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Eu era tão pequeno quando ouvi pela primeira vez a palavra Amazônia. Recordo meu pai grande lendo jornal impresso, bonitas fotografias. Contava eu cinco anos de idade, era 1969. Era tão grande a palavra que meu pai lia, Amazônia. Gostei pelo som, levava a língua ao céu da boca quando dizia, causava-me agrado.

Palavras vastas são assim, entendi bem quando cresci.

Envelheci hoje, tão curto é o tempo da memória e sua incidência, acidente, percurso. Fico vendo o gatilho do tempo, suas idiossincrasias, som de flauta, acordeon, violão. Nada define que verde é o futuro ou seu inferno, somos apenas um som qualquer, cidadãos num país confuso, entendo agora aos 56.   

Quis entender a palavra, nunca esqueci. Fotografias impressas na primeira página, janelas do mundo, jornais de pai, revistas de mãe.

Nada mudou muito, talvez seja esse o fio que me liga, em momento tão besta e espúrio sentimento, ser homem não basta. O futuro não chegou, é a mesma senda, nosso espírito rasteja em devastação, ainda.

A raça humana e sua lágrima.

País pobre o meu, mesmo sendo tão rico. O que trava esse rumo? Pergunta meu coração que avança mais de 50 anos. Somos o atraso mesmo entre a humanidade da razão?

Presente do indicativo, meta, vazio que ocupa a mente.

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