Torcedores antifascistas: Heróis da Resistência, Povo em Luta, nossos Panteras Negras

Ensaio do fotógrafo Felipe Corvello @felipecorvellodp mostra a luta dos antifascistas contra a opressão policial que bombardeava o povo pobre enquanto protegia os bolsonaristas

Adeus Orgulho Branco Vocês só escolhem os fracos Vocês só são fortes em grupos Não fazem merda nenhuma sozinhos Só escolhem as minorias Escória da direita Vocês não tem espaço na nossa cena Escória da direita Nós vamos ensiná-los como os verdadeiros skinheads são Vocês são a doença da nossa geração Vocês estão infestados em qualquer nação Vocês são uma praga da nossa sociedade Vocês são nossos mais odiados inimigos Escute o que temos a dizer Adeus orgulho branco Somente o que temos a dizer Adeus orgulho branco Adeus adeus orgulho branco Adeus orgulho branco
Adeus Orgulho Branco Vocês só escolhem os fracos Vocês só são fortes em grupos Não fazem merda nenhuma sozinhos Só escolhem as minorias Escória da direita Vocês não tem espaço na nossa cena Escória da direita Nós vamos ensiná-los como os verdadeiros skinheads são Vocês são a doença da nossa geração Vocês estão infestados em qualquer nação Vocês são uma praga da nossa sociedade Vocês são nossos mais odiados inimigos Escute o que temos a dizer Adeus orgulho branco Somente o que temos a dizer Adeus orgulho branco Adeus adeus orgulho branco Adeus orgulho branco

Neste domingo (31/5) em São Paulo, torcedores do Corinthians, do Palmeiras, do Santos e do São Paulo estiveram juntos e misturados na avenida Paulista, em defesa da Democracia e contra o fascismo e a Ditadura. O povo foi com suas camisetas, bonés, baterias e gritos de guerra. Foram de metrô, de ônibus, foram de carona. E foram. Junto deles, militantes anarquistas antifascistas. Heróis!

E eles encheram o domingo de esperança, de luta e de resistência. “A Periferia não apoia Ditador”, gritavam em uníssono.

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Era o povo pobre, periférico, muitos negros, muitas mulheres, levantando bem alto a faixa “Somos pela Democracia!” Somaram-se os trabalhadores desempregados que vivem como recicladores nas ruas, a maioria carregando sacos de latinhas vazias de refrigerante e cerveja, que acabavam de ser recolhidas do lixo e do chão. Nenhum dos que entrevistamos tinha conseguido sacar o benefício emergencial de R$ 600, apesar de viverem em condições mais do que precárias.

Neonazistas na Avenida Paulista, defendendo Bolsonaro

Os apoiadores de Bolsonaro, que também estavam na avenida Paulista, não escondiam suas intenções sinistras: querem acabar com a Democracia no Brasil. Seu propósito é entregar todo o poder ao seu “Mito”, que já prometeu “matar uns 30.000”, para completar o serviço assassino da Ditadura Militar.

Eram poucos, não passavam de 100 gatos pingados gritando contra o STF, contra o comunismo, contra a Rússia, contra a China, contra a imprensa, contra Moro. Só Bolsonaro serve para esses fanáticos do autoritarismo e da opressão.

Uma dondoca já de cabelos brancos trajava camiseta em que se lia: “Foda-se”, em letras garrafais. Ódio puro. Outra portava uma máscara com as listras e estrelas da bandeira americana. Amarrada na cintura, ela levava uma bandeira do Brasil que arrastava no chão. Na mão, a mulher carregava um taco de beisebol em que estava escrito “Rivotril”. Significa que, como o calmante poderoso, o taco põe as pessoas para dormir. Violência explícita. Os apoiadores de Bolsonaro xingavam muito (e aos berros) o grupo antifascista, que estava a um quarteirão de distância.

PM protege fascistas e ataca com milhares de bombas os torcedores antifascistas

Entre a pequena aglomeração fascista e a grande concentração antifascista perfilava-se uma linha de contenção, formada pela Polícia Militar do governador João Doria Junior. Era curioso ver que a PM ficou o tempo todo encarando as torcidas de forma ameaçadora enquanto dava as costas para o pequeno grupo fascista. “A polícia militar virou segurança de fascista, uma vergonha”, reclamou um corinthiano indignado com a diferença de tratamento entre os dois grupos.

Provocadores bolsonaristas entravam na concentração das torcidas antifascistas, para arrumar briga. Eram rechaçados e voltavam para seu grupo. Numa das vezes, entretanto, a PM atacou. E começou a violência. Milhares de bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, de balas de borracha foram disparadas contra os antifas, que respondiam à injusta agressão da PM com pedras. Como Davis contra os Golias da PM. Alguns dançavam na frente das tropas ameaçadoras. Outros protegiam-se com placas de compensado, usadas como escudos. Durou quase duas horas o ataque policial aos jovens antifascistas, que não arredavam o pé da avenida Paulista.

E assim o povo pobre mostrou que, contra o fascismo, não pode haver hesitação. É todo mundo junto e misturado, lutando com coragem e amor pela liberdade.

Coragem, neste domingo, foi o sobrenome de cada um dos torcedores do Corinthians, do Palmeiras, do Santos e do São Paulo que foram para a avenida Paulista defender a Democracia.

Que os partidos políticos de oposição a Bolsonaro entendam a mensagem desses jovens e destemidos heróis democratas.

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Um comentário
  • Marlúcia Paiva
    1 junho 2020 at 17:56
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    Orgulhosa de vocês , antes de serem torcedores de um time, vocês brasileiros cientes do seu valor, de seus direitos. Bota pra correr essa elite branca, vagabunda, a exemplo dessa vadia que estava com a bandeira dos EUA no rosto e a bandeira do Brasil arrastando no chão. Parabéns pela coragem

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