Diário do Bolso: os novos livros e o caminho suave

A partir de 2021 os livros vão ser escolhidos pelo Weintraub (ou por quem estiver lá no lugar dele) e eu vou querer livro só com figuras, com bandeira do Brasil na capa e hino nacional na contracapa.

Diário, ontem eu disse uma coisa muito inteligente: “Os livros hoje em dia, como regra, é um montão, um amontoado, tem muita coisa escrita. Tem que suavizar aquilo”.

A partir de 2021 os livros vão ser escolhidos pelo Weintraub (ou por quem estiver lá no lugar dele) e eu vou querer livro só com figuras, com bandeira do Brasil na capa e hino nacional na contracapa.

E não tem que ter nada da ideologia do Paulo Freire. Eu nunca li nada dele, porque os livros dele não têm desenho, mas o meu pessoal garante que ele fala pros homens usarem saia e entrarem pro MST.

O único livro que eu li inteiro até hoje foi o “Caminho Suave” e cheguei a presidente, talkei? Então esse negócio de ler não tem muita utilidade, não.

Enfim, Diário, a verdade verdadeira é que muito texto cansa.

Aliás, este também já tá muito grande. Por hoje, chega!

*José Roberto Torero é autor de livros, como “O Chalaça”, vencedor do Prêmio Jabuti de 1995. Além disso, escreveu roteiros para cinema e tevê, como em Retrato Falado para Rede Globo do Brasil. Também foi colunista de Esportes da Folha de S. Paulo entre 1998 e 2012.

@diariodobolso

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