Arraial da Favelinha – cultura, resistência e conexão

Muito forró e funk. Essa foi a mistura a noite toda no Arraial da Favelinha, realizado na noite de sábado no Aglomerado da Serra. E que mistura. Todos ali...

Muito forró e funk. Essa foi a mistura a noite toda no Arraial da Favelinha, realizado na noite de sábado no Aglomerado da Serra. E que mistura. Todos ali dançaram. “Conexão entre o morro e o asfalto”. Das mais intensas e recíprocas.

A que mais impressionou talvez  tenha sido uma menina linda, de no máximo uns 8 anos, que mandava muito na dança. Todos queriam aprender o funk com ela. Os Passistas Dancy e os Passistas Mirins mandaram muito no Passinho Foda, modalidade que tem sido bastante praticada na comunidade, com oficinas gratuitas aos sábados, oferecidas pelos veteranos Passistas Dancy.

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Foto: Sô Fotocoletivo

O Centro Cultural Lá da Favelinha mais uma vez realizou uma festa para a comunidade e para quem quisesse chegar. Kdu dos Anjos, que coordena o centro, fazia a animação da noite. A noiva chegou e ele anunciou que o arraial estava oficialmente inaugurado. Não que o funk e a música “caipira” já não estivessem animando os presentes.

Foto: Sô Fotocoletivo

O grupo de dança”Lá da Favelinha” apresentou sua quadrilha, animada e ensaiada. De vez em quando Kdu falava ao microfone: é o arraial! E todos gritavam de volta: Da Favelinha!

A música se revezava entre forró e funk. Ninguém pareceu se perder no ritmo. Além da música e da dança, tinha caldos, decoração e uma fogueira foi improvisada.

Foto: Sô Fotocoletivo

Mesmo sem uma das atrações (o MC Rapadura veio do Ceará exclusivamente para o Arraial Da Favelinha mas não pode se apresentar devido à voz prejudicada), a festa foi de completa alegria. Estava frio, um vento cortante no alto do morro, mas o calor humano foi suficiente pra deixar todos à vontade.

Depois das apresentações  dos artistas da comunidade, a rua ficou tomada de pessoas dançando. E quem ainda pensa que funk não é cultura, deveria visitar uma comunidade qualquer dia. Principalmente nos locais onde há centros culturais. Estão cheios deles nas favelas desse Brasil.

Foto: Sô Fotocoletivo

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