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Floresta – Tarsila do Amaral -1929/ óleo sobre tela-63.90 cm x 76.20 cm, Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (SP).

Logo cedo, assim acordado, pensei na palavra surpresa. Sonhara que pisavam no canteiro, impediam flores, frutos tão doces. Plantavam grãos na terra, algodão, açúcar e álcool para os homens. Cortavam pau, vendiam ouro e gemas.

Havia ventania e tempestade em meu sonho, tanto trabalho tornara-se um vão, uma lacuna, tempo desperdiçado durante a maturidade.

Não é, afirmo desperto.

Não desanimo, medito, reciclo a cartografia. Não esqueço aquela imagem e voz na tv branco e preto: o breve passo, um grande salto.

Terra é palavra de chão, a história é fardo, pesagem e passagem. Não teremos abelha, não teremos borboleta, não teremos beija-flor nem papa-mel, e daí?

Pé na estrada, estradão, nosso lugar de espera. O verbo esperançar, nossa mandinga.

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