Como era verde meu canto

limpo meu pranto

O que substituirá o toque, o pólen, a planta, o cheiro?

Será artificial o tato, a mente, o sabor? 

Mesmo inteligente, artificial

pensa?

Noções assim, legiões que incham, fermentam

nação.

Abala, finda.

Nem serei encanto entre tantos

fins.

A Sovetskoe Foto (Soviet Photography), ou Советское фото.  Edição iniciada em 1926.

Nem recomeço.

Tudo pranto seco. Seco, nano partícula, lama, micro plástico.

Advento, ventania.

Montagem através de imagem de Douglas Magno©, em Brumadinho/MG.

É o homem que segue, caga.

Antiga lenda reza

ser rei quem um olho tem. Herege, maldito.

A peste.

Resta-nos a pauta, colapso.

Empurra, empurra.

De tudo resta.

Helio Carlos Mello©

Serei plástico, prático

um dia.

por Adenor Gondim©

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crônica
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