Por que eles querem tomar o poder: Prouni

Foto-ilustração de Joana Brasileiro sob imagens de Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil/fotospublicas e Gilberto Marques/Portal do Governo do Estado.

A gente sempre reclama da baixa escolaridade do nosso povo. E critica a qualidade da educação no nosso país. Mas a verdade é que nossos governantes nunca se preocuparam em oferecer oportunidades às pessoas de baixa renda para que continuassem seus estudos.

Uma família que não consegue ter renda suficiente para comer, nunca vai conseguir, sem ajuda, formar seus filhos. Eles precisam começar a ganhar dinheiro muito cedo para ajudar em casa e, nem por sonho, chegarão a uma universidade. Nas famílias em que essas necessidades básicas passaram a ser atendidas, os filhos começaram a ficar mais anos na escola. Mas, ainda existia uma barreira grande a vencer: o custo da faculdade.

Esse quadro, que já durava mais de século, começou a mudar com algumas ações tomadas nos últimos anos. A maioria do povo brasileiro concordou que era preciso dar mais oportunidades às pessoas de renda mais baixa.

Na área da Educação, houve mudanças importantes, mas queria focar em um programa específico: o Prouni.

O Prouni é o Programa Universidade para Todos, que foi criado em 2005, para dar bolsas de estudos integrais e parciais para estudantes de famílias de baixa renda. Aqueles alunos que são de famílias com renda até um salário mínimo e meio por pessoa podem concorrer a bolsas integrais para uma faculdade particular. Para as bolsas parciais, a renda familiar não pode ultrapassar três salários mínimos por pessoa.

Sabe quantas bolsas foram concedidas já em 2005? Foram 112 mil. E no ano passado, ano duro de recessão, foram 339 mil bolsas. São muitos os relatos que ouvimos todos os dias de famílias que têm, pela primeira vez, um filho ou uma filha formado em uma universidade. Gente que tinha vontade de estudar e, quando a ajuda veio, seguiu seu rumo até a formatura.

Mas, infelizmente, o Prouni está ameaçado, assim como muitos outros programa sociais. Está em curso um tentativa de derrubar a presidenta eleita democraticamente e, desse modo, parar com ao avanços que tivemos nos últimos anos.

Armínio Fraga, que seria ministro de Aécio Neves, é cotado para o Ministério da Fazenda, caso Michel Temer assuma no lugar de Dilma. Ele disse com todas as letras ao jornal O Estado de São Paulo (13/09/2015) que “medidas irresponsáveis do ponto de vista fiscal vêm sendo aprovadas, como o Plano Nacional de Educação”.

O que ele quis dizer com isso? Que na opinião dele o governo deve gastar menos em educação. Mas, aqui entre nós, desde quando gasto em educação é irresponsável? O que eles querem não é tirar a Dilma por corrupção ou por incompetência. Querem fazer o Brasil voltar ao passado, quando, nem em sonho, um filho de pobre poderia frequentar uma universidade.

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

Fontes, Falas e Alas

A disputa de narrativas e da opinião pública entre a ala militar, a ala ideológica e as dissidências pela direita e extrema direita no Brasil

Capa

Os inimigos do governo Lula

Os inimigos do governo Lula já fazem perceptível sua presença dentro e fora do governo, instalados em posições importantes.

A cor do golpe

Os discursos de ódio a conta gota, institucionalizaram-se. Eles destilam o ódio a negros, mulheres, LGBTIQIA+, nordestinos e pcd’s.