre em Teerã está agendada para 6 de julho. Outras cerimônias estão programadas para 7 de julho em Qom, 8 de julho em Najaf e Karbala, e 9 de julho em Mashhad, cidade no nordeste do Irã, terra natal de Khamenei. Ele será sepultado no Santuário do Imam Reza, um dos locais mais sagrados do Islã xiita.
Em tempo: estou usando véu, em sinal de respeito aos preceitos religiosos xiitas. Também me visto de forma respeitosa em relação dos preceitos religiosos quando compareço a cerimônias católicas, evangélicas, judaicas ou do candomblé. Mas, andando pela cidade de Teerã, vi muitas (muitas mesmo) mulheres sem véu. Trata-se de um sinal evidente de distensão da norma.
Por Laura Capriglione é enviada especial a Teerã, para a TVT e Jornalistas Livres
Geral
O caso Mariana Ferrer, por Honoré de Balzac
Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.
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6 anos atrásem
07/11/20O caso Mariana Ferrer por Honoré de Balzac
Por Dirce Waltrick do Amarante*
Quando o escritor francês Honoré de Balzac teve acesso ao vídeo da audiência de Mariana Ferrer, ele decidiu escrever o Código dos homens honestos, isso nos idos de 1875, mas só agora estou tornando públicas suas palavras, que estavam sob segredo de justiça.
Em uma análise bastante rigorosa, Balzac lembra, em primeiro lugar, que sabemos perfeitamente bem que “em princípio, ficou estabelecido que a justiça seria para todos, mas […]” . A tradução é de Léa Novaes, pois Balzac tinha dificuldade em escrever em português.
Dito isso, ele fala da figura do procurador. Em tempos idos, diz Balzac, os procuradores “levavam tão a sério o interesse de um cliente que chegavam a morrer por eles”. Além disso, eles “nunca frequentavam a sociedade”, e se a frequentassem eram vistos como “monstros”, mas hoje, “hoje tudo está monetarizado: já não se diz que Fulano foi nomeado procurador-geral, vai defender os interesses de sua província […]. Não, nada disso; o senhor Fulano acaba de conquistar um belo posto, procurador-geral, o que equivale a honorários de vinte mil francos […]”.
Balzac ia falar da figura do juiz e do defensor público, mas depois de tudo que assistiu ficou sem as palavras justas para descrevê-los.
Então, o escritor francês decidiu se debruçar sobre o papel do advogado, que “frequenta bailes, festas […] despreza tudo o que não é elegante”. E, diz Balzac, “Justiça seja feita aos advogados […]! São os decanos, os chefes, os santos, os deuses da arte de fazer fortuna com rapidez e com uma sagacidade que os torna merecedores de muitos elogios”.
Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.
Não citei na íntegra o texto do Balzac, porque foram esses os únicos fragmentos aos quais tive acesso, os outros foram apagados.
*Formada em Direito, em 1992, na Universidade Federal de Santa Catarina
Geral
O show de Trump: renovação ou cancelamento?
A eleição nos EUA e o destino da democracia na condição atualista
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6 anos atrásem
06/11/20por
Aloisio MoraisNos EUA voto popular não significa vitória. Biden terá mais votos do que Trump e ainda assim o resultado da eleição continuará indefinido por algum tempo. Apesar dos descalabros que marcaram a gestão Trump antes e durante a pandemia, o seu desempenho na atual corrida eleitoral será muito forte.
Mateus Pereira, Valdei Araujo e Walderez Ramalho, professores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em Mariana, MG
A disputa está sendo muito mais acirrada do que era inicialmente previsto pela maior parte dos institutos de pesquisa e da mídia americana, embora a cautela e o medo nunca deixaram de estar presentes. Sob esse ponto de vista, as eleições deste ano são como uma repetição do que vimos em 2016, ainda que o resultado possa ser a derrota eleitoral para Trump. Em 2016 foram os democratas que denunciaram a interferência russa, agora é o presidente-agitador que se apressa em questionar a legitimidade do pleito, sem mostrar nenhuma prova. Sabemos que no ambiente do atualismo provas têm como base apenas convicções.
Um sistema eleitoral que sobreviveu por séculos, sem grandes mudanças, pode ter se tornado obsoleto desde a eleição de Bush, em 2000. Um lembrete do possível declínio da democracia americana: das últimas oito eleições presidenciais desde 1992, os democratas venceram no voto popular as últimas sete, mas em apenas quatro ocasiões ganharam o colégio eleitoral e fizeram o presidente.

Acreditamos que as eleições nos EUA são um exemplo do confronto entre duas estratégias e duas concepções sobre fazer política: de um lado, Trump e sua promessa de eterna atualização da atualidade em modo nostálgico; e Biden, com sua aposta moderada no cansaço na agitação atualista que seu adversário republicano encarna e radicaliza, e a retomada da política em moldes liberais. Essa retomada é feita sem uma crítica efetiva ao modelo neoliberal abraçado pela cúpula do partido democrata. Uma aposta radical, como Sanders, teria se saído melhor? É difícil dizer, mas tudo leva a crer que não, tendo em vista o complicado xadrez do voto estado a estado.
A escolha entre as duas estratégias/concepções se mostrou muito mais difícil e apertada do que se imaginava. A tal “onda azul” anunciada por parte da imprensa estadunidense esteve longe de acontecer. De fato, Trump se mostrou eleitoralmente muito mais forte do que os analistas supunham. Considerando que esta não é a primeira vez que os institutos de pesquisa falharam em captar esse movimento no eleitorado americano, e considerando também que fenômeno semelhante ocorreu no Brasil em 2018, coloca-se a questão de saber se as tradicionais pesquisas de opinião tornaram-se de alguma forma obsoletas em um mundo atualista. Esse quadro muda pouco, mesmo com uma eventual vitória de Biden ou pior, com uma inconveniente reeleição de Trump.
São vários fatores que devem ser considerados para avaliar essa questão. Os próprios institutos se apressaram a ensaiar algumas explicações ao público. O diretor da Trafalgar Group, Robert Cahaly, afirmou que muitos eleitores “esconderam”, como já havia acontecido, sua preferência por Trump por algum receio ou constrangimento social.[1] Não podemos desconsiderar algum tipo de boicote/sabotagem dos eleitores republicanos, já que na retórica do trumpismo as pesquisas de opinião fazem parte da mídia vendida. Outros recorreram à justificativa de que as pesquisas anteriores representavam apenas fotografias do momento específico em que as entrevistas foram feitas, e não o que se poderia esperar na eleição propriamente dita. Isso poderia ter sido de fato observado pela tendência de redução da vantagem de Biden nos últimos 15 dias. Afinal, o episódio da contaminação de Trump e sua rápida recuperação pode ter tido um saldo positivo, ao menos na mobilização de sua base, como já havíamos especulado em coluna anterior.
Aceite-se ou não essas justificativas, fato é que os institutos de pesquisa sairão dessas eleições com sua credibilidade e imagem pública mais arranhadas, sobretudo diante das especificidades do sistema eleitoral americano. Como afirmamos, muitos fatores concorrem para esse desgaste. Um deles está relacionado à condição atualista que caracteriza o nosso presente e como cada um dos candidatos se coloca frente a tal condição.

Trump é um político bastante sintonizado com o ambiente da comunicação atualista onde as provas dispensam comprovação factual. Seja nas redes sociais, seja em seus concorridos comícios, o presidente se revela um comunicador difícil de ser batido. Dentre os aspectos associados à condição atualista, destacamos a intensidade e velocidade sem precedentes do fluxo de notícias, em detrimento dos protocolos de verificação e checagem da informação veiculada. Esse ambiente infodêmico[2] é particularmente fértil para a produção de desinformação e sua disseminação como misinformação.[3] Além das informações imprecisas, para não dizer apenas falsas, que a infodemia trumpista ajuda a difundir, é preciso levar em consideração a agitação/ativação que produz. É como se a oposição se agitasse confusamente e a base trumpista se ativasse a cada um de seus comentários polêmicos. Assim, o uso constante das redes sociais para disseminar fake news ou comentários faz com que, seja de modo positivo ou negativo, o presidente esteja sempre no foco da mídia. O acúmulo de notícias sobre suas falas ou atos inconsequentes faz com que seja difícil recuperar qual foi o absurdo dito ou feito na semana anterior. Na condição atualista há um valor excepcional em estar mais atualizado (e exposto) que o seu adversário.
Ainda assim, a manipulação das fake news como ferramenta política supõe uma linguagem organizada para se tornar eficaz. Essa afirmação pode soar chocante à primeira vista: como podemos atribuir coerência a um discurso fundamentado em desinformação e que frequentemente e sem o menor pudor afirma hoje o contrário do que disse ontem, como o exemplo do uso de máscaras na pandemia?[4] O ponto aqui é que a condição atualista coloca muitos obstáculos para que o passado, mesmo o mais recente, seja trazido à reflexão. Assim, quando confrontados com suas próprias contradições, políticos atualistas como Trump e Bolsonaro simplesmente atualizam suas narrativas e afirmações quando as anteriores se tornam insustentáveis. Com muita frequência, os seus discursos mudam em função da conveniência da atualidade, sem a mínima necessidade de se prestar conta da contradição com o que eles mesmos diziam no dia anterior.
Essa estrutura atualista do discurso político só se torna eficaz, porém, no interior de uma linguagem organizada e facilmente identificável pelo público que a compartilha, no interior de uma condição material de reorganização do mundo do trabalho e do capital. A crise de 2008, concentração de renda, neoliberalismo, capitalismo de vigilância e a formação do atual “precariado” são elementos, dentre outros, fundamentais para entender a emergência de líderes que governam e são eleitos por pequenas maiorias mobilizadas pela historicidade e ideologia atualista. Só assim podemos entender a força de Trump na eleição independente do resultado final, ainda que sua derrota interesse a todos os democratas do mundo.

Trump lança mão de artifícios retóricos quando confrontado com suas afirmações evidentemente baseadas em mentiras e contradições, de tal maneira que ele consegue, mesmo em tais situações, transmitir e reforçar o código entre o seu público. O código se estrutura em uma lógica antagonista, na qual o portador é sempre vítima de perseguição por parte do establishment e da imprensa vendida para a “esquerda corrupta” ou as corporações globalistas.
O ponto principal a ser considerado é que para ser politicamente eficaz não é necessário que o código seja compartilhado por todos; mas que seja continuamente ativado junto aqueles que já o compartilham. Por mais que esteja sustentado em desinformações, o fato é que o código é bastante poderoso na ativação de afetos políticos centrais como o medo, ódio e ansiedade, vetores de forte engajamento e agitação política que Trump e Bolsonaro sabem tão bem promover.
O sucesso dessa estratégia se coaduna com a popularização das redes sociais e dos smartphones, bem como das novas tecnologias de processamento de dados manipulados para fins políticos. Nesse contexto, tornou-se possível criar e difundir mensagens sob medida para cada tipo de público, cada indivíduo ou grupo formula suas próprias percepções sobre o mundo a partir de narrativas (códigos) que não mais precisam ser expostos publicamente a todos para serem eficazes. Após alguns reconhecimentos iniciais, os algoritmos se encarregam de abastecer-nos das notícias que nos mobilizam, sempre com o mesmo teor e formato. Reforça-se, assim, o fenômeno das “bolhas”.[5] Esses códigos podem circular de forma subterrânea, de tal modo que o que parece absurdo e chocante para uns, é perfeitamente aceitável e normalizado para outros.
Esse ambiente de circulação de notícias e códigos é condizente com a ordem atualista de nosso tempo e, ao nosso ver, é um fator importante a ser considerado no desempenho surpreendente de Trump nestas eleições. E um dos preços a se pagar para tal sucesso é a radicalização do clima de agitação que tem marcado a nossa época. Esse quadro tem resultado inclusive em distúrbios psicológicos cada vez mais comuns, como o “transtorno do estresse eleitoral”, que segundo estimativas afeta sete em cada dez cidadãos estadunidenses.[6]

Os políticos atualistas claramente não se importam em pagar esse preço, na verdade eles têm lucrado com isso. Mas, ao fim e ao cabo, eles não podem evitar completamente os efeitos colaterais de suas apostas. Agitação e dispersão geram também cansaço no eleitorado. Biden e os democratas tomaram esse efeito como vetor de suas estratégias para estas eleições. Frente à irrefreável agitação de Trump, Biden se vendeu como a opção mais “centrista”, de moderação e convergência. A divergência entre as duas estratégias foi mais uma vez demonstrada logo após o fechamento da votação: enquanto Trump se apressou em declarar-se vencedor e dizer que irá judicializar a eleição em caso de derrota, Biden classificou tal postura como “ultrajante” e pregou calma aos seus apoiadores[7].
Mesmo que a vitória do democrata seja confirmada, é inegável que o preço desse lance foi bastante alto. A imprensa americana noticiou como parcelas importantes do eleitorado negro, que o próprio Biden afirmou ser “a chave para a vitória”, relataram estarem pouco motivados a votarem no candidato democrata.[8] O mesmo ocorreu entre parte do eleitorado hispânico, em especial na Flórida e no Texas. O conservadorismo nos costumes, a adesão a denominações evangélicas que tem crescido entre hispânicos e a tradição anticomunista dos cubanos, e agora também venezuelanos, na Flórida, são fenômenos a serem considerados. Enquanto fechamos essa coluna Trump ainda lidera na Pensilvânia, estado no qual o operariado branco migrou dos democratas para o trumpismo. No último debate, Biden acabou por reconhecer que teria que acabar com a exploração do altamente poluente gás de xisto, o que foi imediatamente explorado por Trump: “Eis uma declaração importante”, ironizou o presidente. Caso perca por margem apertada na Pensilvânia, onde os trabalhadores dessa indústria são amplamente sensíveis ao tema, talvez essa declaração tenha custado a eleição.
Para entender melhor essas flutuações teríamos que fazer algo pouco praticado durante a campanha, uma avaliação retrospectiva fundada em boa informação acerca das políticas públicas implementadas por democratas e republicanos, em especial nos governos Obama e Trump. O apoio ao republicano não é apenas resultado da mágica da comunicação, deriva também da tibieza das políticas democratas e dos acertos de Trump. Reforma do sistema criminal, política externa menos intervencionista, foco na economia e na criação de empregos, com bons resultados, ao menos até a pandemia.
A decisão das eleições primárias do Partido Democrata em nomear um candidato “centrista” para concorrer nessas eleições – ao contrário de uma opção mais radical do populismo de esquerda como Bernie Sanders – foi importante para unificar o partido (em especial o seu establishment) e angariar o apoio do eleitorado “cansado” da agitação radicalizada. Por outro lado, a figura moderada de Biden não se mostrou capaz de promover um grau de engajamento e mobilização do público à altura do seu adversário agitador, nem está claro ainda se seu discurso de união nacional conseguiu atrair eleitores de Trump. Essa diferença é importante em um contexto onde o voto não é obrigatório e, no caso particular das eleições deste ano, ainda mais desencorajado pela pandemia do coronavírus.
Mesmo assim, a moderação pode ter sido eficaz para para derrotar a agitação, mas não para desativá-la. E ainda não podemos assegurar como os EUA sairá dessas eleições, pois Trump continua sendo quem é. Há ainda o risco de o agitador perder e não aceitar sair, e as consequências disso poderão ser catastróficas. E mesmo que ele saia, o trumpismo – o negacionismo, o anti-esquerdismo, o desejo de retorno a um passado glorioso e mítico – ainda permanecerá em parcelas consideráveis da população.

O que tudo isso ensina para o campo democrático brasileiro, que tem de enfrentar a sua própria versão de agitador atualista? Desde o início da votação nos EUA, Bolsonaro disparou freneticamente uma série de tweets ressoando as alegações infundadas de seu ídolo sobre as eleições serem “fraudadas” a favor dos democratas, o que seria um risco para a “liberdade” e para o Brasil. Afinal, nosso agitador atualista tupiniquim sabe bem que a permanência de Trump é uma força de sustentação fundamental para ele. As relações entre EUA e Brasil deixaram de ser uma relação entre Estados, mas sim uma relação de “amizade” (leia-se emulação e, do nosso ponto de vista, subserviência) entre os chefes de turno da Casa Branca e do Palácio do Planalto.
Assim, e seguindo o estilo atualista de fazer política, Bolsonaro ressoa as afirmações sem fundamento de Trump, sem se preocupar com a veracidade e desprezando o princípio diplomático básico da impessoalidade. Mas Bolsonaro também tem seu próprio código “alternativo”, cujo enfrentamento é a tarefa prioritária das forças democráticas no Brasil, que deverá avaliar e tomar suas próprias escolhas para vencer o confronto. Assim como o trumpismo, nos Estados Unidos, o bolsonarismo é um fenômeno que não necessariamente depende da permanência de Bolsonaro no poder: ele mobiliza parcelas consideráveis da população através de seus discursos, que defendem o conservadorismo nos costumes, o liberalismo na economia, a luta contra “o sistema”, a religião e a admiração pelo militarismo.
Será que a aposta moderada e centrista será suficiente para derrotar o bolsonarismo aqui? Mesmo que por pouco? Ou, em nosso contexto particular, faz-se necessário redobrar a aposta na radicalização pela via da esquerda? Mesmo que a vitória de Biden seja confirmada, ainda não está claro qual das duas vias parece a mais indicada para o Brasil. Enfim, tudo indica um destino trágico da democracia liberal de “pequenas maiorias” em tempos de agitação atualista. Sem negar a nossa atual realidade, cabe a nós pensar e imaginar alternativas, por mais difícil que pareça ser em nosso atual nevoeiro e impregnados por uma sensação de asfixia. Além disso, a lentidão com que a apuração avança em alguns estados decisivos promete nos deixar hipnotizados pelos mapas eleitorais na expectativa da atualização decisiva.
(*) Mateus Pereira e Valdei Araujo escreveram o Almanaque da Covid-19: 150 dias para não esquecer ou o encontro do presidente fake e um vírus real com Mayra Marques. Ambos são professores de História na Universidade Federal de Ouro Preto, em Mariana (MG). Também são autores do livro Atualismo 1.0: como a ideia de atualização mudou o século XXI e organizadores de Do Fake ao Fato: (des)atualizando Bolsonaro, com Bruna Klem. Walderez Ramalho é doutorando em História na mesma instituição. Agradecemos à Márcia Motta e ao grupo Proprietas pelo apoio e interlocução nesse projeto.
[1] https://noticias.uol.com.br/colunas/thais-oyama/2020/11/04/o-eleitor-oculto-de-trump-e-o-novo-erro-dos-institutos-de-pesquisa.htm
[2] PEREIRA, Mateus; MARQUES, Mayra; ARAUJO, Valdei. Almanaque da COVID-19: 150 dias para não esquecer, ou a história do encontro entre um presidente fake e um vírus real. Vitória: Editora Milfontes, 2020.
[3] Usamos aqui um neologismo para dar conta da diferença que em inglês é mais clara entre a produção deliberada de notícias falsas (disinformation) e sua disseminação involuntária (misinformation).
[4] https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/07/20/trump-muda-discurso-e-agora-diz-que-usar-mascara-e-patriotico.htm
[5] EMPOLI, Giuliano Da. Os engenheiros do caos: como as fake news, as teorias da conspiração e os algorítimos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. São Paulo: Vestígio, 2019.
[6] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/10/quase-sete-em-cada-dez-americanos-relatam-transtorno-do-estresse-eleitoral.shtml
[7] https://br.noticias.yahoo.com/em-pronunciamentos-biden-prega-calma-e-trump-faz-acusacao-de-roubo-065922289.html
[8] https://www.aljazeera.com/news/2020/9/12/biden-battles-trump-lack-of-enthusiasm-among-black-voters
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Soriano de Mell
01/12/19 at 14:51
Esse assassino tem q ser preso . Tb o sujeito q jogou um transeunte num caminhao e a vitima teve traumatismo craniano em SP capital tb tem q estar preso . E quem mandou matar Celso Daniel e as demais testemunhas da tortura e morte , e tb quem mandou matar o Toninho do pt ex prefeito de Campinas e os 8 sindicalistas não alinhados com o pt e tem o Eduardo Campos e o Teori Zavaski, …
Todos tem q pagar pelos seus atos .
Paulo Mauricio Ruas (@pmruas)
01/12/19 at 18:15
Todas as minhas férias passava em Balneário Camboriú com minha família. Cheguei a comprar um apartamento nesta cidade. Porém, nos últimos anos esta cidade ficou perigosa. Portanto, as pessoas que respeitam o seu semelhante devem evitar Balneário Camboriú.
Leila
01/12/19 at 19:43
Que coisa horrivel!!!
Uma tristeza… é preciso reagir contra a barbárie. O ódio , a incapacidade de respeitar o outro, a covardia levaram o indivíduo a cometer o assassinato.
Odara Manu
01/12/19 at 20:39
E o idoso não tem família pra vingar.
Rico Matteucci
02/12/19 at 8:42
Balneário Camboriú virou o reduto de fascistas, racistas, apoiadores de milicianos. E como todos os hipócritas, esses seres vão as igrejas aos domingos, amam o dinheiro, a desigualdade social e a violência!
Guilherme Storch Neto
02/12/19 at 22:12
O idoso deve ter família sim, mas qualquer atitude de vingança leva a mais revolta..erradissimo o juiz que o pos em liberdade, se ele tem bons antecedentes, no momento que ele praticou a barbárie , ponto final nos bons antecedentes, agora São maus..