Diário do Bolso: sabe o que eu mais quero? A esquerda deprimida

O pior inimigo é aquele que combate com gosto. O deprimidinho é fácil de vencer.

José Roberto Torero*

Diário, sabe o que eu mais quero? A esquerda deprimida.

E está dando certo. Tem um monte de comunopetista doente, um monte de esquerdopata indo no psiquiatra, kkk!

Eles ficam com pena dos índios, com dó dos rios, com raiva do Dudu virar embaixador, e acabam tristinhos… Eu acho ótimo. Os caras se sentem impotentes. E pra esse tipo de impotência não adianta Viagra. Só Prozac, kkk!

É isso mesmo que eu quero. Assim eles ficam choramingando pelos cantos e não me enchem o saco. Deixar a esquerdalhada de cabeça baixa, na depressão, é o melhor jeito de derrotar os caras.

“O abatido já está batido”, dizia o Ustra, meu ídolo. Aliás, hoje vou receber a esposa dele no Palácio só pra deixar os vermelhos vermelhos de raiva. Mas, cá entre nós, que mulher chata, Diário. Aguentar ela é que deve ter sido uma tortura, kkk!

Aliás, será que ela era masoquista. Será que eles faziam uma dupla sado-maso? Pergunto pra ela ou é falta de educação? Ah, eu queria tanto saber como era o Ustra na cama… Opa! Sai da minha cabeça, pensamento impuro!

Bom, Diário, o que eu não posso é deixar os lulóticos com vontade de me combater. Ou, pior ainda, com alegria de me combater. Porque tem uns malucos que se divertem quando me enfrentam, que ficam felizes falando mal de mim, que riem de mim, que me remedam, que me fazem de ridículo. Desses eu não gosto.

Esses caras é que são um perigo. A gente bate e os loucos vêm pra cima de novo. E rindo!

Por isso que eu odeio carnaval. No carnaval eles pulam, cantam, ficam sem medo. No carnaval passado até postei uns caras fazendo Golden Shower pra contra-atacar. Foi meu tiro de bazuca. Eu odeio carnaval! E odeio piada. E odeio alegria. Os canhotos têm que sentir que estão derrotados. Aí eles só ficam em casa tomando leitinho quente, kkkk!

O pior inimigo é aquele que combate com gosto. O deprimidinho é fácil de vencer.

@diariodobolso

*José Roberto Torero é autor de livros, como “O Chalaça”, vencedor do Prêmio Jabuti de 1995. Além disso, escreveu roteiros para cinema e tevê, como em Retrato Falado para Rede Globo do Brasil. Também foi colunista de Esportes da Folha de S. Paulo entre 1998 e 2012.

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