Transmissão do coronavírus diminui com quarentena

Médico brasileiro explica em conferência do BRICS que a transmissão diminuiu pela metade

Durante a conferência Prevenção do Coronavírus nos Municípios BRICS, que ocorreu online no dia 30 de março, os países membros da organização discutiram o que pode ser feito (e o que já está sendo feito) para conter a transmissão do vírus.

A lição da China foi: ‘testem, testem, e testem. ‘ – Explicou Meng Qingbo, médico chefe da província de Jilin, que também afirmou que não há novos casos da doença, a não ser de estrangeiros recém chegados ao país. Ele também relatou que o objetivo da China é construir um hospital novo em cada cidade para que os casos de coronavírus sejam tratados em locais isolados.

Os chineses se ofereceram para auxiliar os membros do BRICS em relação aos testes, afirmando que já criaram oito tipos diferentes, e que todos foram verificados por diversos organismos internacionais.

Tanto a Índia, Brasil e África do Sul, estão procurando ajuda financeira para lidar com a crise atual, e demandaram auxílio do BRICS, como foi ressaltado tanto por Purina Anand, representante indiana e presidenta do BRICS International Forum, quanto por Álvaro Sedlacek, ex-presidente da Agência Desenvolve São Paulo.

No caso do Brasil, os especialistas explicaram que os hospitais de campanha que estão sendo construídos, como no caso do Sambódromo do Anhembi e no Estádio do Pacaembu, também servirão para que os pacientes já recuperados possam manter uma distância segura.

O doutor Carlos Cruz, presidente da Associação Paulista de Municípios, explicou que no Brasil ‘há um entendimento que os municípios são a linha de frente no combate à epidemia. Nós temos três principais preocupações:

  1.  Saúde das pessoas
  2.  Não deixar que ocorra o desabastecimento
  3.  Estudar os casos dos outros países ao máximo para conter os efeitos na economia’

Já o doutor Cândido Vaccarezza, diretor do Departamento Técnico do Hospital Municipal de São Paulo Dr. Inácio Proença Gouvêa, relatou o surpreendente número de que, em apenas duas semanas de confinamento, a taxa de transmissão no Brasil, que antes era de 1 para 6, ou seja, uma pessoa doente infectava 6 outras, agora passou para 1 para 3, diminuindo pela metade: uma pessoa infectando três outras.

Para que possamos combater o vírus é necessário que a quarentena seja mantida e que testes sejam feitos, a taxa de transmissão do vírus já diminuiu, agora precisamos manter essas medidas.

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Um comentário
  • Camila Tenorio Cunha
    4 abril 2020 at 8:37
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    Muito bom, ou seja, o confiamento está adiantando, já que o médico de SP disse: “(…) que, em apenas duas semanas de confinamento, a taxa de transmissão no Brasil, que antes era de 1 para 6, ou seja, uma pessoa doente infectava 6 outras, agora passou para 1 para 3, diminuindo pela metade: uma pessoa infectando três outras.”
    Que o confinamento continue e ue as universidades públicas continuem ajudando fabricando testes

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