Maior casa legislativa estadual do país enfim vai ser notícia

A partir de hoje, os Jornalistas Livres inauguram o “Diário da Alesp” (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Sempre confundida com a Câmara de Vereadores de SP, a Alesp, até este ano, era apelidada, por assessores parlamentares e funcionários do baixo e alto escalão, comissionados e efetivos, em seus corredores do imponente Palácio 9 de Julho, como o “túmulo da notícia”, por sua tão conhecida lenta velocidade em fomentar debates qualificados entre as bancadas de deputados dos partidos e a não apresentação de projetos de real importância para a população paulista, sem falar de Comissões Parlamentares de Inquérito que nunca deram em nada .

Justiça seja feita nesta editoria, a esquerda na Casa, formada pelos PT, PC do B e de uns anos para cá pelo PSOL sempre tentou, mas a Direita, com a “residência” de Alckmin e seu PSDB, sendo praticamente “transferida” por mais de 20 anos, do outro Palácio, o dos Bandeirantes, para o 9 de julho, nunca permitiu que projetos importantes fossem aprovados sem uma contrapartida, sem coalizões e acordos muitas vezes estranhos, entre os dois lados.

Agora a coisa mudou.

Nas eleições de 2018, a Assembleia Legislativa teve uma renovação de 55% das bancadas parlamentares e o PSDB, pasmem, perdeu “sua casa” e matou, com sua ineficiência, corrupção e escândalos, como o de fechamentos de escolas estaduais e o da merenda, nada mais, nada menos, do que 11 cadeiras, tornando-se assim, o partido mais derrotado do estado de São Paulo.

Os Jornalistas Livres estarão na Alesp nos dias em que ao longo da história da Casa, tradicionalmente, ficaram conhecidos como os que têm a maior presença de deputados: as terças e quartas. Mas pretendemos, estar presentes também em outros momentos, como foi o caso da semana, em que iniciamos esse diário, mais precisamente no dia da cerimônia de posse, a sexta 15/3, até ontem 22 de março. A semana mostrou uma temperatura interessante e momentos nunca antes vistos na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Nossa proposta é noticiar, desde o factual e mergulhar fundo em denúncias importantes da atuação de parlamentares antigos e novos, do 2º maior parlamento do país, que podemos chamar de “nova Alesp.” Tomara que a renovação políticas das bancadas do PSOL, PC do B e PT deixem velhas práticas no passado, pois do avanço ultraconservador representado pelo PSL de Bolsonaro, só há de se esperar barbaridades.

A POSSE

Sexta 15 de março de 2019

POSSE DE DEPUTADOS É REALIZADA COM ACESSO RESTRITO AO POVO

Na sexta feira, dia 15 de março, como nunca havia acontecido antes na história da Assembleia Legislativa, já nas primeiras horas da manhã, o acesso foi restringido ao público geral. Só entravam no prédio funcionários identificados com crachá e parlamentares.

Conversamos com funcionários concursados da Casa e soubemos que essa prática nunca havia sido realizada num dia de posse na Alesp. Sinal dos tempos da não Democracia? Não sabemos. Então fomos procurar o então presidente da Casa, o deputado Cauê Macris (PSDB) para colhermos uma fala que justificasse esse “esquema de segurança” e não conseguimos chegar, nem sequer, ao corredor que dava acesso a sua sala.

Fizemos uma transmissão ao vivo, que pode ser vista aqui:

 

 

OS NÚMEROS DE DEPUTADOS DAS BANCADAS, ALGUNS DESTAQUES

O PSL de Bolsonaro, é a maior bancada, com 15 parlamentares e trás em seu time, Janaína Paschoal, a parlamentar mais votada do Brasil, superou até mesmo Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. O líder da bancada do PSL é o deputado Gil Diniz, mais conhecido como “carteiro reaça”.

O PT tem agora 15 deputados. Antes eram 14. Desse atual número, 4 deputados cumprem o aspecto da renovação, entre eles: Professora Bebel, Paulo Fiorilo, Emídio de Souza e Jorge do Carmo. O líder da bancada do partido é o ex-metalúrgico, o deputado Barba que agora está em seu segundo mandato.

O PSOL, chega com a sua maior bancada de todos os tempos da Alesp, 4 parlamentares.

Carlos Gianazzi é o mais tradicional, está em seu 4º mandato. Mas o partido apresentou 3 renovacões muito interessantes: Monica Seixas da Bancada Ativista, Isa Penna e Érica Malunguinho.

A Bancada Ativista é a primeira experiência de um mandato coletivo no estado de São Paulo.

Érica Malunguinho é a primeira mulher negra trans eleita.

O PC do B marca posição, mais uma vez, com uma mulher negra, a cantora Leci Brandão que promete fazer frente junto com as bancadas de esquerda da Casa contra os mandos e desmandos da ultra direita.

No geral, as demais bancadas ficaram assim:

PSB – 8

PSDB – 8

DEM – 7

PR – 6

PRB – 6

NOVO – 4

PODEMOS – 4

PP – 4

MDB – 3

PPS – 2

PSD – 2

PTB – 2

AVANTE – 1

PATRI – 1

PDT – 1

PHS – 1

PROS – 1

PV – 1

REDE – 1

SOLIDARIEDADE – 1

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