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MAIS DE 500 INTELECTUAIS E ARTISTAS DECLARAM APOIO A MARCIA TIBURI

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Um manifesto em defesa da candidatura da filósofa e escritora Marcia Tiburi ao governo do Rio de Janeiro recebeu o apoio de mais de 500 intelectuais, artistas e pesquisadores do meio acadêmico.

Entre os apoiadores estão alguns dos maiores nomes do teatro (Zé Celso, Aderbal, Marieta, Sérgio Mamberti, Enrique Diaz, etc.), da televisão (Glória Pires, Letícia Sabatella, Silvia Buarque, Lucélia Santos, etc), da música (Chico Buarque, Caetano Veloso, Zélia Duncan, Bebel Gilberto, etc.), da psicanálise (Antonio Quinet, Marco Antonio Coutinho Jorge, Luciano Elia, etc.), do Direito (Celso Antonio Bandeira de Mello, Geraldo Prado, Margarida Lacombe, Afrânio Silva Jardim, Giselle Citadino, etc.), do cinema (Anna Muylaert, Beto Brant, Tata Amaral, Jorge Furtado, etc.) e das artes visuais (Pamela Castro, Gaud6encio Fidelis, etc.) bem como intelectuais reconhecidos internacionalmente, como Leonardo Boff, Miguel Nicolelis, Lúcia Xavier, Juarez Tavares, Leonardo Tonnus, Celso Amorim, Paulo Amarante, Jesse Souza, Margarida Pressburguer, dentre outros.

“Na atual quadra histórica, a professora Marcia Tiburi é o melhor nome para conduzir com coragem e compromisso ético esse processo de resgate do Estado do Rio de Janeiro. É a unidade do campo progressista que se dará nas urnas”, diz o documento.

Leia, abaixo, o texto na íntegra:

Com a Marcia Tiburi no Governo do Rio de Janeiro

(por uma revolução democrática fluminense)

O Estado do Rio de Janeiro vive um momento de forte crise nos campos econômico, social e político. Uma crise que é fruto de opções políticas equivocadas, concepções econômicas vulgares e ilícitos praticados por agentes estatais. Não há registro de avanços significativos para a população fluminense nas áreas da educação, da saúde, da cultura e da segurança pública, transformadas em mercadorias pelos detentores do poder econômico e pelos que hoje detém também o poder político.

O desemprego, a desindustrialização, o aumento da dívida pública e a diminuição do poder aquisitivo da população do Rio de Janeiro somam-se ao processo de destruição das conquistas sociais a partir da adesão ao projeto neoliberal. Um projeto recusado nas urnas, mas imposto ao país após o ataque à democracia brasileira que, primeiro, afastou a presidenta constitucional do Brasil, Dilma Rousseff e, hoje, mantém preso, em violação à Constituição da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto para o próximo pleito presidencial.

Não satisfeitos em lucrar às custas do sofrimento da população, os detentores do poder econômico e do poder político apostam tanto na apatia dos cidadãos, fruto do cansaço de trabalhadoras e trabalhadores explorados, da demonização da política e da decepção de uma população sofrida, quanto na fragmentação do campo político progressista que, nos últimos anos, tem reforçado o narcisismo das pequenas diferenças e priorizado projetos pessoais e/ou partidários de poder em detrimento da necessária união das forças de centro-esquerda em defesa da democracia e das conquistas sociais. Mas, o povo do Estado do Rio de Janeiro saberá dar a resposta democrática ao caos administrativo e ao golpe midiático-judicial-parlamentar.

Revela-se fundamental, neste momento, resgatar a alegria política necessária à ação coletiva de transformar o Estado do Rio de Janeiro, devolvendo-o ao povo carioca e fluminense. Para tanto, impõe-se construir uma cultura de respeito aos valores democráticos e fazer opções politicas voltadas à gestão da casa comum. A economia, que foi sequestrada pelo mercado financeiro, também precisa ser devolvida ao povo, que necessita não só de medidas que facilitem o consumo, mas também da democratização dos meios de produção, do incentivo à produção e à demanda. É preciso, pois, apostar que um outro Estado do Rio de Janeiro é possível.

Na atual quadra histórica, a professora Marcia Tiburi é o melhor nome para conduzir com coragem e compromisso ético esse processo de resgate do Estado do Rio de Janeiro. É a unidade do campo progressista que se dará nas urnas. Marcia Tiburi, sem nunca esquecer a origem humilde, tornou-se uma pesquisadora séria dos problemas brasileiros. Como o conterrâneo Leonel Brizola, apaixonou-se pelo Rio de Janeiro, mas seus textos e sua atuação política demonstram que nunca perdeu o senso crítico necessário à identificação dos problemas e à descoberta das soluções. Trata-se de uma candidata que personifica não só a autocrítica do maior partido de massas do Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT), como também a união de todos aqueles, trabalhadores e trabalhadoras, dos mais variados campos, comprometidos com a verdade, a ética e a democracia. Não por acaso, foi escolhida pelo ex-presidente Lula da Silva para capitanear a revolução democrática no Estado do Rio de Janeiro; não por acaso, vencerá as eleições e governará com o povo.

Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2018.

  1. Leonardo Boff – teólogo e escritor
  2. José Celso Martinez Corrêa – diretor teatral e ator
  3. Celso Amorim – diplomata e ex-ministro da defesa e das relações exteriores
  4. Marieta Severo – atriz
  5. Margarida Pressburger – Membro do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU
  6. Caetano Veloso – cantor e compositor
  7. Chico Buarque – cantor e compositor
  8. Sérgio Mamberti – ator e diretor
  9. Lúcia Xavier – assistente social e coordenadora da organização CRIOLA
  10. Glória Pires – atriz
  11. Aderbal Freire Filho – diretor teatral e ator
  12. Anna Muylaert – cineasta
  13. Miguel Nicolelis – neurocientista
  14. Lucélia Santos – atriz e cineasta
  15. Paula Lavigne – produtora cultural
  16. Nilcea Freire – ex-ministra de políticas para mulheres e ex-reitora da UERJ
  17. Tarso Genro – ex-governador do Estado do Rio Grande do Sul e ex-ministro da educação e da justiça.
  18. Eleonora Menicucci – ex-ministra de política para as mulheres e professora titular sênior de saúde coletiva da UNIFESP
  19. Fernando Haddad – ex-prefeito de São Paulo, ex-ministro da educação e professor de ciência política da USP.
  20. Zélia Duncan – cantora e compositora
  21. Benedita da Silva – ex-governadora do Estado do Rio de Janeiro
  22. Celso Antonio Bandeira de Mello – jurista e professor titular de direito administrativo da PUC-SP
  23. Weida Zancaner – jurista e professora de direito administrativo da PUC-SP
  24. Beto Brant – cineasta e roteirista
  25. Teresa Cristina – cantora e compositora
  26. Marília Guimarães – escritora e produtora cultural
  27. Beatriz Azevedo – cantora, compositora, diretora de teatro, atriz e poeta
  28. Carol Proner – jurista e professora da UFRJ
  29. Eliane Giardini – atriz
  30. Jessé Souza – sociólogo e professor universitário
  31. Ivana Bentes – jornalista, ensaísta e professora da UFRJ
  32. Ladislau Dowbor – economista e professor titular da PUC-SP
  33. Paulo Amarante – psiquiatra, professor da FIOCRUZ e presidente de honra da ABRASCO.
  34. Silvia Buarque – atriz
  35. Miriam Krenzinger – antropóloga e professora da UFRJ
  36. Luiz Eduardo Soares – antropólogo e ex-secretário nacional de segurança pública
  37. Enrique Diz – ator e diretor
  38. Letícia Sabatella – atriz
  39. Chico Cezar – cantor e compositor
  40. Barbara Santos – atriz
  41. Joyce Anselmo – cientista social
  42. Carolina Ferraz – atriz
  43. Leonardo Tonus – poeta e Maître de conférences habilite à diriger des recherches – Sorbonne Université
  44. Aline Moraes – atriz
  45. Luisa Arraes – atriz
  46. Gorete Milagres – atriz
  47. Karine Carvalho – atriz e cantora
  48. Flávia Lacerda – diretora de televisão
  49. Tico Santa Cruz – cantor e compositor
  50. Juarez Tavares – jurista e professor titular de direito penal da UERJ
  51. Zeze Mota – atriz e cantora
  52. Mariana Lima – atriz
  53. Gisele Cittadino – jurista e professora de direito constitucional da PUC-RJ
  54. Bárbara Paz – atriz
  55. Wilson Ramos Filho – jurista e professor titular de direito do trabalho da UFPR
  56. Guilherme Piva – ator
  57. Susana de Castro – filósofa e professora da UFRJ
  58. Alice Ruiz – poeta
  59. Everaldo Pontes – ator
  60. Bebel Gilberto – cantora
  61. Ana Cañas – cantora
  62. Afrânio Silva Jardim – jurista e professor de processo penal da UFRJ
  63. Ana Barroso – atriz
  64. Fabiano de Freitas – diretor
  65. Ana Beatriz Nogueira – atriz
  66. Jacqueline Muniz – Antropóloga e professora da UFF
  67. Renato Linhares – ator e diretor de teatro
  68. Peter Pál Pealbart – filósofo e professor titular de filosofia da PUC-SP
  69. Verônica Prates – produtora de teatro
  70. Luciano Elia – psicanalista e professor da UERJ
  71. Olivia Byington – cantora e violinista
  72. Antonio Quinet – psicanalista, dramaturgo e professor universitário
  73. Cleo Pires – atriz
  74. Flavia Vinhaes – economista
  75. Pally Siqueira – atriz
  76. Luciana Pessanha – escritora e roterista
  77. Geraldo Prado – jurista e professor de processo penal da UFRJ
  78. Marcia Rubin – atriz
  79. Marco Antonio Coutinho Jorge – psicanalista e professor da UERJ
  80. Regina Zappa – escritora, roteirista, jornalista e professora universitária
  81. Noa Bressane – cineasta
  82. Thula Pires – professora da PUC-Rio
  83. Silvero Pereira – ator
  84. Agostinho Ramalho Marques – jurista e psicanalista
  85. Elisabeth Bittencourt – psicanalista e escritora
  86. Leona Cavalli – atriz
  87. Ana Luiza Libâno – escritora
  88. Jacinto Nelson de Miranda Coutinho – jurista e professor titular de Processo Penal da UFPR
  89. Petra Costa – cineasta
  90. Laís Bondansky – cineasta
  91. Tata Amaral – cineasta
  92. Jorge Furtado – cineasta
  93. Beth Mendes – atriz
  94. Cristina Pereira – atriz
  95. Maria Augusta Ramos – cineasta
  96. Adilson José Moreira – jurista e professor universitário
  97. Marcos Breda – ator
  98. Mauro Lima – cineasta
  99. Debora Lamm – atriz
  100. Maeve Jinkings – atriz
  101. Gaudêncio Fidelis – curador de arte
  102. Katie Silene Cárceres Arguello – jurista e professora de criminologia da UFPR
  103. Eduardo Guerreiro Losso – professor de literatura da UFRJ
  104. Manoel Ricardo de Lima – poeta e professor de literatura da UNIRIO
  105. Julia Studart – poeta e professora de literatura da UNIRIO
  106. Aline Calixto – cantora
  107. Deborah Evelyn – atriz
  108. Sergio Verani – desembargador do Estado do Rio de Janeiro aposentado e professor da UERJ
  109. Debora Nascimento – atriz
  110. Julita Lemgruber – socióloga e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania
  111. Carlos Bobi – grafiteiro
  112. Dira Paes – atriz
  113. Jorge Natal – economista e professor aposentado da UFRJ
  114. Maria Casadevall – atriz
  115. Maria de Médicis – diretora de televisão
  116. Bruna Linzmeyer – atriz
  117. Sophie Charlotte – atriz e bailarina
  118. Fernando Horta – historiador e professor universitário
  119. Esther Dweck – professora de economia da UFRJ
  120. Cris Vianna – atriz
  121. Hugo Curti – artista plástico
  122. Maria Flor – atriz
  123. Emir Sader – cientista político e professor da UERJ
  124. Emanuele Araújo – atriz
  125. Tales Ab’Sáber – psicanalista e cineasta
  126. Vilma Piedade – escritora e ativista
  127. Fernanda Lima – atriz
  128. Thedy Correa – músico
  129. Maria Gadu – cantora
  130. Chico Brown – músico
  131. Lucia Souto – professora da FIOCRUZ
  132. Charles Feitosa – filósofo e professor da UNIRIO
  133. Mariana Ximenes – atriz
  134. Luis Felipe Miguel – professor de ciência política da UNB
  135. Débora Falabella – atriz
  136. Felipe Camargo – ator
  137. Margarida Lacombe Camargo – jurista e professora da UFRJ
  138. Catarina Abdala – atriz
  139. Marina Lima – cantora
  140. Ricardo Lodi Ribeiro – jurista e diretor da faculdade de direito da UERJ
  141. Nathalia Dill – atriz
  142. Alberto Pucheu – poeta
  143. Débora Nascimento – atriz
  144. Evandro Menezes de Carvalho – professor de direito internacional da UFF e da FGV.
  145. Smael Vagner – grafiteiro
  146. Julia Lemertz – atriz
  147. Daniela Gleiser – cineasta e jornalista
  148. Julia Marini – atriz
  149. João Menezes – neurocientista
  150. Letícia Colin – atriz
  151. Dríade Aguiar – editora e colunista
  152. Pedro Serrano – jurista e professor da PUC-SP
  153. Simone Mainieri Paulon – professora de psicologia social da UFRGS
  154. Renata Costa-Moura – psicanalista e presidente da Associação Franco-Brasileira de Direito e Psicanálise.
  155. Joana Jabace – diretora de televisão
  156. Salo de Carvalho – jurista e professor da UFRJ
  157. Mariana Assis Brasil Weigert – jurista e professora universitária
  158. Júlio César da Costa – articulador das Rodas Culturais
  159. Juliana Neuenschwander Margalhães – jurista e professora da UFRJ
  160. Camila Camiz – grafiteira
  161. André Lázaro – professor
  162. Paulo Fernando Carneiro de Andrade – teólogo e professor da PUC-RJ
  163. Miguel Baldez – Procurador do Estado do Estado do Rio de Janeiro e Assessor de movimentos populares e presidente do IECD
  164. Lua Leça – atriz
  165. Maureen Santos – ecologista e professora IRI/PUC -Rio
  166. Marcio Sotelo Felippe – jurista, ex-procurador geral do estado de São Paulo
  167. Priscila Camargo – atriz
  168. Wadih Damous – jurista e ex-presidente da OAB/RJ
  169. Virgínia Berriel – diretora da executiva nacional da CUT
  170. Maria Ignez Baldez Kato – defensora pública do Estado do Rio de Janeiro aposentada
  171. Antonio Grassi – ator
  172. Preto Zezé das Quadras – Músico, produtor cultural, ex-Presidente da CUFA e candidato a deputado estadual pelo PCdoB do Ceará.
  173. Daysi Bregantini – filósofa e editora
  174. José de Abreu – ator
  175. Marcia Semer – procuradora do estado de São Paulo
  176. Johnny Massaro – ator
  177. Zacarias Gama – professor da UERJ
  178. Luisa Lima – diretora
  179. Aori Sauthon – rapper
  180. Rudá Guedes Ricci – Cientista político
  181. Maria Clara Spinelli – atriz
  182. Vanessa Berner – jurista e professora titular de Direito Constitucional da UFRJ
  183. Bartira Macedo de Miranda – jurista e Diretora da Faculdade de Direito da UFG
  184. Denise Maurano – psicanalista e professora da UNIRIO
  185. Cristiano Ávila Marona – jurista e presidente do IBCCRIM
  186. Mãe Torody – Ialorixá
  187. Cesar Kuzma – professor de teologia da PUC-RJ e presidente da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (SOTER)
  188. Lusmarina Garcia – pesquisadora da UFRJ e pastora
  189. Vanda Gonçalves – Yalorixa
  190. Luiz Moreira – jurista
  191. Mãe Simone de Iemanjá – professora e especialista em gestão e história da África e cultura Afro-brasileira
  192. Tuca Moraes – atriz e produtora
  193. Luiz Fernando Lobo – diretor teatral
  194. Rogério Dutra – jurista e professor da UFF
  195. Otavio Muller – ator
  196. Schuma Schumaher – presidenta da Redeh
  197. Ivana Jinkings – editora
  198. Alessandra Negrini – atriz
  199. Pedro Abramovay – jurista e ex-secretário nacional de justiça
  200. Sheyla Smanioto – escritora
  201. Godofredo de Oliveira Neto – escritor
  202. Marlise Matos – cientista política, coordenadora do NEPEM e professora da UFMG
  203. Inez Viana – atriz e produtora teatral
  204. Felipe Castelo Branco – filósofo e psicanalista
  205. Renan Quinalha – jurista e professor da Escola Paulista de Política
  206. Sylvia Moretzsohn – jornalista e professor da UFF
  207. Roberto Tardelli – jurista e procurador de justiça aposentado de SP
  208. Penélope Martins – escritora
  209. Felipe Rodarte – produtor cultural, músico e compositor.
  210. Débora Abramant – psicanalista e articuladora do “Precisamos falar sobre o fascismo”
  211. Heloneida Neri – psicanalista
  212. Branca Oliveira – artista visual e professora da USP
  213. Filippo Pitanga – crítico de cinema
  214. Samantha Brasil – crítica de cinema
  215. Marcia Moura – cantora e partideira
  216. Maria Helena Barros de Oliveira – professora da ENSP-FIOCRUZ
  217. Pamela Castro – artista visual
  218. Erica de Freitas – produtora e roteirista
  219. Alice Wegmann – atriz
  220. Simone Paulino – escritora e editora
  221. Paula Fábrio – Escritora
  222. Marcelo Neves – jurista e candidato ao senado do DF pelo PT
  223. Marta Skinner – economista e professora da UERJ
  224. Pedro Paulo Carriello – jurista e defensor público do estado do Rio de Janeiro
  225. Tania Kolker – psicanalista e coordenadora técnica da clínica do testemunho do Rio de Janeiro
  226. Georgina Goes – atriz
  227. João Ricardo Dornelles – jurista e professor da PUC-RJ
  228. Gisele Fróes – atriz
  229. Olivia Santana – professora, escritora e candidata a deputada estadual pelo PCdoB da Bahia.
  230. Joana Borges – atriz
  231. Antonio Carlos de Almeida Castro – poeta e advogado
  232. Daniele Gabrich Gueiros – jurista e professora da UFRJ
  233. Hugo Cabral Carneiro – produtor cultural
  234. Renata Correa – escritora e roteirista
  235. Lucia Irene Reali – designer
  236. Rodrigo Ciríaco – escritor
  237. Xarlo Andrade – diretor de arte e cantor
  238. Rafael Borges – jurista
  239. Cláudia Gonçalves de Lima – Professora da UERJ
  240. Gladstone Leonel Júnior – professor da UFF
  241. Eufrásia Maria – defensora pública do estado
  242. Rosane Reis Lavigne – defensora pública do estado do Rio de Janeiro
  243. Tomaz Miranda – cantor e compositor
  244. Valência Lozada – produtora cultural
  245. Darlan Montenegro – cientista político
  246. Zanna Lopes – cantora e compositora
  247. Adriana Ramos – professora de direito constitucional do IBMEC
  248. Suzane Garrido – professora universitária
  249. Cristiano Monteiro – sociólogo e professor da UFF
  250. Adriana Geisler – professora e pesquisadora da Fiocruz
  251. Thiago Minagé – jurista e presidente da ABRACRIM-RJ
  252. Antonio Pedro Melchior – professor da UFRJ e músico
  253. Cejana Di Guimarães – jornalista
  254. Willian Lyra – cientista social
  255. Marcelo Laffitte – cineasta
  256. Adriana Marcondes Machado – rede Não Cala – USP
  257. Eli Ramos – roteirista e produtora audiovisual
  258. Daniel Cabral – professor da PUC-RIO
  259. Renata Tavares da Costa – defensora pública do estado do Rio de Janeiro
  260. Julio Cezar de Oliveira Braga – psicanalista e professor
  261. Raquel Moreno – psicóloga e pesquisadora
  262. Ana Luz – coordenadora de produção
  263. Aldine Marinho – psicanalista
  264. Paulo Cesar Gomes – historiador e escritor
  265. Alessandro Gemino – psicanalista
  266. Davi Pessoa – professor da UERJ e tradutor
  267. Alfredo Chamma – psicanalista
  268. Bethania Assy – professora da PUC-Rio
  269. Ana Cristina Figueiredo – psicanalista
  270. Ana Paula Barcellos – psicanalista
  271. Karen Kristina de Carvalho – diretora de fotografia e câmera
  272. André Morse – psicanalista
  273. Daniel Louzada – livreiro e empreendedor cultural
  274. Bruna Americano – psicanalista
  275. Bruno Netto dos Reys – psicanalista
  276. Luciana Sérvulo da Cunha – documentarista e diretora artística
  277. Carlos Renato Moreira Ferreira – psicanalista
  278. Marcelo Barbosa – advogado e escritor
  279. Carolina Domingues – psicanalista
  280. Cassia Amara da Conceição Bruno de Azevedo – psicanalista
  281. Julia Lanz Monteiro – jornalista
  282. Daniel Elia – psicanalista
  283. Dulcelina Xavier – cientista social
  284. Daniela Burlamaqui Silbert – psicanalista
  285. Carmen Foro – especialista em agricultura familiar e vice-presidente da CUT
  286. Denis Casagrade – psicanalista
  287. Magda Barros Biavaschi – juíza do trabalho aposentada e professora
  288. Diogo Pereira de Sousa – psicanalista
  289. Maria Martins – professora do IFPI
  290. Doris Luz Rinaldi – psicanalista
  291. Georgina Ribeiro Peronis Braga – psicanalista
  292. Julio Villas Boas – engenheiro
  293. John Luiz Baytack Beltrão de Castro – psicanalista
  294. Leonardo Pirovano – coordenador de produção e produtor executivo
  295. Jorge Luis Vicente de Barros – psicanalista
  296. Leilah Maria – coordenadora de produção
  297. Joyce Mesquita – psicanalista
  298. Cris Torres – fotógrafa
  299. Aline Bei – escritora
  300. Juliana Mesquita – psicanalista
  301. Katia Wainstock Alves dos Santos – psicanalista
  302. Daniela Pimentel – editora e produtora
  303. Laura Geszti – psicanalista
  304. Patrick Mariano – jurista e escritor
  305. Lenita Bentes – psicanalista
  306. José Carlos Moreira da Silva Filho – jurista e professor universitário
  307. Leonardo de Miranda Ferreira – psicanalista
  308. Gustavo Berner – jurista e advogado da Asduerj
  309. Luciano Guerrão – psicanalista
  310. Giliate Coelho Neto – médico de família e comunidade
  311. Marcella Laboissière – psicanalista
  312. Fernanda Martins – jurista e professora universitária
  313. Marçal Vale da Rocha – psicanalista
  314. Tamyres Reis – DJ
  315. Maria Silvia Elia Galvão – psicanalista
  316. Mariana Botelho Weil – psicanalista
  317. Augusto Jobim – jurista e professor da PUC-RS
  318. Mariana Mollica – psicanalista
  319. Marinaldo Santos – psicanalista
  320. Miriam de Oliveira Sousa – psicanalista
  321. Zora Motta – arquiteta, urbanista e fundadora do PDT
  322. Mirtes Medeiros – psicanalista
  323. Olga Almeida – psicanalista
  324. Oswaldo Luis Freitas Maia – psicanalista
  325. Leonardo Isaac Yarochewsky – jurista e professor universitário
  326. Paula Cerqueira – psicanalista
  327. Paulo Eduardo Viana Vidal – psicanalista
  328. Ricardo Alexandre Mateus de Souza – psicanalista
  329. Reinaldo Santos de Almeida – jurista e professor da UFRJ
  330. Rosemary Fiães Pinto – psicanalista
  331. Jaqueline Ferreira – psicanalista
  332. Maria Goretti Nagime Barros Costa – pesquisadora da UENF
  333. Sabrina de Freitas Rocha – psicanalista
  334. Sérgio Alarcon – psicanalista
  335. Brasilia Paula – psicóloga
  336. Sheila Brum Fonseca – psicanalista
  337. Mônica Barcellos Café – psicóloga e professora universitária
  338. Thiago Bruno Santos da Silva – psicanalista
  339. Vera Pollo – psicanalista e escritora
  340. Thiago Ferreira dos Santos – psicanalista
  341. Tatiana Fernandes – editora e blogueira
  342. Waldir Périco – psicanalista
  343. Antonio Pinto de Oliveira Neto – psicanalista
  344. Claudia Massote Prado – psicanalista
  345. Cacau Farias – jornalista e produtora
  346. Cristina Resende Valle Souza – psicanalista
  347. Giane Álvares Ambrósio Álvares – advogada e escritora
  348. Claudia Massote Prado – psicanalista
  349. Diogo Nonato Reis Pereira – psicanalista
  350. Junéia Martins Batista – secretária nacional da mulher trabalhadora
  351. Maria das Graças Carvalho Seda – psicanalista
  352. Maria Losane Sales Menezes do Monte Lima Silva – psicanalista
  353. Lucianna Herani Hamaoui – psicanalista
  354. Maria Luiza Quaresma Tonelli – advogada e professora
  355. Miriam Junqueira Nassar – psicanalista
  356. Liz Bárbara Silveira – documentarista
  357. Maria de Fátima Monnerat Cruz – psicanalista
  358. Rosane Carbalho da Silveira Abbade – psicanalista
  359. Pedro Rebelo – historiador, professor e membro do movimento Axé pela Democracia
  360. Marina Mendes Fiorenza – psicanalista
  361. Claudia Bonan – médica e professora da FIOCRUZ
  362. Teodora Aparecida Santos – psicanalista
  363. Ariana Lara de Lima – empreendedora cultural e ativista
  364. Ana Laura Prates Pacheco – psicanalista
  365. Maurício Dieter – jurista e professor de criminologia da USP
  366. Raul Pacheco Filho – psicanalista
  367. Marcio Tenenbaum – advogado e escritor
  368. Gisele Silva Araujo – socióloga e professora da UNIRIO
  369. Ruth Helena Dweck – Professora Associada da Faculdade de Economia – UFF
  370. Gloria Maria Moraes da Costa – Economista.
  371. Cosette Aragon, professora de Sociologia da rede pública do estado do Rio de Janeiro
  372. Gabriel Catão – Advogado
  373. Lilian Turon – Advogada
  374. Marcelo Barbosa da Silva, advogado e coordenador executivo do ICG (Instituto Casa Grande)
  375. Carlos Osório – jornalista
  376. Luiz Antônio Elias – economista, ex-secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia
  377. Waldeck Carneiro – professor da Faculdade de Educação e do PPGE da UFF
  378. Paulo de Tarso – diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
  379. Maria Luiza Franco Busse – jornalista
  380. Luiz Edmundo Aguiar – professor titular e ex-Reitor do IFRJ .
  381. Jauster Lima – ambientalista e ex-secretário de meio ambiente do PT RJ
  382. Artur Obino – pesquisador da Coppe/UFRJ
  383. Julian Carlo Fagootti – artista plástico e diretor de arte
  384. Tomaz Pinheiro da Costa – médico e professor da Faculdade de Medicina da UFRJ
  385. Alessandra da Silva Teixeira – engenheira de alimentos
  386. Ana Costa – professora do Departamento de Serviço Social da UFF Campos
  387. Andréa Rosana Fetzner – professora Unirio
  388. Angela Fontes – economista e conselheira do Cedim-RJ
  389. Andrea Matos – química e líder sindical
  390. Bruno Falci Medeiros – historiador e jornalista
  391. Cibele Vrcibradic – professora estadual aposentada.
  392. Christiane Gontijo – analista judiciário do TJRJ
  393. Clarissa Moraes de Sousa Bottari – enfermeira e sanitarista
  394. Cristiane Brasileiro – coordenadora de cursos de formação continuada da Fundação Cecierj
  395. Eugênia Loureiro – Arquiteta-urbanista e doutora em Ciência da Informação
  396. Eleny Guimarães – médica e sindicalista
  397. Fernando Pinto Pereira – músico
  398. Glorya Ramos – professora e sindicalista
  399. Laura Bitarelli Reboulet – doutora em Letras
  400. Lívia Santos Arueira Perret – auditora fiscal do trabalho
  401. Lucia Capanema Alvares – urbanista e professora da UFF
  402. Luiz Fernando Rojo – professor do Departamento de Antropologia da UFF
  403. Marcus Ianoni – professor do Departamento de Ciências Políticas da UFF
  404. Maria Alice Souza de Alencar – engenheira
  405. Maria José Carneiro – antropóloga
  406. Monica Rabelo – produtora cultural e pré-candidata a deputada estadual
  407. Maria Lúcia Siqueira Doria – professora do Ensino Médio
  408. Maria Rita Rezende – Atriz e produtora do Teatro de Roda
  409. Maria Tereza Marques Fázzio – Psicóloga
  410. Marília Falci Medeiros – Socióloga e professora da UFF
  411. Monique Sá – mestra em Memoria Social pela Unirio
  412. Naustria Albuquerque – historiadora, petroleira e pré-candidata a deputada estadual
  413. Nelma Tavares – economista
  414. Regina Lucia Barreiro de Almeida – Bibliotecária e produtora cultural
  415. Rejane Bueno Guerra – jornalista
  416. Ricardo de Moraes – produtor Cultural
  417. Ricardo Rabelo – jornalista
  418. Rogério Bitarelli Medeiros – sociólogo da arte e professor da UFRJ
  419. Rosalie Branco Correa – médica
  420. Thiago Toribio – petroleiro e filósofo
  421. Túlio Franco – professor do Instituto de Saúde Coletiva da UFF
  422. Valdir Vieira Almada – biólogo e professor da rede pública estadual
  423. Valter Lucio de Oliveira – professor do Departamento de Sociologia da UFF
  424. Vaniza Schuch Pinto – ativista social
  425. Zora Motta – arquiteta-urbanista e fotojornalista
  426. Lérida Lago Povoleri – professora de economia da UFF
  427. Victor Tinoco – geografo
  428. Danilo Bragança – cientista politico
  429. Pedro Kosovski – diretor de Teatro
  430. Cesar Callegari – sociólogo
  431. Julia Callegari – internacionalista
  432. Caio Callegari – economista
  433. Monica Poli Palazzo – diretora de arte e pesquisadora
  434. Flavio Luiz Marcondes Bueno de Moraes – arquiteto, urbanista e professor universitário
  435. Lucas Bambozzi – artista plástico, curador e professor universitário
  436. Agnaldo Farias – curador e professor universitário
  437. Ricardo Porto – jornalista
  438. Nina Moraes – artista visual
  439. Patrícia Moran Fernandes – pesquisadora e professora universitária
  440. Marcus Vinicius Fainer Bastos – artista multimídia, pesquisador e professor universitário
  441. Luiz Augusto de Paula Souza – professor titular da PUC-SP
  442. Dângela Nunes Abiorana – pesquisadora e professora da rede pública de ensino
  443. Dudão Melo – pesquisador, produtor musical e filósofo
  444. Maria Luiza Carneiro Campos – documentarista, produtora de cinema e televisão
  445. Izabel Pinheiro – galerista de arte
  446. Dudu Tsuda – músico, performer e pesquisador
  447. Luciana Ohira – artista e pesquisadora
  448. Sérgio Bonilha – artista, pesquisador e professor universitário
  449. João Vargas – cineasta
  450. Yiftah Peled – artista e professor universitário
  451. Marina Maluf – professora de história
  452. Fernando Morais – jornalista
  453. Rogério da Costa – ensaísta, filósofo e professor titular da PUC-SP
  454. Max Alvim – produtor e diretor de cinema
  455. Celina Ramos – psicóloga
  456. Stella Senra – ensaísta, curadora, pesquisadora em cinema, vídeo e fotografia, professora universitária
  457. Laymert Garcia dos Santos – sociólogo, ensaísta, pesquisador e professor universitário
  458. Alexandre Maxwell – artista visual
  459. Laura Lima – artista visual
  460. Ernesto Neto – artista visual
  461. Marcela Cantuária – pintora
  462. Letícia Brito – poeta
  463. Daniela Labra – crítica e curadora
  464. Bruno Oliveira – produtor cultural
  465. Rafael Mike – dream team do passinho
  466. Simone Cupello – artista visual
  467. Simone Rodrigues – artista e educadora
  468. Fernanda Sattamini – publicitária
  469. Bernardo Mosqueira – curador
  470. Marcos Bonisson – artista visual
  471. Ademar Britto – colecionador
  472. Francisco Marshall – professor de história da UFRGS
  473. Edson Souza – professor de psicologia UFRGS
  474. Liliane Froemming – psicanalista APPOA
  475. Maria Teresa Pereira – professor de administração da UFRGS
  476. Nair Iracema Silveira – professor de psicologia da UFRGS
  477. Magda Dimenstein – professora de psicologia da UFRN
  478. Candida Dantas – professora de psicologia da UFRN
  479. Claudia Penido – professora de psicologia da UFMG
  480. Roberta Romagnoli – professora de psicologia da PUC-MG
  481. Rosane Neves da Silva – professora de psicologia da UFRGS
  482. Maria Teresa Nobre – professora de psicologia da UFRN
  483. João Paulo Macedo – professor de psicologia da UFPI
  484. Andrea Nocchi – juíza do trabalho aposentada
  485. Laura Lamas Gonçalves – psicóloga UNICAMP
  486. Rosane Ramalho – psicanalista da APPOA
  487. Martinho Silva – professor de saúde coletiva da UERJ
  488. Carmen Silveira de Oliveira – professora e esquizoanalista
  489. Maria de Fatima Fischer – professora de psicologia da UNISINOS
  490. Maria Judete Ferrari – psicóloga da Prefeitura Alegrete – RS
  491. Ana Maria Ribeiro – técnica de assuntos educacionais e mestre em Ciência da Informação da UFRJ
  492. Maria de Lourdes Rangel Tura – professora associada do Programa de Pós-graduação em Educação da UERJ
  493. Michelle Menezes Wendling – Professora do Instituto de Psicologia da UERJ
  494. Morgana Eneile – mestranda em Educação da UNIRIO, licenciada em Artes Visuais e ativista cultural
  495. Beto Novaes – economista, documentarista e professor da UFRJ
  496. Eliane Ribeiro – Professora da UNIRIO
  497. Elisa Guarana de Castro – antropóloga e professora do departamento de Ciências Sociais da UFRRJ
  498. Fátima Lobato – professora da Faculdade de Educação da UERJ
  499. Helder Molina – doutora em políticas públicas e formação humana, professora da Faculdade de Educação UERJ
  500. João Hallak Neto – doutor em Economia e analista do IBGE
  501. Maria Onete Lopes Ferreira – professora associada da UFF
  502. Monica Pelegrino – professora da UNIRIO
  503. Paulo Carrano – professor da UFF
  504. Regina Novaes – antropóloga e professora da UFRJ e da UNIRIO
  505. Roberto Girafa – professor de História
  506. Rubia C. Wegner – professora da UFRRJ
  507. Severine Macedo – pesquisadora da UNIRIO
  508. Acácia Cristina Reis de Andrade Brito – cirurgiã-dentista e escritora
  509. Adriana Valle Mota – socióloga e pedagoga
  510. Agostinho Guerreiro – engenheiro
  511. Aline Souza – comunicadora da Casa Fluminense
  512. Ana Laura Becker de Aguiar – analista de política social e doutoranda em Direito
  513. Andrea Capella – diretora de fotografia
  514. Artur Obino Neto – pesquisador da Coppe/UFRJ
  515. Áurea Alves – produtora cultural
  516. Bernardo Karam – professor do Instituto de Economia da UFRJ
  517. Carmen Lúcia Diniz dos Santos – coordenadora do comitê carioca de Solidariedade a Cuba
  518. Claudia Versiani – Professora da PUC-RJ e membro do grupo teatral Militantes em Cena
  519. lovis Teixeira Marques – bancário aposentado e escritor
  520. Cristiane Vianna Amaral – jornalista do #MAPADASMINA
  521. Danielle Corrêa Tristão – publicitária
  522. Debora Franco Lerrer – cientista social
  523. Dulce Pandolfi – historiadora
  524. Eduardo Mendes Callado – economista e professor da UFRRJ
  525. Floriano Godinho de Oliveira – geógrafo e pesquisador da UERJ
  526. Gabriel Seibel Machado – músico e professor
  527. Gloria Maria Moraes da Costa – professora de economia
  528. Graça Lago – jornalista e ativista política e cultural
  529. Guilhermina Ierece Veloso Lima – professora
  530. Havana de Moraes Marinho – doutora em Economia Política Internacional
  531. Helio Silva – Economista
  532. Henrique Chveidel – jornalista
  533. Jitman Vibranovsky – ator, diretor e produtor teatral
  534. José Luciano de Souza Menezes – engenheiro civil e professor aposentado da UFRJ.
  535. Juliana Moreira – economista e gestora pública do Estado do Rio de Janeiro
  536. Kadu Machado – jornalista
  537. Kátia Maria Caldeira Pires – médica e sindicalista
  538. Liana Carvalho Santos – jornalista
  539. Livia Santos Arueira Perret – doutoranda em ciências da administração
  540. Lucilene Malaquia da Silva – administradora
  541. Luís Cláudio Martins Teixeira – advogado
  542. Marcelo Barbosa da Silva – advogado e coordenador executivo do ICG (Instituto Casa Grande)
  543. Marcos Rocha – Doutor em políticas públicas e formação humana e professor da UERJ
  544. Maria Clara Lanari Bo – midiativista e educadora
  545. Neli Maria Castro de Almeida – professora do Instituto Federal de Educação do Rio de Janeiro
  546. Paulo Camillo Pinto de Gusmão – economista
  547. Rodrigo de Carvalho Martins – advogado e escritor
  548. Rosalie Branco Correa – médica e professora da UFRJ
  549. Rossana Lourenço Silva Ramos – professora, arte-terapeuta e atriz
  550. Samuel Aarão Reis – educador
  551. Sérgio Batalha Mendes – advogado trabalhista e diretor do Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro
  552. Silvia da Cunha Vieira – advogada e escritora
  553. Liliane Brum – antropóloga e ativista social
  554. Simone Lial – cantora e professora de técnica vocal
  555. Tiago Nery – doutor em ciência política pelo IESP-UERJ e gestor público
  556. Afonso Celso Castro de Oliveira – Arquiteto e Urbanista.
  557. José Noronha – médico da Fiocruz.
  558. Glória Seddon – artista plástica, psicóloga e professora
  559. Giselle Guerisoli – arquiteta
  560. Bernardo Cotrim – jornalista
  561. Inês Patricio – professora do PPGCP da UFF
  562. Maíra Santafé – jornalista, cantora, compositora e poetisa
  563. Fatima Lacerda – jornalista
  564. Bruno Falci – jornalista e historiador
  565. Daniel Spirin Reynaldo – jornalista
  566. Clarisse Duarte Meireles – jornalista
  567. Aline Delcarpe – jornalista
  568. Aparecido Lima – jornalista
  569. Jaqueline Gomes de Jesus – escritora e professora de Psicologia do IFRJ
  570. Glorya Ramos Ramos – professora de matemática da UERJ
  571. Príscila Carvalho – Filósofa e feminista, pesquisadora docente UFRJ (PNPD- CAPES)
  572. Maria Thereza Miranda Rocco Giraldi, Professora Titular do IME.
  573. Ciomara Santos – Mestre em Serviço Social pela PUC Rio e Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Política Social da Escola de Serviço Social da UFF.
  574. Inês Pandeló – Jornalista, professora, ex-prefeita de  Barra Mansa e ex-deputada estadual, pelo PT.
  575. Vanessa Costa-mestranda em Estado, Governo e Políticas Públicas – FPA/Flacso

 

Texto obtido na página do Brasil 247; lis

 

 

ta atualizada conforme nos enviam os nomes.

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O caso Mariana Ferrer, por Honoré de Balzac

Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.

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O caso Mariana Ferrer por Honoré de Balzac

Por Dirce Waltrick do Amarante*

Quando o escritor francês Honoré de Balzac teve acesso ao vídeo da audiência de Mariana Ferrer, ele decidiu escrever o Código dos homens honestos, isso nos idos de 1875, mas só agora estou tornando públicas suas palavras, que estavam sob segredo de justiça.  

Em uma análise bastante rigorosa, Balzac lembra, em primeiro lugar, que sabemos perfeitamente bem que “em princípio, ficou estabelecido que a justiça seria para todos, mas […]” . A tradução é de Léa Novaes, pois Balzac tinha dificuldade em escrever em português.

Dito isso, ele fala da figura do procurador. Em tempos idos, diz Balzac, os procuradores “levavam tão a sério o interesse de um cliente que chegavam a morrer por eles”. Além disso, eles “nunca frequentavam a sociedade”, e se a frequentassem eram vistos como “monstros”, mas hoje, “hoje tudo está monetarizado: já não se diz que Fulano foi nomeado procurador-geral, vai defender os interesses de sua província […]. Não, nada disso; o senhor Fulano acaba de conquistar um belo posto, procurador-geral, o que equivale a honorários de vinte mil francos […]”.

Balzac ia falar da figura do juiz e do defensor público, mas depois de tudo que assistiu ficou sem as palavras justas para descrevê-los.

Então, o escritor francês decidiu se debruçar sobre o papel do advogado, que “frequenta bailes, festas […] despreza tudo o que não é elegante”. E, diz Balzac, “Justiça seja feita aos advogados […]! São os decanos, os chefes, os santos, os deuses da arte de fazer fortuna com rapidez e com uma sagacidade que os torna merecedores de muitos elogios”.

Enfim, “de todas as mercadorias deste mundo, a mais cara é sem dúvida a justiça”.

Não citei na íntegra o texto do Balzac, porque foram esses os únicos fragmentos aos quais tive acesso, os outros foram apagados.  

*Formada em Direito, em 1992, na Universidade Federal de Santa Catarina

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Geral

O show de Trump: renovação ou cancelamento?

A eleição nos EUA e o destino da democracia na condição atualista

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Nos EUA voto popular não significa vitória. Biden terá mais votos do que Trump e ainda assim o resultado da eleição continuará indefinido por algum tempo. Apesar dos descalabros que marcaram a gestão Trump antes e durante a pandemia, o seu desempenho na atual corrida eleitoral será muito forte.

Mateus Pereira, Valdei Araujo e Walderez Ramalho, professores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em Mariana, MG

A disputa está sendo muito mais acirrada do que era inicialmente previsto pela maior parte dos institutos de pesquisa e da mídia americana, embora a cautela e o medo nunca deixaram de estar presentes. Sob esse ponto de vista, as eleições deste ano são como uma repetição do que vimos em 2016, ainda que o resultado possa ser a derrota eleitoral para Trump. Em 2016 foram os democratas que denunciaram a interferência russa, agora é o presidente-agitador que se apressa em questionar a legitimidade do pleito, sem mostrar nenhuma prova. Sabemos que no ambiente do atualismo provas têm como base apenas convicções.

Um sistema eleitoral que sobreviveu por séculos, sem grandes mudanças, pode ter se tornado obsoleto desde a eleição de Bush, em 2000. Um lembrete do possível declínio da democracia americana: das últimas oito eleições presidenciais desde 1992, os democratas venceram no voto popular as últimas sete, mas em apenas quatro ocasiões ganharam o colégio eleitoral e fizeram o presidente.

Acreditamos que as eleições nos EUA são um exemplo do confronto entre duas estratégias e duas concepções sobre fazer política: de um lado, Trump e sua promessa de eterna atualização da atualidade em modo nostálgico; e Biden, com sua aposta moderada no cansaço na agitação atualista que seu adversário republicano encarna e radicaliza, e a retomada da política em moldes liberais. Essa retomada é feita sem uma crítica efetiva ao modelo neoliberal abraçado pela cúpula do partido democrata. Uma aposta radical, como Sanders, teria se saído melhor? É difícil dizer, mas tudo leva a crer que não, tendo em vista o complicado xadrez do voto estado a estado.

A escolha entre as duas estratégias/concepções se mostrou muito mais difícil e apertada do que se imaginava. A tal “onda azul” anunciada por parte da imprensa estadunidense esteve longe de acontecer. De fato, Trump se mostrou eleitoralmente muito mais forte do que os analistas supunham. Considerando que esta não é a primeira vez que os institutos de pesquisa falharam em captar esse movimento no eleitorado americano, e considerando também que fenômeno semelhante ocorreu no Brasil em 2018, coloca-se a questão de saber se as tradicionais pesquisas de opinião tornaram-se de alguma forma obsoletas em um mundo atualista. Esse quadro muda pouco, mesmo com uma  eventual vitória de Biden ou pior, com uma inconveniente reeleição de Trump.

São vários fatores que devem ser considerados para avaliar essa questão. Os próprios institutos se apressaram a ensaiar algumas explicações ao público. O diretor da Trafalgar Group, Robert Cahaly, afirmou que muitos eleitores “esconderam”, como já havia acontecido, sua preferência por Trump por algum receio ou constrangimento social.[1] Não podemos desconsiderar algum tipo de boicote/sabotagem dos eleitores republicanos, já que na retórica do trumpismo as pesquisas de opinião fazem parte da mídia vendida. Outros recorreram à justificativa de que as pesquisas anteriores representavam apenas fotografias do momento específico em que as entrevistas foram feitas, e não o que se poderia esperar na eleição propriamente dita. Isso poderia ter sido de fato observado pela tendência de redução da vantagem de Biden nos últimos 15 dias. Afinal, o episódio da contaminação de Trump e sua rápida recuperação pode ter tido um saldo positivo, ao menos na mobilização de sua base, como já havíamos especulado em coluna anterior.

Aceite-se ou não essas justificativas, fato é que os institutos de pesquisa sairão dessas eleições com sua credibilidade e imagem pública mais arranhadas, sobretudo diante das especificidades do sistema eleitoral americano. Como afirmamos, muitos fatores concorrem para esse desgaste. Um deles está relacionado à condição atualista que caracteriza o nosso presente e como cada um dos candidatos se coloca frente a tal condição.

Trump é um político bastante sintonizado com o ambiente da comunicação atualista onde as provas dispensam comprovação factual. Seja nas redes sociais, seja em seus concorridos comícios, o presidente se revela um comunicador difícil de ser batido. Dentre os aspectos associados à condição atualista, destacamos a intensidade e velocidade sem precedentes do fluxo de notícias, em detrimento dos protocolos de verificação e checagem da informação veiculada. Esse ambiente infodêmico[2] é particularmente fértil para a produção de desinformação e sua disseminação como misinformação.[3] Além das informações imprecisas, para não dizer apenas falsas, que a infodemia trumpista ajuda a difundir, é preciso levar em consideração a agitação/ativação que produz. É como se a oposição se agitasse confusamente e a base trumpista se ativasse a cada um de seus comentários polêmicos. Assim, o uso constante das redes sociais para disseminar fake news ou comentários faz com que, seja de modo positivo ou negativo, o presidente esteja sempre no foco da mídia. O acúmulo de notícias sobre suas falas ou atos inconsequentes faz com que seja difícil recuperar qual foi o absurdo dito ou feito na semana anterior. Na condição atualista há um valor excepcional em estar mais atualizado (e exposto) que o seu adversário. 

Ainda assim, a manipulação das fake news como ferramenta política supõe uma linguagem organizada para se tornar eficaz. Essa afirmação pode soar chocante à primeira vista: como podemos atribuir coerência a um discurso fundamentado em desinformação e que frequentemente e sem o menor pudor afirma hoje o contrário do que disse ontem, como o exemplo do uso de máscaras na pandemia?[4] O ponto aqui é que a condição atualista coloca muitos obstáculos para que o passado, mesmo o mais recente, seja trazido à reflexão. Assim, quando confrontados com suas próprias contradições, políticos atualistas como Trump e Bolsonaro simplesmente atualizam suas narrativas e afirmações quando as anteriores se tornam insustentáveis. Com muita frequência, os seus discursos mudam em função da conveniência da atualidade, sem a mínima necessidade de se prestar conta da contradição com o que eles mesmos diziam no dia anterior.

Essa estrutura atualista do discurso político só se torna eficaz, porém, no interior de uma linguagem organizada e facilmente identificável pelo público que a compartilha, no interior de uma condição material de reorganização do mundo do trabalho e do capital. A crise de 2008, concentração de renda, neoliberalismo, capitalismo de vigilância e a formação do atual “precariado” são elementos, dentre outros, fundamentais para entender a emergência de líderes que governam e são eleitos por pequenas maiorias mobilizadas pela historicidade e ideologia atualista. Só assim podemos entender a força de Trump na eleição independente do resultado final, ainda que sua derrota  interesse a todos os democratas do mundo.

Trump lança mão de artifícios retóricos quando confrontado com suas afirmações evidentemente baseadas em mentiras e contradições, de tal maneira que ele consegue, mesmo em tais situações, transmitir e reforçar o código entre o seu público. O código se estrutura em uma lógica antagonista, na qual o portador é sempre vítima de perseguição por parte do establishment e da imprensa vendida para a “esquerda corrupta” ou as corporações globalistas.

O ponto principal a ser considerado é que para ser politicamente eficaz não é necessário que o código seja compartilhado por todos; mas que seja continuamente ativado junto aqueles que já o compartilham. Por mais que esteja sustentado em desinformações, o fato é que o código é bastante poderoso na ativação de afetos políticos centrais como o medo, ódio e ansiedade, vetores de forte engajamento e agitação política que Trump e Bolsonaro sabem tão bem promover.

O sucesso dessa estratégia se coaduna com a popularização das redes sociais e dos smartphones, bem como das novas tecnologias de processamento de dados manipulados para fins políticos. Nesse contexto, tornou-se possível criar e difundir mensagens sob medida para cada tipo de público, cada indivíduo ou grupo formula suas próprias percepções sobre o mundo a partir de narrativas (códigos) que não mais precisam ser expostos publicamente a todos para serem eficazes. Após alguns reconhecimentos iniciais, os algoritmos se encarregam de abastecer-nos das notícias que nos mobilizam, sempre com o mesmo teor e formato. Reforça-se, assim, o fenômeno das “bolhas”.[5] Esses códigos podem circular de forma subterrânea, de tal modo que o que parece absurdo e chocante para uns, é perfeitamente aceitável e normalizado para outros.

Esse ambiente de circulação de notícias e códigos é condizente com a ordem atualista de nosso tempo e, ao nosso ver, é um fator importante a ser considerado no desempenho surpreendente de Trump nestas eleições. E um dos preços a se pagar para tal sucesso é a radicalização do clima de agitação que tem marcado a nossa época. Esse quadro tem resultado inclusive em distúrbios psicológicos cada vez mais comuns, como o “transtorno do estresse eleitoral”, que segundo estimativas afeta sete em cada dez cidadãos estadunidenses.[6]

Os políticos atualistas claramente não se importam em pagar esse preço, na verdade eles têm lucrado com isso. Mas, ao fim e ao cabo, eles não podem evitar completamente os efeitos colaterais de suas apostas. Agitação e dispersão geram também cansaço no eleitorado. Biden e os democratas tomaram esse efeito como vetor de suas estratégias para estas eleições. Frente à irrefreável agitação de Trump, Biden se vendeu como a opção mais “centrista”, de moderação e convergência. A divergência entre as duas estratégias foi mais uma vez demonstrada logo após o fechamento da votação: enquanto Trump se apressou em declarar-se vencedor e dizer que irá judicializar a eleição em caso de derrota, Biden classificou tal postura como “ultrajante” e pregou calma aos seus apoiadores[7].

Mesmo que a vitória do democrata seja confirmada, é inegável que o preço desse lance foi bastante alto. A imprensa americana noticiou como parcelas importantes do eleitorado negro, que o próprio Biden afirmou ser “a chave para a vitória”, relataram estarem pouco motivados a votarem no candidato democrata.[8] O mesmo ocorreu entre parte do eleitorado hispânico, em especial na Flórida e no Texas. O conservadorismo nos costumes, a adesão a denominações evangélicas que tem crescido entre hispânicos e a tradição anticomunista dos cubanos, e agora também venezuelanos, na Flórida, são fenômenos a serem considerados. Enquanto fechamos essa coluna Trump ainda lidera na Pensilvânia, estado no qual o operariado branco migrou dos democratas para o trumpismo. No último debate, Biden acabou por reconhecer que teria que acabar com a exploração do altamente poluente gás de xisto, o que foi imediatamente explorado por Trump: “Eis uma declaração importante”, ironizou o presidente. Caso perca por margem apertada na Pensilvânia, onde os trabalhadores dessa indústria são amplamente sensíveis ao tema, talvez essa declaração tenha custado a eleição.

Para entender melhor essas flutuações teríamos que fazer algo pouco praticado durante a campanha, uma avaliação retrospectiva fundada em boa informação acerca das políticas públicas implementadas por democratas e republicanos, em especial nos governos Obama e Trump. O apoio ao republicano não é apenas resultado da mágica da comunicação, deriva também da tibieza das políticas democratas e dos acertos de Trump. Reforma do sistema criminal, política externa menos intervencionista, foco na economia e na criação de empregos, com bons resultados, ao menos até a pandemia.

A decisão das eleições primárias do Partido Democrata em nomear um candidato “centrista” para concorrer nessas eleições – ao contrário de uma opção mais radical do populismo de esquerda como Bernie Sanders – foi importante para unificar o partido (em especial o seu establishment) e angariar o apoio do eleitorado “cansado” da agitação radicalizada. Por outro lado, a figura moderada de Biden não se mostrou capaz de promover um grau de engajamento e mobilização do público à altura do seu adversário agitador, nem está claro ainda se seu discurso de união nacional conseguiu atrair eleitores de Trump. Essa diferença é importante em um contexto onde o voto não é obrigatório e, no caso particular das eleições deste ano, ainda mais desencorajado pela pandemia do coronavírus.

Mesmo assim, a moderação pode ter sido eficaz para para derrotar a agitação, mas não para desativá-la. E ainda não podemos assegurar como os EUA sairá dessas eleições, pois Trump continua sendo quem é. Há ainda o risco de o agitador perder e não aceitar sair, e as consequências disso poderão ser catastróficas. E mesmo que ele saia, o trumpismo – o negacionismo, o anti-esquerdismo, o desejo de retorno a um passado glorioso e mítico – ainda permanecerá em parcelas consideráveis da população.

O que tudo isso ensina para o campo democrático brasileiro, que tem de enfrentar a sua própria versão de agitador atualista? Desde o início da votação nos EUA, Bolsonaro disparou freneticamente uma série de tweets ressoando as alegações infundadas de seu ídolo sobre as eleições serem “fraudadas” a favor dos democratas, o que seria um risco para a “liberdade” e para o Brasil. Afinal, nosso agitador atualista tupiniquim sabe bem que a permanência de Trump é uma força de sustentação fundamental para ele. As relações entre EUA e Brasil deixaram de ser uma relação entre Estados, mas sim uma relação de “amizade” (leia-se emulação e, do nosso ponto de vista, subserviência) entre os chefes de turno da Casa Branca e do Palácio do Planalto.

Assim, e seguindo o estilo atualista de fazer política, Bolsonaro ressoa as afirmações sem fundamento de Trump, sem se preocupar com a veracidade e desprezando o princípio diplomático básico da impessoalidade. Mas Bolsonaro também tem seu próprio código “alternativo”, cujo enfrentamento é a tarefa prioritária das forças democráticas no Brasil, que deverá avaliar e tomar suas próprias escolhas para vencer o confronto. Assim como o trumpismo, nos Estados Unidos, o bolsonarismo é um fenômeno que não necessariamente depende da permanência de Bolsonaro no poder: ele mobiliza parcelas consideráveis da população através de seus discursos, que defendem o conservadorismo nos costumes, o liberalismo na economia, a luta contra “o sistema”, a religião e a admiração pelo militarismo.

Será que a aposta moderada e centrista será suficiente para derrotar o bolsonarismo aqui? Mesmo que por pouco? Ou, em nosso contexto particular, faz-se necessário redobrar a aposta na radicalização pela via da esquerda? Mesmo que a vitória de Biden seja confirmada, ainda não está claro qual das duas vias parece a mais indicada para o Brasil. Enfim, tudo indica um destino trágico da democracia liberal de “pequenas maiorias” em tempos de agitação atualista. Sem negar a nossa atual realidade, cabe a nós pensar e imaginar alternativas, por mais difícil que pareça ser em nosso atual nevoeiro e impregnados por uma sensação de asfixia. Além disso, a lentidão com que a apuração avança em alguns estados decisivos promete nos deixar hipnotizados pelos mapas eleitorais na expectativa da atualização decisiva.

(*) Mateus Pereira e Valdei Araujo escreveram o Almanaque da Covid-19: 150 dias para não esquecer ou o encontro do presidente fake e um vírus real com Mayra Marques. Ambos são professores de História na Universidade Federal de Ouro Preto, em Mariana (MG). Também são autores do livro Atualismo 1.0: como a ideia de atualização mudou o século XXI e organizadores de Do Fake ao Fato: (des)atualizando Bolsonaro, com Bruna Klem. Walderez Ramalho é doutorando em História na mesma instituição. Agradecemos à Márcia Motta e ao grupo Proprietas pelo apoio e interlocução nesse projeto.


[1] https://noticias.uol.com.br/colunas/thais-oyama/2020/11/04/o-eleitor-oculto-de-trump-e-o-novo-erro-dos-institutos-de-pesquisa.htm

[2] PEREIRA, Mateus; MARQUES, Mayra; ARAUJO, Valdei. Almanaque da COVID-19: 150 dias para não esquecer, ou a história do encontro entre um presidente fake e um vírus real. Vitória: Editora Milfontes, 2020.

[3] Usamos aqui um neologismo para dar conta da diferença que em inglês é mais clara entre a produção deliberada de notícias falsas (disinformation) e sua disseminação involuntária (misinformation).

[4] https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/07/20/trump-muda-discurso-e-agora-diz-que-usar-mascara-e-patriotico.htm

[5] EMPOLI, Giuliano Da. Os engenheiros do caos: como as fake news, as teorias da conspiração e os algorítimos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. São Paulo: Vestígio, 2019.

[6] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/10/quase-sete-em-cada-dez-americanos-relatam-transtorno-do-estresse-eleitoral.shtml

[7] https://br.noticias.yahoo.com/em-pronunciamentos-biden-prega-calma-e-trump-faz-acusacao-de-roubo-065922289.html

[8] https://www.aljazeera.com/news/2020/9/12/biden-battles-trump-lack-of-enthusiasm-among-black-voters

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Feminismo

Que tal ajudar Mariana Ferrer a obter Justiça?

Não basta lacrar. Um chamamento a todas as feministas e a todas as mulheres para que enfrentemos a misoginia dos tribunais brasileiros

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A reportagem do Intercept Brasil sobre a denúncia de estupro da influencer Mariana Ferrer tornou-se viral nas redes. Sob o título JULGAMENTO DE INFLUENCER MARIANA FERRER TERMINA COM SENTENÇA INÉDITA DE ‘ESTUPRO CULPOSO’ E ADVOGADO HUMILHANDO JOVEM, o texto da repórter Schirlei Alves serviu de base para milhares e milhares de postagens sobre a excrescência jurídica que teria embasado a absolvição do empresário André de Camargo Aranha. Até as 15h30 de ontem (4/11), o Google devolvia 781.000 resultados, quando se procurava pela expressão “estupro culposo”. Memes, charges, textões e textinhos foram produzidos em escala industrial para provar que um estuprador havia conseguido sentença absolutória graças a uma invencionice jurídica obrada pela Justiça, com vistas a proteger um macho branco, amigo de poderosos e, ele mesmo, “filho do advogado Luiz de Camargo Aranha Neto, que já representou a rede Globo em processos judiciais”, segundo a reportagem do Intercept.

Lida toda a sentença de 51 páginas do juiz do caso, Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, entretanto, constata-se que, em nenhum momento da sentença é dito que houve “estupro culposo” contra a jovem. Ao contrário, é dito que não existe essa tipificação e que o estupro é necessariamente doloso. Portanto, está errada a formulação do título do Intercept Brasil.

Está tão errada que o próprio site The Intercept Brasil foi obrigado, às 21h54, nada menos do que 19 horas e 50 minutos depois de publicada a história, a fazer uma “atualização” que diz assim:

“A expressão ‘estupro culposo’ foi usada pelo Intercept para resumir o caso e explicá-lo para o público leigo. O artíficio é usual ao jornalismo. Em nenhum momento o Intercept declarou que a expressão foi usada no processo.”

O Intercept faz como a música de Tom Zé: “Eu tô te explicando pra te confundir. Eu tô te confundindo pra te esclarecer.” Uma explicação que confunde. E, sim, o Intercept disse que a sentença inédita baseou-se no “estupro culposo”.

É só ler o título indigitado de novo:

JULGAMENTO DE INFLUENCER MARIANA FERRER TERMINA COM SENTENÇA INÉDITA DE ‘ESTUPRO CULPOSO’ E ADVOGADO HUMILHANDO JOVEM

Com as redes ajudando a espalhar a bobagem, todo mundo louco atrás de cliques, de “bombar”, da lacração, poucos deram-se ao trabalho de ler a sentença que, sim, absolveu o réu André de Camargo Aranha por “falta de provas”.

Uma pena.

Se, em vez da lacração, tivessem mirado no fato em si da absolvição do crime de estupro “por falta de provas”, talvez tivessem ajudado muito mais. Sabe-se que a cada 8 minutos uma mulher ou menina é estuprada no Brasil. Mas a maior parte desses crimes jamais será nem sequer investigada pela falta de indícios e elementos probatórios, já que ocorrem escondidos e, preferencialmente, sem testemunhas.

Mariana Ferrer, diz a sentença, não conseguiu provar a acusação que fez contra André de Camargo Aranha. Será? Está na sentença que o exame toxicológico não apontou o consumo de substâncias estupefacientes, como seria de se esperar se ela tivesse ingerido involuntariamente alguma droga do tipo “Boa Noite Cinderela”. A maioria das testemunhas ouvidas, várias mulheres inclusive, disse que a vítima não cambaleava e que não parecia dopada. As câmeras internas do Café de la Musique, onde teria ocorrido o estupro, mostram Mariana Ferrer subindo para um camarote e descendo, seis minutos depois, sem necessidade de ajuda (e de salto!!!!, como faz questão de ressaltar a sentença). Teria transcorrido nesses seis minutos o crime de estupro, de que Mariana Ferrer não tem memória.

Mas Mariana Ferrer diz ter inúmeras provas irrefutáveis do estupro e que nem sequer foram levadas em consideração pelo julgador.

E, no entanto, todas as mulheres sabem da dificuldade de “provar” a violência sexual, quando ela ocorre entre quatro paredes, sem testemunhas. Mariana Ferrer não seria exceção. Nos trechos da vídeo-conferência que foi o julgamento, assombra a solidão da menina que denuncia, vítima de outros homens violentos, que a acusam de ser (ela sim), um monstro querendo prejudicar a reputação de um “pobre milionário”.

Como sempre acontece, a vítima deixa de ser vítima para se transformar no monstro sensual e ardiloso que precisa ser contido. A qualquer custo.

A verdade é que Mariana Ferrer estava sozinha.

Desde o dia em que alega ter sido estuprada (15/dezembro/2018), Mariana Ferrer tem pedido ajuda pelas redes sociais e tem narrado todo o sofrimento e a depressão que a assolam em decorrência do fato.

Quem foi ajudá-la a reunir provas? Quem foi ajudá-la a colher testemunhos que aumentassem a credibilidade de sua acusação? Quem foi ao Café de la Musique, onde ocorreram os fatos julgados, procurar indícios de que ali funcionaria um “abatedouro” de meninas destinadas ao gozo masturbatório de machos alfa? Quem?

Ou achamos razoável condenar alguém sem elementos probatórios que apoiem a denúncia?

Não, não é razoável.

Apenas a voz da vítima não pode embasar uma condenação. E quem defende isso precisa saber que abdicar de provas é apenas a reedição do velho punitivismo, é vingança. Não é Justiça. Pior, resultará na condenação sem provas dos mesmos criminalizados de sempre: os pretos, pobres e periféricos.

A única forma de evitar a perpetuação desse ciclo perverso requer de nós nós, feministas, que encaremos o estupro, cada estupro, como um problema nosso!

Temos de ajudar as vítimas a robustecer as provas da violência que sofreram. Temos de afrontar a Justiça machista, exigindo a presença de mulheres no julgamento. Tem de ser um trabalho nosso enfrentar a misoginia cuspida e escarrada de gente como Cláudio Gastão da Rosa Filho, o advogado de defesa de André de Camargo Aranha, que humilhou e ofendeu Mariana Ferrer enquanto exibia fotos dela que nada tinham a ver com o processo! Que nenhuma mulher mais tenha de enfrentar um julgamento de estupro apenas diante de homens, na solidão absoluta, como acontecia com as antigas feiticeiras.

Temos de incentivar a solidariedade entre nós, mulheres, para que acolhamos as vítimas, em vez de fingir que se trata de um problema só delas. Não há mulher ou menina que não tenha sido atacada ao menos uma vez em sua vida pela violência sexual. E nós sabemos disso em nossos próprios corpos!

É o pai, é o tio, é o avô, é o tarado que mostra o pinto para a adolescente, é o abusador que se acha no direito de ejacular na mulher dentro do trem lotado…

Temos de organizar o “Socorro Feminista”, para apoiar as mulheres que decidem denunciar a violência sexual.

Os tribunais brasileiros são câmaras de tortura contra mulheres, negros, indígenas e pobres em geral. As cenas de humilhação de Mariana Ferrer não são, infelizmente, exceções. São a regra.

É preciso atuar sobre esse front.

Então, precisamos entender que não se trata de um problema privado de Mariana Ferrer o desenlace de sua denúncia. É de todas nós!

Lembro da França, em 1971, quando uma mulher foi presa e julgada pelo crime de aborto, na época punível com a pena de morte pela guilhotina!

Em vez de “solidariedades”, textões de repúdio, e essas lacrações inúteis, 343 mulheres, entre elas as atrizes Catherine Deneuve e Jeanne Moreau, assinaram o manifesto escrito por Simone de Beauvoir, e assumindo que haviam feito, elas também, um aborto. A força desse texto e a coragem das signatárias empolgaram intelectuais como Françoise Sagan e Annie Leclerc, jornalistas conhecidas, de muitas feministas, a começar por Antoinette Fouque, da advogada Gisèle Halimi ou ainda da deputada socialista Yvette Roudy. Todas declararam ter realizado um aborto, como forma de quebrar o tabu de uma injustiça social.

A Justiça no Brasil é machista, é racista e é classista. Só incidindo juntas sobre ela será possível mudar esse regramento que sempre condena a vítima e libera o agressor.

Mariana Ferrer deve recorrer da sentença em primeira instância. Agora, é organizar a luta para mudar o rumo da História. Quem se dispõe?

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