Para prefeito , grileiro e policial militar podem ter causado incêndio em Alter do Chão

Há meses PF investiga a região e não encontrou indícios de que os brigadistas ou as ONGs estejam envolvidos

Em entrevista ao Brasil de Fato,  Nélio Aguiar (DEM), prefeito de Santarém,  diz que a região do Lago Verde, também conhecida como Capadócia, é alvo de grilagem há mais de uma década, e que a versão mais citada entre os moradores Alter do Chão é a de que o incêndio ocorrido em setembro teria sido causado pelo grileiro Silas da Silva Soares, que está foragido, e seu filho, que atua como policial militar.

MPF-PA e PF investigam há meses a região, e até o momento não encontraram indícios do envolvimento de ONGs ou ambientalistas nos incêndios que ocorreram em setembro. Entenda o caso:

No dia 26 de novembro, os brigadistas Daniel Gutierrez, Gustavo Fernandes, Marcelo Aron e João Victor Romano foram presos pela Polícia Civil do Pará, apontados como principais suspeitos de terem iniciado o fogo em Alter do Chão, com o objetivo de arrecadar fundos para a brigada voluntária em que eles atuam.  O caso teve repercussão mundial e após ser constatada a fragilidade das acusações da polícia, os brigadistas foram liberados no fim da tarde de 28 de novembro pelo mesmo juiz que havia autorizado as prisões, Alexandre Rossi.

Após a repercussão do caso, o governador Helder Barbalho (MDB-PA) determinou a substituição  do delegado responsável.

O grileiro Silas da Silva Soares e seu filho policial militar:

“O Silas é pai de um militar. O filho dele é da Polícia Militar. Por isso que as pessoas comentavam que tinha policial envolvido. Ele [pai] sumiu de Santarém. Ninguém mais sabe o paradeiro dele. Ele é um foragido da Justiça, e ele que era o líder lá”, relata Aguiar. “As pessoas comentavam que o incêndio provavelmente era criminoso e que talvez ele, de onde ele estivesse foragido, pudesse ter ordenado, articulado algum tipo de ação ali para aumentar mais a venda de lotes próximo ao lago de Alter do Chão”, explicou o prefeito à reportagem do Brasil de Fato.

Para o prefeito de Santarém, Silas teria ateado fogo em dois terrenos grilados por ele, para limpar a área, fazer loteamentos e vender.

Entenda o caso em: https://www.brasildefato.com.br/2019/12/03/grileiro-e-filho-pm-causaram-incendio-atribuido-a-brigadistas-no-para-diz-prefeito/

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2 comentários:
  • Ricardo
    4 dezembro 2019 at 9:53
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    Deveriam dar crédito a jornalista que fez a matéria. É o mínimo que deveriam fazer por jornalistas tão atacados no Brasil.

    • Laura Capriglione
      6 dezembro 2019 at 11:02
      Comente

      A matéria que publicamos no nosso site fala da entrevista ao Brasil de Fato JÁ NA ABERTURA! E, depois, no fim, coloca o ENTENDA O CASO, remetendo para O TEXTO DA REPÓRTER, e reforçando a leitura dele, atraindo tráfego para ele. É nossa política dar o crédito para a publicação original. Estamos à disposição para ajudar a divulgar e promover as causas referentes à defesa dos Direitos Humanos, ambientais e sociais.

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