O lançamento do livro de Manuela d’Ávila, intitulado “Revolução Laura”, em São Paulo

Um compilado de histórias e reflexões sobre suas vivências e experiências desde a chegada de Laura, sua filha de 3 anos, principalmente durante todo o processo eleitoral

Texto, fotos e vídeo de Bárbara Louzada

Ontem aconteceu, em São Paulo, na Livraria da Vila, o lançamento do primeiro livro de Manuela d’Ávila, intitulado “Revolução Laura”, seguido de sessão de autógrafos.
Como ela mesma classifica na introdução: “É um recorrido mental e afetuoso de impressões que parecem bilhetes, crônicas eventuais ou anotações em guardanapos de papel.”

Um compilado de histórias e reflexões sobre suas vivências e experiências desde a chegada de Laura, sua filha de 3 anos, principalmente durante todo o processo eleitoral.

“É um livro sobre amor, sobre entrega. Mas também é um livro sobre política. Porque a Laura permitiu que eu me desse conta o quão forte e estruturante, da nossa política, é o machismo. E como, dentre as coisas que eu posso viver – eu jamais serei uma mulher negra, assim como não sou uma mulher lésbica – dentre as coisas que eu posso viver, a maternidade, talvez seja ela que mais desnude, como eu costumo brincar, é a última porrada na cara, pra gente se dar conta do que é o machismo no nosso mundo.” – Manuela

No final de 2017, Manu foi candidata à presidência pelo PCdoB, depois encarou a vice presidência na chapa encabeçada por Fernando Haddad, do PT, chegando ao segundo turno. Em muitas dessas viagens pelo Brasil, Laura esteve com ela.

“Então esse livro é sobre isso, é sobre os espaços que eu pude ocupar. Sobre os privilégios que eu tenho. Eu sou uma mulher que tem muitos privilégios né, sou uma mulher branca, sou uma mulher que tenho um companheiro que divide 100% das responsabilidades, eu sou uma mulher que a filha tem creche, eu sou uma mulher que tem casa pra viver, que a filha não tem problema se vai comer ou se não vai comer, mas diante de todos os meus privilégios eu ainda consigo perceber a força das correntezas que me jogam para o outro lado. Então também é sobre isso, sobre imaginar o que é ser uma mulher no Brasil. A maior parte das mulheres não são privilegiadas como eu. “


O evento também contou com a presença de Eduardo Suplicy:
“É uma alegria que o lançamento do livro de Manuela d’Ávila aqui em São Paulo, na Livraria da Vila, tenha uma superlotação, das maiores que eu já vi aqui. Merecido. Agora nesse livro, ela mostra como ela combina ser uma boa mãe e ao mesmo tempo uma extraordinária lutadora pela realização da justiça para construirmos um Brasil justo, mais igualitário, fraterno e solidário e com muito amor. (…) É um exemplo notável de uma pessoa extremamente delicada, reconhecida pela população brasileira, do Rio Grande do Sul até o Amazonas ao Maranhão e todos os estados do Brasil, ela tem sido exemplo inspirador para todas as mulheres, inclusive para as mulheres que são mães em nosso país.”

Uma mulher jovem, com menos de 40 anos, com uma filha que ainda estava em fase de amamentação, percorrendo o país, que foi o principal alvo das fake news que correram as redes, apresentando um projeto de um Brasil para todos. Para as mulheres, para as mães. Mais inclusivo, empático e solidário.


“Esse livro chama-se “Revolução Laura” porque eu acredito nisso. Acredito que a maior das transformações que nós podemos viver é quando amamos profundamente. Essa é a verdadeira revolução da minha vida. De alguém que acredita na revolução da sociedade. Essa é minha principal revolução e é isso que me motiva a seguir lutando e eu acho que é essa a revolução que nosso pais precisa né. Revolução dos que amam.”

O livro pode ser adquirido no site do Instituto “E se fosse você?”, fundado em 2019 sob a direção de Manuela, que no segundo semestre do ano, lançará seu livro número 2, sobre feminismo.

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