O tsunami da Educação invade as ruas de Campinas

A cidade do interior paulista se mobiliza contra desmonte promovido pelo Governo Bolsonaro

#TsunamidaEducação - Campinas Largo do Rosário foto: Fabiana Ribeiro | Jornalistas Livres

No início da  manhã,  estudantes da Unicamp  (Universidade Estadual de Campinas) bloquearam  a Avenida Guilherme Campos  que dá acesso  aos campus  da universidade estadual e da Puccamp ( Pontifícia  Universidade Católica de Campinas)  o congestionamento também impactou a Rodovia Dom Pedro I na alça de acesso.

No meio da manhã estudantes, mães, pais, professoras e professoras somados aos trabalhadores e trabalhadoras da educação começaram a ocupar o Largo do Rosário, na região  central da cidade do interior paulista. Por volta das 10h30 a praça estava tomada e a as pessoas começavam a tomar as ruas em torno do Largo do Rosário.  Por volta das 11h os manifestantes seguiram Glicério  em passeata pela Av. Francisco até o Largo  do Pará e de lá desceram pela Rua Barão de Jaguara até a Prefeitura.

A avenida Francisco Glicério, localizada no coração da área central, ficou completamente tomada, quase um quilômetro ocupado por cerca de 15 mil manifestantes segundo a organização. Faixas, cartazes e muitas palavras de ordem marcaram a manifestação em Campinas, os manifestantes  lembravam a estreita ligação da família Bolsonaro com as milícias cariocas. “ Bolsonaro queremos educação! Não somos milicianos que precisa de fuzil”

Protestos em todo país 

É o primeiro grande protesto contra o Governo Bolsonaro  marcado por medidas impopulares  que não beneficiam a grande maioria da população.

Os atos que aconteceram em todo país no dia de hoje (15/05) são decorrentes do anúncio de cortes de recursos financeiros feito pelo Ministério da Educação  (MEC). A medida  atinge desde  educação infantil  a pós-graduação e também anunciou a  suspensão de bolsas de pesquisa bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).  Quase toda produção científica brasileira  é realizada pelas universidades públicas e pelos institutos de pesquisa estaduais ou  federais. Sendo que o Estado é o grande financiador das pesquisas nas universidades portanto os recursos federais  são essenciais para o funcionamento das universidades.  

Fotos:

André Salmerón

Fabiana Ribeiro

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