Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Recordo-me de legiões enfurecidas, tempos atrás, a bramir que nossa bandeira jamais seria vermelha.

Eu ficava meio desconcertado com aquilo, sem muito saber se o cordão nas ruas queria abrir lavanderia pública ou lamentava tantas manchas de sangue na velha flâmula histórica, tão querida verde, amarela e azul.

Suas estrelas brancas e palavras de ordem, tão vagas, agora em lama sucumbem, em covas se guardam.

Cemitério Parque das Rosas, em Brumadinho, e as novas covas abertas para as vítimas fatais da barragem de rejeitos rompida na Vale do Rio Doce.

Avermelha-se bandeira, rubra a face, envergonha a alma.

*imagens por Douglas Magno©

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

>