“Da lama à luta”: 2 mil mulheres nas ruas de BH

Texto por Rafaella Dotta, fotos por Por Ísis Medeiros, Gustavo Miranda e Lucas D'Ambrósio especial para os Jornalistas Livres

No ato na tarde desse 8 de março, elas lembraram das famílias atingidas pelo crime de Mariana, impune há 4 meses, e a lama de desrespeito que passa na vida de todas as mulheres diariamente.

Uma intervenção devolveu à sede da Vale a sua lama, trazida de Mariana. O carro de som lembra que dentro desse crime continua a acontecer um outro crime, o do machismo. Entre varias denúncias, afirmam que os salários-indenização são geralmente registrados nos nomes dos “chefes de família”, homens, deixando centenas de mulheres sem renda própria, mas com a obrigação de sustentar os filhos e cuidar dos idosos. Situação que gera mais dependência dentro do casamento. Situação que fortalece o homem e enfraquece a mulher.

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Foto por Lucas D´Ambrosio

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Fotos por Isis Medeiros

Mas também estiveram nos cartazes as pautas contra a violência à mulher, a reivindicação por trabalho digno e o emblemático

“Não quero flores, quero o Cunha preso”.

A marcha terminou, por volta das 19h, com um ato cultural na Praça da Estação.

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Fotos por Gustavo Miranda

Mais ações do dia

O 8 de março mineiro teve um protesto logo nas primeiras horas da manhã, em que as mulheres do MST ocuparam complexo da Samarco/Vale em Mariana. Na cidade de Cachoeira Escura as mulheres do MAB também atuaram nessa linha, ocupando os trilhos da Vale. Em BH, nasceu uma nova ocupação urbana, a Tina Martins, que reivindica que o prédio ocupado seja transformado em abrigo para mulheres.

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Foto Mídia NINJA

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