As plumas brancas que fogem do céu de minha pátria

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Vieram em dez naus e três caravelas, trazendo  1500 pessoas. Invadiu-se a terra dizendo que era descoberta, coisa sem dono. Colonizaram povos diversos.

Tantos séculos decorridos e anunciam desejos de nova expansão sobre as etnias.

Caminhada dos povos indígenas durante o 14º Acampamento Terra Livre, em 2017.

O presidente chama de farra o enorme empenho dos indígenas a se reunirem na capital, todos os anos, em abril. O Acampamento Terra Livre, após quinze edições, é chamado de encontrão de índios, por Bolsonaro. Diz que é público o dinheiro e suor para organizar tal mobilização.

Nem sei se pensa o ex-capitão. Desaforo não é pensamento, é acinte. 

Quer ser marujo ou bandeirante a conquistar novas terras?  

Querem também cancelar a Conferência Nacional de Saúde Indígena, esvaziar o mês de maio de toda palavra, canto ou conversa sobre a saúde do índio.

O que teme o poder? O debate, a vida?

 A terra em transe, o santo guerreiro, o dragão da maldade.

imagens por Helio Carlos Mello©

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