CPI das Universidades Públicas, mesmo ilegal, foi instalada agora na Assembleia Legislativa de SP

As investigações acontecerão, às quartas, 10h, com entrada livre para o público

A deputada Beth Sahão (PT) apresentou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça de SP contra a instalação da CPI DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS na Assembleia Legislativa de SP. Mas ainda sem uma resposta do órgão, nesta quarta (24), já aconteceu a primeira reunião da Comissão na Casa.

A parlamentar pediu a suspensão da instalação da CPI na Alesp, depois de conhecer o teor do texto que justificativa a instalação da Comissão e declarações à imprensa, de autoria de Moura, o autor da CPI.

A deputada Beth Sahão (PT) apresentou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça de SP contra a instalação da CPI DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS na Assembleia Legislativa de SP. Mas ainda sem uma resposta do órgão, nesta quarta (24), já aconteceu a primeira reunião da Comissão na Casa.

A parlamentar pediu a suspensão da instalação da CPI na Alesp, depois de conhecer o teor do texto que justificativa a instalação da Comissão e declarações à imprensa, de autoria de Moura, o autor da CPI.

A deputada Beth Sahão (PT) apresentou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça de SP contra a instalação da CPI DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS na Assembleia Legislativa de SP. Mas ainda sem uma resposta do órgão, nesta quarta (24), já aconteceu a primeira reunião da Comissão na Casa.

A parlamentar pediu a suspensão da instalação da CPI na Alesp, depois de conhecer o teor do texto que justificativa a instalação da Comissão e declarações à imprensa, de autoria de Moura, o autor da CPI.

Beth declarou que a instalação é ilegal. “A despeito da extrema fragilidade que há na criação de uma CPI para investigar fatos unicamente por sua divulgação na imprensa, o documento torna essa condição ainda mais imprestável para o fim de instalação de uma comissão com os poderes de uma CPI ao nem sequer indicar o veículo de imprensa que teria divulgado a informação, sua data e especificamente as universidades que estariam passando por tais crises financeiras.”

A parlamentar citou ainda uma a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em que os parlamentares, incluindo Welllington, segundo ela, informam “os reais objetivos com a instalação da chamada CPI das Universidades”. Apesar de no texto da justificativa da instalação da Comissão, estar expresso o objetivo que teoricamente deve ser “investigar irregularidades na gestão das universidades públicas.” Sahão não confiou na falácia e entende que a ideia é realmente intervir de maneira ideológica, de maneira repressiva à ideias que não sejam de Direita. Fato que daria margem para a implementação mesmo que de maneira velada de ações não oficiais relacionadas aos objetivos do Projeto de Lei da Escola Sem Partido. Beth quer desde já, fechar essa porta, não permitindo assim que essa CPI seja instalada. A parlamentar entende que o interesse real de Wellington Moura que é vice-lider do governo, não tem relacão alguma com uma educacão pública e de qualidade em universidades públicas. “As declarações de deputados signatários do requerimento de instalação da CPI afirmando desejar investigar uma suposta predominância de ideais de esquerda nas universidades públicas paulistas acabam por corroborar o fato de não haver fato determinado a ensejar investigação por uma comissão parlamentar de inquérito”, finalizou a deputada

A CPI instalada hoje na Alesp, elegeu como presidente seu autor, o deputado Wellington Moura (PRB) e como vice, Carla Morando (PSDB), além deles os membros efetivos são: Valéria Bolsonaro (PSL), Professora Bebel (PT), Barros Munhoz (PSB), Daniel José (NOVO), Professor Kenny (PP), Jorge Caruso (MDB) e Leci Brandão (PC do B).

Assista a transmissão ao vivo que fizemos da primeira reunião realizada nesta quarta (24). Sessão bastante conturbada, mas com excelentes intervenções de parlamentares não membros da Comissão, como Érica Malunguinho, Isa Penna e Monica Seixas, trio do PSOL. Do Partido dos Trabalhadores, a Professora Bebel e Beth Sahão marcaram posição intensa a cada uma das falas, às vezes até ofensivas e autoritárias, que eram ditas por Wellington Moura (PRB) e Daniel José (NOVO).

As investigações acontecerão, às quartas, 10h, com entrada livre para o público. Áliás, é muito importante que a comunidade estudantil, professores e interessados no tema da educação compareçam, assim como foi hoje, com a presença massiva de estudantes da USP, UNESP e outras universidades.

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