Comunicado: Greve Geral no Chile a partir de 23 de outubro

Comunicado público emitido pela Assembleia de Organizações Sociais denuncia atitudes do governo chileno e explicita suas condições e vontade de diálogo.

Santiago de Chile. Represión. | Crédito: @nicole_kramm

GREVE GERAL NO CHILE A PARTIR DE QUARTA-FEIRA DIA 23 DE OUTUBRO. COMUNICADO URGENTE. ESPALHAR POR TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

URGENTE: COMUNICADO PÚBLICO DE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS QUE EXPLICITA AS CONDIÇÕES E DESEJO DE DIÁLOGO.

Diante do discurso bélico infundado, mal-intencionado e invisibilizador das demandas massivas dos cidadãos por parte de Sebastán Piñera, é fundamental que este comunicado seja difundido massivamente em menor tempo possível. INSTRUÇÃO: cada pessoa deve se comprometer a difundir AGORA intensivamente entre TODOS os seus contatos as condições e desejos de diálogo da Assembleia de Organizações Sociais, com o cuidado de compartilhar essa mesma recomendação de difusão a TODOS os seus contatos.

COMUNICADO PÚBLICO.

O Chile enfrenta a maior crise política e social desde a saída da ditadura militar. A explosão social foi desencadeada pelo aumento dos transportes coletivos, o que colocou em evidência a raiva contida e o descontentamento de outras políticas impulsionadas pelas últimas décadas, aumentos permanentes dos serviços básicos, os salários estagnados e a mercantilização dos direitos sociais, entre outros.

Diante disso, o Governo está efetuando um verdadeiro “auto Golpe”, recorrendo à maior das práticas antidemocrática que é usar as FFAA (Forças Armadas do Chile) para impor a “paz social” por via da força e, nesse contexto, impor suas políticas impopulares em pensões fiscais, jornada de trabalho, etc. Com esse ato, o governo tem paralisado o país com um clima de violência instaurado com a presença dos militares nas ruas.

Sebastián Piñera não está entendendo as razões no fundo do protesto generalizado dos cidadãos em todo o território. Com sua atitude, está claro que ele não está em condições de seguir dirigindo o país.

Portanto, em primeiro lugar, nos âmbitos da lei e em relação a cada caso, nenhum trabalhador deve pôr em risco a sua integridade, nem ir aos seus postos de trabalho se não está em condições para isso.

As organizações sindicais presentes, em uma reunião de urgência da Unidade Sindical, demandamos ao governo que restitua a institucionalidade democrática, que em primeiro lugar significa depor o Estado de Emergência e devolver os militares aos seus quartéis.

Apenas depois que o Estado de Emergência for deposto, haverá condições que permitam iniciar de maneira real um diálogo social e político, com organizações representativas dos trabalhadores e movimentos sociais, que o dê uma resposta às demandas que são as que geraram esse estado de indignação social.

As organizações presentes, nós manifestamos nossa decisão de convocar uma grande Greve Geral que esvazie as ruas do país. Se não houver resposta do governo e uma saída pronta do atual estado de crise da institucionalidade democrática, se fará efetiva a partir da próxima quarta-feira, dia 23 de outubro.

Fazemos um chamado categórico à oposição e ao progressismo para que se recolham e legislem ao mesmo tempo, considerando as demandas populares, e atuem pelo bem do país com critérios de unidade em torno das exigências e da gravidade do momento. Exigimos que toda ação legislativa seja paralisada imediatamente enquanto se mantenha o Estado de Exceção, assumindo uma greve parlamentar.

Estamos certos que os primeiros responsáveis pela violência é essa elite arrogante e insensível que durante décadas abusou de maneira impune e que mercantilizou até os direitos mais elementares: eles não são exemplo de nada, são os que levaram o país à grave explosão que estamos vivendo hoje.

Mas, com a mesma claridade, condenamos de maneira mais energética a violência irracional gerada por atitudes do governo, que permitiu ações de vandalismo e delinquência de grupos minoritários, enquanto a grande maioria do país se manifestou de maneira pacífica e organizada por todo o território.

É um absurdo destruir o metrô que não é usado pelos poderosos, mas sim pelos trabalhadores e trabalhadoras. É repudiável o roubo em comércios, alguns deles de pequenos comerciantes, assim como a destruição de bens públicos. Essa violência irracional é apenas funcional aos poderosos para justificar a repressão e militarização do país. Mas também deixamos plantada a pergunta sobre a suspeita ausência de vigilância e proteção policial da rede de metrô, comércios e edifícios, justo no momento em que operavam esses grupos de filiação desconhecida e duvidosa.

Finalmente, as organizações sindicais reunidas no dia de hoje, reiteramos e fazemos nossa declaração e pedido de Unidade Social, que contém as demandas de toda a cidadania, do dia 19 de Outubro, sob o lema: estamos cansados, nos unimos.

Central Unitaria de Trabajadores – Coordinadora No Más AFP – Asociación Nacional Empleados Fiscales ANEF – CONFUSAM – FENPRUSS – Confederación Coordinadora de Sindicatos del Comercio y Servicios Financieros – FEDASAP – Confederación Bancaria- CONFEDEPRUS – Sindicato Interempresa Líder SIL – Colegio de Profesores – FENATS Nacional.

Aderem: CONES – CONFECH – Chile Mejor Sin TLC – Cumbre de los Pueblos – FECH – FENAPO – FEUARCIS – UPROSAT

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Um comentário
  • Valéria Gomes Ignácio da Silva
    22 outubro 2019 at 23:55
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    mañana a las calles.
    #RenunciaPiñera

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