Rastro Vermelho na praça e nas ruas

Iniciativas como o espetáculo político/teatral “Rastro Vermelho” grupo teatral Estudo de Cena, precisam ser incentivadas, multiplicadas… Atividades em espaços públicos como essa, renovam as energias e reavivam a esperança.

Inspirados no Teatro do Oprimido de Augusto Boal o grupo, composto por aproximadamente 20 atores, com muita música, declamação de poesias, performances em praça pública, ganhou as ruas para denunciar o momento que estamos vivendo, reavivar a memória de lutas e reforçar a a utopia de um mundo melhor.

Em cortejo da praça da Vila Buarque e pela Consolação, finalizando no teatro de Arena, chamaram a atenção de maneira simbólica, para a dinâmica e força da natureza, da vida e de elementos que a constituem: ar, fogo, água, terra, onde se travam as lutas, ressaltando a importância do chão em que se pisa e da memória como fio condutor  da vida, em constante movimento.

“Eu canto a aurora… A ruína é progressiva, em nosso caminho um labirinto de pedras, só a solidariedade pode abrir caminhos. Sem a nossa imaginação nunca chegaremos ao lugar esperado. Ficaremos aprisionados nas muralhas de pedra que nos trazem sinais da morte. Estamos na ponta da rua, estamos vendo a rua se fechar, enxergamos a fumaça da pólvora, a corneta bradar… Eu vi Antônio Conselheiro no sertão que o mundo esqueceu, cercado de tanta polícia, Canudos não se rendeu… Cercado de tanta polícia, fascistas não passarão…”

“A gente busca raiz de quem tem brilho no olhar, olha o jardim onde está o sol, ver a memória, ver a semente do que está por vir, esta terra será de toda gente, de muita luz e de sol…”.

No teatro de Arena foi entregue a Cecília Boal, uma caixa com cápsulas de sonhos para daqui a cem anos. Sob a mística daquele teatro de tantas resistências, ergueram-se as vozes por liberdade e por direitos.

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