Ex-presidente do Peru tenta suicídio após receber ordem de prisão

Alan García é acusado de ter recebido suborno da Odebrecht

Foto: CNN Chile

Revista Fórum, 17 de abril, às 10h40

Erasmo Reyna, advogado do ex-presidente do Peru, Alan García, informou que ele está internado depois de ter atirado contra a própria cabeça diante de uma ordem de prisão preventiva emitida pela Justiça. García, de 69 anos, foi levado para o hospital Casimiro Ulloa, que confirmou que a causa da internação foi um ferimento na cabeça.

A polícia também confirmou à agência Reuters que o ex-líder peruano tentou suicídio. García é um dos quatro ex-chefes de Estado do país investigados sob a acusação de terem recebido suborno da construtora brasileira Odebrecht. A Justiça havia ditado sua prisão preventiva por dez dias.

“Nesta manhã ocorreu este lamentável acidente: o presidente tomou a decisão de atirar em si mesmo”, disse o advogado Erasmo Reyna, na porta do Hospital de Emergências Casimiro Ulloa, em Lima.

O secretário pessoal de García, Ricardo Pinedo, confirmou que o ex-presidente entrou em seu quarto depois de ser informado que um promotor batia à porta de sua casa, informou o jornal “La Republica”, de Lima. A situação do ex-presidente “é delicada”, segundo o advogado.

“Neste momento, ele está sendo operado. Rogamos a Deus que lhe dê força”, ressaltou Erasmo Reyna.

Alan García governou o país por dois mandatos, o último de 2006 a 2011. A investigação sobre subornos da Odebrecht no Peru envolve também os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018). Todos estão sob investigação do Ministério Público peruano. Kuczynski foi preso preventivamente por dez dias no início deste mês.

A empreiteira já admitira em 2016 que havia pagado propinas na casa dos US$ 29 milhões entre 2005 e 2014 no país. Em sua declaração, na ocasião, a Odebrecht ressaltou que o Peru é o oitavo país com o qual chega a um acordo. Negociações semelhantes ocorreram com o Brasil, os Estados Unidos, a Suíça, a República Dominicana, o Panamá, o Equador e a Guatemala.

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